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O futuro da mobilidade urbana

A EMOV, a primeira empresa de “carsharing” cuja partilha do automóvel tem por base uma frota 100% eléctrica, está a optimizar os serviços na cidade de Lisboa. Durante o evento O Futuro da Mobilidade Urbana, que decorreu no Teatro São Luiz, a empresa anunciou o alargamento da sua área de serviço que passa a incluir as zonas de Benfica, Olivais e Bairro da Cruz Vermelha. Para celebrar este acontecimento, a EMOV está, até ao final do mês, com uma promoção de inscrição gratuita e oferta de uma semana grátis para experimentar o serviço. Mais informação disponível em www.emov.eco/lisboa/?lang=pt-pt.

 

Com a realização deste evento, Ignacio Román, director-geral da EMOV Espanha e Portugal, explicou que se pretendeu colocar na ordem do dia a discussão sobre o futuro da mobilidade, bem como o contributo das empresas que fazem parte deste novo ecossistema de partilha: A colaboração público-privada é essencial para sustentar o progresso e todos os actores deste sector devem ter a missão de optimizar, todos os dias, os seus serviços para melhorar a intermodalidade, completando assim a gama de possibilidades presentes nas cidades. Chegou a altura de inverter a tendência errada que durante décadas nos levou a planificar os centros urbanos com outro foco que não os seus habitantes, sublinhou Ignacio Román.

 

Na ocasião, o vereador da mobilidade e segurança da CML, Miguel Gaspar, anunciou a aprovação de mais novos 40 lugares de estacionamento exclusivos para viaturas partilhadas, adiantando que estão também em estudo 60 novos lugares. O objectivo da autarquia lisboeta é o de chegar, em breve, a 130 lugares de estacionamento para veículos partilhados. De acordo com o vereador que pretende trazer melhor qualidade de vida às pessoas: Queremos reduzir a dependência do veículo automóvel. Lisboa tem uma aposta inequívoca nos modos partilhados, referiu Miguel Gaspar.

 

Em resumo, enquanto do lado da EMOV nos são apresentadas soluções concretas e intenções de trazer melhor qualidade de vida às pessoas que vivem ou passam nos centros urbanos, a CML persiste em projectar números para o futuro. E em bom rigor, este futuro não é nada promissor para quem tenha automóvel e/ou precise de o utilizar em Lisboa, em particular na zona da baixa. A extensão do estacionamento pago a toda a cidade, conjugado com a diminuição dos lugares disponíveis, tem criado sérias dificuldades aos utilizadores do automóvel, às quais se juntam as acções punitivas das PSP, PM e EMEL, esta última, uma empresa municipal da CML. Acresce o facto de as dificuldades em encontrar estacionamento, dificultam a circulação viária, congestionando mais o tráfego. Da nossa parte registamos os apelos do edil à utilização dos transportes públicos, sugestão replicada pelo vereador Miguel Gaspar, que sublinhou que a partir de 05 de Abril a área metropolitana de Lisboa terá um passe intermodal a custar 40 €. Todavia, acreditamos que nem Fernando Medina nem Miguel Gaspar tenham a noção das dificuldades que, diariamente, se colocam a quem deseja utilizar os transportes públicos. E no mesmo sentido, acreditamos que não façam a mais pálida ideia do que é circular a pé, numa grande parte dos passeios da cidade, em particular, junto das zonas onde existam bicicletas e trotinetes eléctricas.

 

O futuro da mobilidade urbana