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Os prémios Auto Best e IVOY 2019 atribuídos à nova proposta do Grupo PSA confirmam as evoluções dos novos modelos/versões

A comercialização começou em finais do ano transacto, mas 2019 é o ano de ouro para o Rifter. O prémio “Auto Best” 2019 nas versões de passageiros, e o galardão “International Van of the Year” 2019 atribuído às versões de mercadorias, deixam antever um ano a correr bem. Em termos de herança, as coisas não podiam ser melhores, a avaliar pela permanente posição no pódio das versões de mercadorias, enquanto do lado dos passageiros, este tipo de veículos tem registado crescente procura, agora favorecida pelo enquadramento em classe 1.

Com o novo modelo, a Peugeot tem por base uma nova plataforma na qual a rigidez torsional foi aumentada, além de uma carroçaria redesenhada e mais próxima das silhuetas dos SUV ou monovolumes. Em termos práticos, estas características traduzem-se em: melhores cotas de acesso e habitabilidade; melhor gestão dos agregados e sistemas; mais espaços para arrumos e melhores padrões nos equipamentos destinados à segurança activa. O Rifter que conduzimos, vem equipado com o novo Diesel 1.5 Hdi de 130 cv acoplado a uma transmissão manual de seis relações, estando o motor enquadrado nas mais exigentes normas ambientais Euro 6.

preço-base

isv

iva

despesas

pvp*

iuc

21.324,02

5.051,296.067,89

32.450,00

181,25

 

*inclui sgpu+eco-valor = 6,80 € (actualizado em 31/01/2019)

 

A volumetria, a modularidade e as performances do 130 cv Blue HDi evidenciam-se no Rifter GT Line

Perante um novo modelo a marca francesa decidiu manter a designação nas versões de mercadorias, mas contrariou as tendências e criou duas novas designações nos dedicados ao transporte de passageiros. Assim nasceram o Traveller para uma clientela mais requintada, e o Rifter para os apreciadores da funcionalidade. Mediante uma nova plataforma – e aqui a marca francesa já seguiu as tendências – o Rifter aumentou de dimensões em todas as cotas. Um dos primeiros benefícios tem a ver com as boas cotas de acessibilidade, tanto aos lugares dianteiros como aos traseiros. Para estes últimos, o acesso é feito por duas portas laterais deslizantes de accionamento manual. Quando paramos o Rifter a subir ou a descer, é perceptível o peso das portas, que requerem alguns cuidados no manuseamento. Na traseira, fomos encontrar um ‘portão’ de dimensões consideráveis, que dá acesso a uma bagageira que vai dos 775 aos 4.000 litros de volumetria quando se rebatem os assentos traseiros, tarefa que se efectua com alguma facilidade e permite avançar em simultâneo com os assentos e costas, que concedem um piso praticamente plano. No interior do Rifter demos conta de uma boa gestão de espaço e, para arrumos, estes podem chegar aos 186 litros. O aproveitamento dos espaços conseguidos com um ‘tecto falso’ em especial na traseira, o aproveitamento entre os assentos dianteiros, portas e porta-luvas contribuem para um bom aproveitamento do habitáculo.

 

Para quem se sentar ao volante, o “i-cockpit” concede um ambiente muito peculiar, desde as dimensões e forma do volante, à disposição da instrumentação e visor central táctil de 8” através do qual se configuram definições do automóvel, da navegação e de outras funções relativas aos Apple Car Play ou Android Auto. Este mesmo visor e os sensores de estacionamento (frontais, laterais e traseiros) servem de apoio às manobras de marcha-atrás.

 

 

Bons acessos, habitabilidade e conectividade intuitiva destacam-se na versão GT LIne

Com bons ângulos de visibilidade para o exterior e eficazes retrovisores, o Rifter concede uma boa posição de condução e ângulos de conforto, ainda que em alguns destes, o volante obstrua parcialmente a leitura do painel de instrumentos. E é justamente no painel de instrumentos que se traduzem as prestações do 1.5 Diesel, tanto nas acelerações como nas reprises. Bem escalonada e com um selector de fácil manuseamento, a transmissão contribui para estas “performances”. Em termos dinâmicos, o desempenho dos travões e suspensões, deixaram a impressão de um bom equilíbrio, num automóvel que ronda os 1.600 kg de tara e quase o mesmo valor de peso rebocável com travões (1.500 kg). Num breve contacto ao volante, obtivémos a média de 6,2 litros/100 km à média de 34,3 km/h efectuados num percurso misto (AE+EN+Urbano) com preponderância nestes dois últimos.

 

Gostámos –Gostámos +
– manuseamento das portas laterais deslizantes– Comportamento dinâmico

– Equipamento de série e segurança activa

– Conforto de rolamento

– Acessos e Habitabilidade/Modularidade

– Gestão de espaço no interior

Características técnicas

Peugeot Rifter 1.5 BlueHdi GT Line

motor

4 cil, 1.499 cc, conduta comum, SCR+AdBlue+FAP

potência kW(cv)/rpm

96,0 (130,0)/3.750

binário Nm (kgm)/rpm

transmissão

dianteira, manual de seis relações

jantes – pneus

17” – 215/60 R 17