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Ao longo das quatro gerações, o RAV4 deixou de ter o pneu na traseira, passou a ter cinco portas e sistema híbrido com base na gasolina

Quando os SUV eram confundidos com os jipes, a Toyota colocou no mercado um modelo que identificava a conjugação de peculiares características: Recreativo, Activo e Veículo de 4 rodas motrizes. Entre 1994 e 2000 a primeira geração do RAV4 marcou a diferença. Numa altura em que os Diesel se difundiam cada vez mais, o 2.0 a gasolina e as traquinas performances permitiam fazer maravilhas numa carroçaria de três portas que, aliada a uma reactiva direcção, concediam uma condução divertida. Nas gerações seguintes, apareceram as cinco portas e desapareceu o pneu de reserva na porta traseira. Depois, foi a vez dos interiores e motores aparecerem mais elaborados, e isso incluiu a chegada das soluções híbridas, conjugando os motorizações a gasolina com as eléctricas, nas configurações de duas ou quatro rodas motrizes. Na quinta geração, a Toyota manteve a designação RAV4, sendo esta a única ligação ao passado. Numa primeira fase e com cinco níveis de equipamento, serão comercializados os 4×2 com preços entre os 40 e 51.000 €.

 

O motor continua a ser um 2.5 litros com comando de válvulas VVT-iE na admissão e VVT-i no escape, mas com outra arquitectura que fez aumentar o curso e diminuir o diâmetro dos êmbolos. No que diz respeito à injecção de gasolina, o novo bloco conjuga a injecção directa com a indirecta, além do aumento da taxa de compressão.Com o novo RAV4, tudo começa numa nova plataforma sobre a qual assentam novos agregados mecânicos e o novo motor 2.5 a gasolina, ao qual se associam motores eléctricos, permitindo chegar aos 218 cv de potência total. A nova plataforma aloja vias mais largas e que estão mais próximas dos topos da carroçaria (- 5 mm na frente e -30 mm atrás). Por outras palavras, a base de sustentação é maior, concedendo melhor comportamento dinâmico e manobrabilidade. Face ao anterior modelo e apesar de mais baixo (10 mm) o novo SUV tem maior distância ao solo (+ 15 mm). E no tocante a outras cotas, o novo RAV está mais largo (10 mm) e mais curto (- 5 mm) apesar de a distância entre-vias ter aumentado (30 mm) num automóvel que agora chega aos 4.600 mm e pode ser enquadrado em classe 1 com via verde.

 

Estas características contribuem para melhor estabilidade e melhor condução em pisos mais degradados ou mesmo em fora-de-estrada, piso em que este 4×2 dá conta do recado. No habitáculo, são evidentes os ganhos em espaço para arrumos, habitabilidade em todos os cinco lugares, e conforto de utilização e no rolamento. A bagageira também aumentou de volumetria, registando 580 litros.

Nas versões de tracção integral, o destaque vai para o aumento de binário (+30%) nas rodas traseiras, face ao que era conseguido na quarta geração do RAV4.