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Para um segmento que continua a crescer no mercado, a Toyota propõe uma novidade com base em conceitos que agradam cada vez mais. Por um lado propõe um “crossover” daí o ‘C’ enquanto uma “High Ride” ou seja, uma posição de condução elevada, garante as letras HR.

Com menos de quatro metros e meio de comprimento (4.360 mm) e pouco mais de metro e meio de altura (1.555 mm) este SUV é apresentado com uma bagageira de 377 litros e preços balizados entre os 23.650 a 33.350 €. Esta amplitude de valores tem a ver com a existência de duas motorizações e cinco níveis de equipamentos. Nas motorizações, temos o 1.2 turbo a gasolina com 116 cv, e o 1.8 a gasolina+Hybrid de 122 cv, enquanto nas escolhas dos vários níveis de equipamento, os primeiros três níveis, são disponibilizados para o 1.2. No entanto, sublinhe-se que logo no “Active” encontramos acelerador adaptativo e retrovisores aquecidos. No Hybrid – no qual a Toyota espera realizar 90% das vendas – existem o Comfort+ Pack Style, o Exclusive, e o Exclusive+Pack Luxury.

Num breve contacto ao volante, apreciámos os materiais empregues e a finalização, gostámos do conforto de rolamento garantido pelas suspensões independentes, e demos conta da facilidade de condução deste “crossover”. Pareceu-nos feliz a conjugação das tendências do mercado, com a tecnologia Toyota. E quanto à estética, a subjectividade leva-nos a dizer: isso é convosco.


Aos comandos

Parar num cruzamento no qual temos que dar prioridade e mandarem-nos passar, pode ter duas leituras: quem nos manda passar tem um assomo de bondade; ou está desejoso de apreciar, de vários ângulos, o automóvel que estamos a conduzir. Por outras palavras e no idioma de Almada Negreiros, o novo modelo da Toyota, resulta da conjugação de diversos conceitos automóvel, e concede uma posição de condução mais alta, quando comparada com a dos Auris ou Avensis. Por ser mais alto, concede uma boa acessibilidade, tanto na frente como na traseira. No tocante à habitabilidade, a da frente é boa, enquanto na traseira e para estaturas acima dos 1,80 metros, as cotas de espaço para tronco e cabeça acabam condicionadas pela forma angulosa da traseira, inclinada depois do pilar ‘C’. Aliás, a traseira é um dos pontos que mais cativa as atenções, fruto da originalidade das linhas, enquanto na frente, o oitavo modelo construído na Europa, é semelhante a tantos outros. E o mesmo acontece com a motorização Hybrid que já conhecemos, e que conjuga o 1.8 a gasolina com o motor eléctrico, que chega a permitir alguma autonomia neste modo de utilização. Mais leve e potente face à anterior geração, e de acordo com informação do construtor, este híbrido alcança 40% de eficiência termodinâmica, sendo este percentual um marco digno de registo nos motores a gasolina. E o mesmo acontece com os 82 g de CO2.

Conforme já referimos, o C-HR confere boas acessibilidade e habitabilidade, com satisfatórios espaços para arrumos. Face à dimensão exterior do automóvel, seria de esperar mais espaço para arrumos ou volumetria, com esta última a ser conseguida mediante fácil rebatimento dos assentos traseiros. Depois desta operação e sem desmontar nada, cabe no interior uma bicla de estrada com roda 28.

Quando pronto a rolar o C-HR é silencioso. As primeiras impressões apontam para um bom nível de conforto de rolamento, e uma evidente facilidade de condução ou acesso aos comandos. Em contraste com a boa ergonomia, estão alguns ângulos de visibilidade, em especial para a traseira. A existência de um visor para as manobras de marcha-atrás, mitiga esta característica que nos leva logo a pensar na existência de sensores de parqueamento na frente.

Ao volante, apreciámos a forma como o automóvel evolui, sendo mais evidente a suavidade da transmissão do que as performances. No entanto, damos nota positiva e com dispensa à oral, à progressividade desta transmissão. Num breve contacto ao volante, conseguimos registar 5,2 l/100 km à velocidade média de 48 km/h, no percurso habitual e misto (AE+EN+Urbano). Uma nota final para o equilíbrio dinâmico conseguido entre as suspensões e travagem. E neste capítulo, o “crossover” da marca japonesa, também dispensa à oral. E quanto a demais distinções: isso é convosco.

Gostámos –

Gostámos +

– ângulos de visibilidade

– funcionalidades na traseira

– Conforto de rolamento

– Comportamento dinâmico

– Equipamentos de segurança activa

– Facilidade de condução

– Economia de combustível e emissões

Ficha técnica

Toyota C-HR 1.8 HSD

motor

4 cil VVTi+DOHC+EFI + Motor Eléctrico 53 kW

potência kW(cv)/rpm

89,7+53 (122+73)

binário Nm(kgm)/rpm

142+163 (18,1+15,9)/3.600

transmissão

Transmissão Variável Contínua

jantes – pneus

18” – 225/50 R 18