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É possível ir de Lisboa a Porto Côvo a ouvir a Marginal, em parte devido à presença do áudio que permite boa captação e muito boa reprodução do som, proveniente do rádio, cd ou outro dispositivo que se ligue à V90. E sim senhora ministra, esta V 90 também vai ter uma versão CC, mais alta e com melhores cotas de acessibilidade face às da V 90 que, em nossa opinião, já concede bons ângulos de acessibilidade, tanto aos lugares como ao espaço para bagagens. Aliás, um dos pontos que gostámos nesta carrinha, tem a ver com a gestão de espaço e arrumos.

Quando incluído o espaço sob o piso da bagageira, esta chega aos 560 litros, com quase 1.988 mm de profundidade e pouco mais de um metro (1.162 mm) entre as cavas das rodas. Com os assentos traseiros rebatidos, chegamos aos 1.526 litros de capacidade. Para os que se preocupam mais com o peso do que com o volume, o peso rebocável da V 90 são 1.800 kg, podendo chegar aos 2.200 kg mediante utilização do “Towkit”.

Preço-base

ISV

IVA

Despesas

P.V.P

IUC

59.339,00

75.461,00*

217,35

* viatura ensaiada inclui 13.051 € de equipamentos e opcionais

Com diversos espaços para arrumos, a V90 concede uma boa habitabilidade, com algumas das cotas a passarem o metro.

Outras cotas interessantes são as encontradas nos lugares traseiros. Se tomarmos como referência, o ponto em que se encontram as costas e assentos, temos quase um metro no vector do espaço para o tronco e cabeça (966 mm), com mais espaço do que para as pernas (911 mm). Nos lugares da frente, estas cotas passam o metro, tanto no espaço para tronco e cabeça (1.026 mm) e para as pernas (1.071 mm). Por fim mas não menos importante, um espaço e habitabilidade generosos para os passageiros da frente, claramente separados por uma consola central, integrada com a maior parte dos ergonómicos comandos e painel táctil. No espaçoso habitáculo, existem vários compartimentos para arrumos, que denotam uma cuidadosa gestão de espaço. Em termos de valores, a base da V 90 ronda os 57.000 €, mas para poder usufruir da sigla Inscription, é preciso chegar quase aos 60.000 €. Na versão que conduzimos, entre “packs” e opcionais contabilizámos 13.051 € para usufruir do áudio+conectividade (3.997 €), tecto de abrir em vidro com comando eléctrico (1.630 €), visão 360º (1.138 €), vidros laterais laminados (923 €) e ar condicionado automático de quatro zonas (738 €) entre outros equipamentos e sistemas, que contribuem para o requinte ou segurança activa.

Entrar na V 90 é fácil e rapidamente encontramos uma boa posição de condução, que concede bons ângulos de visibilidade em todos os sentidos. Todavia, as dimensões dos espelhos retrovisores e respectiva colocação, criam ângulos-mortos em algumas situações, como a sair ou entrar em garagens desniveladas (caves). O visor central táctil concede acesso a várias funções, que incluem o manual de utilizador, além das funções do automóvel e configurações de equipamentos ou sistemas. De generosas dimensões, concede fácil leitura, sendo intuitivo na selecção dos menus e sub-menus. As vantagens desta disposição, reflectem a facilidade de utilização, além da rapidez com que se chega aos sistemas como o ar condicionado, ou estacionamento assistido, ou configurações do automóvel como a trancagem das portas ou luzes de cortesia. E mesmo o manual do utilizador, é de fácil consulta devido à forma como o índice é apresentado, estando disponível uma busca rápida mediante digitalização do item que se procura. Foi assim que, rapidamente, demos com a sequência de operações para repor a pressão dos pneus.

Ao volante e utilizando motorização semelhante à do S 90, desta vez não chegámos a utilizar a função Eco. Das quatro escolhas disponíveis, utilizámos essencialmente a de Conforto e a mais Dinâmica, com esta última a modificar a visualização do painel de instrumentos e a tornar mais “vivace” as prestações do D4, já por natureza “allegro”. Em qualquer uma das oito relações da transmissão automática, apreciámos a filtragem da motorização, tanto em termos de vibração como de ruído. Com boas acelerações, o modo Dinâmico concede reprises mais reactivas, acompanhadas por um bom comportamento dinâmico das suspensões e travões. A direcção é suave mas muito reactiva, sendo eficaz em qualquer andamento ou em manobras de estacionamento, operação para a qual apreciámos a existência da assistência visual. Num breve contacto ao volante efectuámos média de 7,25 l/100 km a 47,5 km/h (6,3 l/100 a 50 km/h no S 90) valores que consideramos muito bons para um automóvel que ronda os 1.800 kg quando pronto a rolar.

Gostámos – Gostámos +
– ângulos de visibilidade lateral/retrovisores – Conforto de rolamento

– Performances da motorização

– gestão de espaço, modularidade e arrumos

– Agradabilidade e ergonomia dos comandos

– Materiais empregues e finalização

 

Ficha técnica

Volvo V 90 D4 FWD Inscription
motor FWD D4 1.969 cc common rail + bi-turbo
potência kW(cv)/rpm 140 (190)/4.250
binário Nm(kgm)/rpm 400 (39,2)1.750-2.500
transmissão automática 8 relações
Jantes-pneus 20”-255/40 R 20