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No segmento dos furgões de uma tonelada de carga útil e face a 2015, é notório o desenvolvimento dos modelos. Desde então, os furgões, passaram a ter sistemas de assistência à condução, funcionalidades multimedia e visores integrados nos painéis ou consolas. Um pouco como aconteceu com a evolução dos “smartphones” a conectividade também foi desenvolvida. A evolução dos motores também foi notória. Cinco anos depois e nas médias, os consumos baixaram um litro. Na perspectiva do consumidor, a operacionalidade das garantias, serviços após venda e rede, também fazem parte da utilização do veículo. Em conjunto com os consumos de combustível, seguros, preço de aquisição e peças, contribuem para os custos de utilização. Nos modelos aqui comparados, as diferenças nos custos de utilização, dependem mais do perfil do cliente, da utilização do veículo e dos mercados onde circulam.

 

A dinâmica da condução contribuiu para a pontuação final

Ford Transit Custom 320 L2H1 Limited 2.0 TDCi EcoBlue

O Ford Transit Custom revelou versatilidade na condução, tanto nos percursos urbanos como em auto-estrada. Os amplos espelhos retrovisores proporcionam uma boa visibilidade em parques de estacionamento, apesar da existência da assistência em manobras de marcha-atrás. A existência de uma base amovível para apoio à utilização de um bloco ou “tablet” e os espaços de arrumos sob os bancos, contribuem para a funcionalidade. O Transit Custom tem um bom compartimento de carga, embora a forma não seja a melhor face aos concorrentes. A dureza dos revestimentos no piso, resulta em redução na aderência.

 

+ Condução

+ Insonorização cabina

+ Retrovisores

– Forma do compartimento de carga

– Espaço para as pernas ocupado pela consola

 

 

 

Na aceleração e desempenho dos travões, o Trafic obteve as melhores classificações

Renault Trafic dCi L2H1 EDC Navi Edition

O Renault Trafic provou ser um bom veículo. Em condução urbana revelou interessantes potencialidades e silêncio de rolamento. Em estrada foram apontados alguns ruídos do conjunto (plaraforma-carroçaria). Em termos de visibilidade, esta foi considerada boa e atribuído um bom desempenho aos retrovisores, ao qual se acrescenta o do espelho na pála reflectora do lado do passageiro. Nos arrumos os espaços são muitos e bem aproveitados, em especial sob o(s) banco(s) do lado do passageiro(s). O compartimento de carga estava bem equipado, com 17 ganchos que asseguram a versatilidade na fixação de cargas. As portas do compartimento de carga estão bem desenhadas, e garantem um eficaz acesso à boa capacidade de carga iluminada por “leds”.

+ Motorização

+ Compartimento de carga

+ Visibilidade

– Ruídos parasitas no conjunto (plataforma/carroçaria)

– Bancos

– Mobilidade na cabina

 

Os travões e o equipamento foram dos itens que mais agradaram neste AVT 2020

Toyota Proace L2,0 D 120 Automatic Edition Pro Premium

O Toyota foi apresentado com o motor menos potente, concedendo menores acelerações e dinâmica na condução. Nos consumos de combustível, em especial em estrada, as características da motorização reflectiram consumos moderados e os melhores do teste. O Proace foi o único modelo apresentado com o visor “HUD” colocado por cima do volante. Outra diferença face aos concorrentes tem a ver com o selector de transmissão, em forma de disco em vez do tradicional “joystick”, solução que permite ganhar mais espaço na cabina, embora exija habituação e maior dificuldade de manuseamento com luvas. Dentre os veículos testados, o Toyota registou o melhor valor de carga útil, mais alta cota de acesso (600 mm) no compartimento de carga e portas laterais deslizantes de ambos os lados.

+ Consumo de combustível

+ Capacidade de carga

+ Mobilidade na cabina

– Acesso à carga (altura)

– Comandos da climatização

– Espelhos retrovisores

 

A motorização obteve das melhores pontuações no teste

Volkswagen Transporter 6.1 Pitkä 2.0 TDI 4MOTION DSG

O ano passado o Transporter foi melhorado na versão T6.1 mediante alterações estéticas e ao nível da dinâmica. Equipado com o sistema 4motion de tracção integral, foi apreciado na condução e manobrabilidade. Os comandos no painel são de fácil leitura e os comandos da climatização simples de utilizar. As críticas ao T6.1 vão para a acessibilidade à cabina, enquanto os acessos ao compartimento de carga são amplos. O T6.1 foi único a não apresentar uma abertura no separador (carga/cabina) sendo por isso penalizado no comprimento do compartimento de carga, que registou a menor capacidade de carga. Entre os veículos em teste, foi o que apresentou melhor motricidade.

 

+ Condução

+ Comandos

+ Motricidade

– Acesso à cabina

– Capacidade de carga

– Espelhos retrovisores

 

Consumos litros/100 km

 

Ford

Renault

Toyota

VW

Urbano

7,47

7,63

7,78

7,82

Estrada

7,88

7,01

5,99

7,87

Média global

7,46

7,22

6,54

7,85

 

Pontuações no Artic Van Test 2020

Ford

Renault

Toyota

VW

Global

8,3

7,0

7,0

7,7

Artic Van Test 2020