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Já passaram mais de 20 anos, desde que a marca alemã resolveu entrar num segmento de mercado que, mais tarde, se veio a revelar crucial para o sucesso da Mercedes Benz: os ‘compactos’. Com o “Vision A” apresentado em 1993 no salão de Frankfurt-Alemanha, a marca deu primeiro passo para apresentar o primeiro Classe A em 1997, declinando desde logo em versões experimentais (“fuel cell” e eléctrica). Volvidos quatro anos, foi altura do “facelift” (2001) e introdução da versão longa. No entanto, nos primeiros anos do historial do Classe A, esta ficou ensombrada pelo capotamento de alguns modelos no teste do Alce, no qual o automóvel descreve uma sequência de curvas (esq-dir-dir-esq) que levam à transferência de massas e, nalguns casos, ao capotamento. O primeiro, foi um jornalista sueco e na altura os alemães duvidaram. De seguida, aconteceu entre nós e os alemães ficaram admirados. O terceiro foi um jornalista alemão e aí rectificaram. A partir desse momento, os Classe A, passaram a ter de série o controlo de estabilidade ESP.

Em 2012 aparece a segunda geração e com esta, a MB conseguiu conquistar novos clientes – 60% provenientes de outras marcas. Outro marco importante, conseguido no universo da clientela europeia, tem a ver com o facto de a média de idades ter descido 10 anos.

As novas cotas traduzem melhores habitabilidade e acessos, tanto ao habitáculo como bagageira que ganhou volumetria, acesso e comprimento

Com a terceira geração do Classe A mudou muita coisa. O automóvel aumentou em todas as cotas exteriores. O comprimento total aumentou 120 mm, a largura 16 mm e altura 6 mm. A distância entre vias também aumentou, e o novo ‘A’ está mais próximo dos quatro metros e meio (4.419 mm).

No interior, as novas cotas traduzem mais espaço para cabeça, ombros e cotovelos. Na traseira, a bagageira contabiliza 370 litros (+29 litros que a anterior). Devido à adopção da mesma arquitectura estrutural da carrinha Classe E e novos grupos ópticos posteriores, a abertura para a bagageira tem mais 200 mm e 115 mm de comprimento. Ainda no interior e com as mesmas tecnologias encontradas no Classe S, consoante versão é possível disponibilizar uma espécie de “smartphone” com mais de meio metro de extensão. Até ao final do ano aparecerão mais versões, mas para já e no tocante a preços existem três versões entre os 32.450 e 47.100 €. Num breve contacto ao volante, conduzimos o 180d AMG.

preço-base

isv

iva

despesas

pvp

iuc

23.354,94

3.462,59

7.765,50

41.528,55*

143,17

* sem despesas administrativas – inclui 6.951,22 € extras

 

Consoante versão o painel do novo A pode transformar-se num “smartphone” com mais de meio metro

Entre equipamentos de série e opcionais, este Classe A destaca-se pelas siglas MBUX, Linguatronic, Distronic e Dynamic Select. Por outras palavras, isto significa ter dois visores e três tipos de comando: os tradicionais, os tácteis e os de voz. Mediante um universo onde se cruzam a conectividade, as aplicações informáticas e os sistemas de controlo, é possível tornar o automóvel num instrumento/equipamento que passa a fazer parte das nossas vidas. Por um lado é um facilitador, enquanto por outro nos torna dependentes… ou não. Pode tornar a nossa vida tão independente, ao ponto de nem termos necessidade de ter o automóvel, e de o utilizar apenas e quando necessário. O tão falado “car sharing” está cada vez mais vulgarizado como partilha de um automóvel e, a título de exemplo, uma associação alemã já conta com 1,7 milhões de utilizadores.

Ter acesso ao telefone, navegação e áudio, exploração dos menus e sub-menus, leva-nos a poder traçar destinos pontuais ou frequentes, criar perfis de utilização na condução, iluminação, utilização, assistência em viagem, fazer chamadas e gerir envio e recepção de mensagens, seleccionar músicas, analisar meteorologia, acerto de temperatura entre outros. Ao volante, pode-se escolher entre os modos Eco, Dynamic, Sport e Individual.

No capítulo da segurança e além dos “airbags” frontais, laterais (tórax e pélvis), janela a cobrir o pilar ‘A’ e joelhos para quem conduz, este Classe A pode evitar a saída da faixa de rodagem e activar um conjunto de sistemas, que avisam quem vai ao volante da eminência de embate frontal em caso de distracção.

 

O desempenho da transmissão 7G-DCT evidencia a dinâmica deste A

Ao volante

O acesso ao interior está mais fácil e depressa damos conta da melhor habitabilidade face ao anterior modelo. Logo nos primeiros quilómetros e sempre com a segunda geração como referência, demos conta de um pormenor interessante neste Diesel. É mais silencioso do que alguns modelos a gasolina, enquanto a filtragem das irregularidades do piso, nos faz lembrar modelos superiores. Outro dos pontos em que demos conta de evidente evolução, tem a ver com o refinamento na condução e conforto de rolamento. Ao mesmo tempo, a conjugação da transmissão de sete relações DCT com os 116 cv volta a criar sensações de um automóvel mais potente.

Gostámos – Gostámos +
– colocação de alguns comandos

– visibilidade lateral e posterior

– Conforto de rolamento e insonorização

– Refinamento na condução com 4 modos

– Equipamento de série e segurança activa

– Ampla escolha de opcionais/personalização

– Consumos de combustível/autonomia

Características técnicas

Mercedes-Benz Classe A 180 d 7G-DCT
motor 4 cil, 1.461 cc, TGV, EGR, SCR+AdBlues, Euro 6 D-temp
potência kW(cv)/rpm 85,0 (116,0)/4.000
binário Nm (kgm)/rpm 260 (25,5)/1.750~2.500
transmissão dianteira, sete relações automatizada de dupla embraiagem
jantes – pneus 18” AMG