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Num mercado que ainda é um nicho, os primeiros passos foram tímidos. De momento, é dos modelos com mais procura e crescente sucesso, mesmo com todas as contrariedades que os modelos eléctricos acarretam. E uma destas tem a ver com os pontos de carregamento. Em muitos dos casos, os poucos pontos de carregamento que existem, ou estão avariados ou ocupados. E na maior parte das situações, estão ocupados por automóveis que não utilizam o ponto de carregamento, o que nos leva a outra questão. A gestão do espaço junto do ponto de carregamento, envolve diversas entidades que, aparentemente, não se entendem ou emitem afirmações contraditórias. Numa apresentação de um serviço ‘concorrente’ o edil lisboeta afirmou que os eléctricos não pagam estacionamento. No entanto, num parque da EMEL foi dito o contrário, tendo associado a esta informação, uma outra não menos importante: os pontos de carregamento no interior do parque não funcionam. No entanto, a Renault contornou estas situações, mediante a oferta de versões Zoe, que podem disponibilizar três níveis de autonomia (270, 370 e 400 km) com a de 370 km a permitir a carga rápida. No tocante aos valores de carga, estes oscilam entre 1,5 a 2,5 € enquanto os valores do Zoe oscilam entre 30.410 a 38.510 € aos quais correspondem vários níveis de equipamentos, orientados para o requinte e funcionalidade.

preço-base

isv

iva

despesas

pvp

iuc

25.211,38

00,00

7.201,06

 —

32.412,44

00,00

 

 

O carregamento doméstico difere de modo significativo do carregamento em posto público.

Consumos e carregamentos

Da mesma forma que o consumo de energia não é linear, alterando os valores registados entre a circulação em estrada/auto-estrada e percursos o urbanos/sub-urbanos, o carregamento também varia de acordo com o ponto escolhido. Ao utilizar uma rede doméstica (monofásica com terra) e numa ficha semelhante às que utilizamos para ligar máquinas de lavar ou frigoríficos, em duas horas de carga, as baterias passaram de 39 para 44% antecipando um prazo de 15:01 para chegar aos 100% de carga. Num posto de carregamento público, o carregamento rendeu muito mais. Ao fim de duas horas, passou de 33 a 49%, registando 07:15 para chegar à totalidade da carga.

Tempo de carga

Evolução %

Carga total em

Ligação

02:00

39 a 44

15:01

doméstica

33 a 49

07:15

pública

 

Com bons acessos e habitabilidade, tanto nos lugares dianteiros como traseiros, o Zoe concede boa modularidade, que permite passar dos 338 aos 1.225litros mediante rebatimento dos assentos traseiros. Na traseira e sob a bagageira, fomos encontrar dois cabos. Depois de percorrer os pouco mais de quatro metro de comprimento do Zoe (4.084 mm) podemos ligar um destes cabos aos pontos públicos ou utilizar o outro para o carregamento doméstico. No interior e estabelecendo a comparação com o Clio, temos uma tripla. O Zoe perde em alguns aspectos, enquanto noutros podemos considerar a vitória do Clio. No entanto, o empate também se verifica. Em termos de habitabilidade e volumetria da bagageira, temos o empate. No silêncio e vibrações, a vantagem pende para o Zoe. Todavia, no tocante aos materiais empregues e conforto de rolamento, concedemos a vantagem ao Clio. C este e outros modelos da gama, o Zoe partilha sistemas como o ESP, EBA, ABS, ASR e R-Link.

 

 

No Zoe a Renault mantém a tradição das séries especiais.

Com 1.480 kg de peso (305 são baterias) quando pronto a iniciar o movimento, o Zoe surpreende pela informação disponibilizada. Na versão que conduzimos até pudémos usufruir da visualização da manobra de marcha-atrás. Como acontece na generalidade dos automóveis eléctricos, as acelerações são entusiasmantes, mesmo quando utilizamos o modo “eco” que retira um pouco das capacidades, tanto nas acelerações como reprises, conseguidas mediante pressão ou ‘esmagamento’ do pedal do acelerador. O silêncio de rolamento é um factor de conforto e o mesmo acontece com a quase ausência de vibrações provenientes da motorização eléctrica. Um dos reflexos desta motorização, tem a ver com a possibilidade de regenerar energia em desaceleração ou travagem, fazendo com que a autonomia se alongue consoante a utilização urbana. No reverso da medalha, está o consumo quando em estrada ou auto-estrada. A velocidade constante e por não existir regeneração, a autonomia baixa, consideravelmente, quando comparada com os valores obtidos em trajectos urbanos ou citadinos, seguindo, em ambos os casos, a certificação WLTP.

Gostámos – Gostámos +
– limitação de autonomia

– alguns materiais no habitáculo

– Conforto de rolamento

– Equipamento de segurança activa/passiva

– Acelerações e reprises

– Facilidade de condução

– Modularidade no habitáculo

 

Características técnicas

Renault Zoe 4.0
motor 192 módulos de iões de lítio – 305 kg
potência kW(cv)/rpm 80 (108)/3.395 a 10.980
binário Nm (kgm)/rpm 225 (22,2)/1.500 a 3.395
transmissão Dianteira de relação única
jantes – pneus 15” – 185/65 R15 ou 16” – 195/55 R16