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A globalização da PSA é liderada pela Citroën que se aproxima dos 10% de quota

No mercado global e até Maio, venderam-se 38,6 milhões de unidades que representam uma aumento de 3,8% face a homólogo período no ano transacto. Em termos de Grupo, o PSA (Citroën, DS, Opel, Peugeot e Vauxhall) encontra-se na nona posição, com 1,88 milhões de automóveis vendidos, enquanto nas marcas, a Citroën lidera as vendas do Grupo com 9,1% de quota. Este é panorama do Grupo que, há uns anos atrás, equacionava encerrar fábricas. E naquele passado recente, nuvens mais negras, chegaram a pairar no horizonte. No entanto, o português Carlos Tavares e a sua equipa, transformaram as rosas em pão. E não, não há engano ao ‘plagiar’ a expressão que identifica o conhecido milagre efectuado pela Rainha Santa Isabel.

No tal passado recente, a DS chegou ao mercado e consolidou posições. As Peugeot e Citroën viram a gama alargada e entraram em novos segmentos de mercado. A Opel foi integrada e contribuirá para o desenvolvimento de novos modelos. E por fim mas não menos importante, nos ligeiros de passageiros/mercadorias, começam a aparecer os resultados das sinergias do Grupo.

 

As versões de mercadorias têm capacidade para duas europaletes, enquanto as de passageiros podem chegar aos sete lugares

Para o segmento dos ligeiros de passageiros/mercadorias, as três marcas contam com quatro produtos distintos: as Citroën e Opel continuam a apresentar os Berlingo e Combo, enquanto a Peugeot declina o modelo em Rifter e Partner. Mediante esta redefinição, a marca francesa pretende enfatizar a diferenciação de utilizações (passageiros/mercadorias) ainda que em termos estruturais, os modelos e versões partilhem a plataforma EMP2, as motorizações e silhuetas de carroçarias.

De início concebida para o 308, esta plataforma cedo se tornou numa fonte de elogios, tanto pela rigidez torsional como pela flexibilidade concedida. Em vez da tradicional arquitectura, a EMP2 é apresentada em forma de ‘gaveta’ e é daí que nasce o aumento da rigidez torsional. Este aumento, permite melhorar as zonas de deformação programada, contar com melhores valores de comportamento dinâmico e conforto de rolamento, e criar novas distâncias entre as vias dianteira e traseira, sendo que nestas se melhora o posicionamento das rodas, que ficam mais próximas das extremidades dos veículos.

 

Os novos modelos da PSA cresceram nas dimensões e evoluiram nos sistemas

Apesar do aproveitamento da plataforma, de início concebida para um automóvel de passageiros, a reformulação da parte posterior ou seja a partir do pilar ‘B’, garante algumas das necessidades, tanto nas versões de passageiros como nas destinadas ao transporte de mercadorias, em especial quando nestas últimas, existem versões que podem ir até à tonelada de carga útil. Se a estas características se juntarem as silhuetas 4.400 ou 4.750 mm de comprimento total, encontramos espaço para a tal tonelada de carga, mas também conseguimos alojar sete lugares. Face aos antecessores, os novos modelos cresceram nas dimensões e evoluíram no posicionamento. Por outras palavras, aproximaram-se dos modelos do sub-segmento seguinte.

 

 

Todavia, uma das mais importantes partilhas, tem a ver com os sistemas destinados à assistência na condução, apoio nas funcionalidades, e evolução nos padrões de segurança activa. Por outras palavras, estamos em presença de um novo automóvel, que é também um automóvel novo! No conceito, que traz muito dos automóveis de passageiros, permite novas abordagens na utilização. Nas configurações, haverá muito por onde escolher e com um calendário que se estenderá aos princípios de 2019. Nas cinemáticas, tanto as especificações dos motores como os desempenhos das transmissões, evidenciam um enquadramento com futuro.