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Num passado recente e no mercado mundial, o CR-V era o número um da marca japonesa. Todavia, e como corulário das quatro décadas de existência da sigla Civic, o modelo nipónico chegou ao topo da lista dos mais vendidos da marca, ocupando a quarta posição dos modelos mais vendidos a nível mundial. Depois de olhar e conduzir o automóvel, percebemos as razões deste sucesso.

Na nova geração Civic, as cotas exteriores aumentaram. Isto significa que está um pouco mais comprido do que os quatro metros e meio (4.518 mm) e mais baixo do que o metro e meio (1.434 mm) quando medido sem carga. Na largura, aumentou 46 mm. A bagageira evoluiu para 478 litros (420 no S), enquanto mediante rebatimento dos assentos traseiros, se consegue chegar aos 1.267 litros de volumetria. No habitáculo, a segunda geração Honda Connect, assegura a conectividade para os iphone 6 e 7 com cabo específico e limitações na utilização.

Em resumo e em nossa opinião, este novo Civic prima pela habitabilidade, tanto nos lugares dianteiros como traseiros, com particular destaque para estes últimos, nas cotas para as pernas, ombros e cabeça. Na tabela de pvp balizada entre os 27.300 a 33.230 €, figuram quatro versões dentre as quais escolhemos a Elegance Navi.

preço-base

isv

iva

despesas

pvp

iuc

21.161,74

2.781,35

5.506,91

29.450,00

145,05

+ecotax (c/iva) € 5,90

 

Com acessibilidade algo condicionada pelos ângulos e distâncias entre o pilar ‘A’, o painel e assento, quem se sentar ao volante e face ao anterior modelo, vai encontrar uma posição de condução 35 mm mais baixa. Daí que a visibilidade para o exterior, também se encontre condicionada, mesmo contando com a redução de espessura do pilar ‘A’. No entanto, a existência de sensores de estacionamento e visualização da marcha-atrás, contribuem para facilitar a condução e manobras de estacionamento.

No que diz respeito ao equipamento de série e segurança, além dos seis “airbags”, o novo modelo vem enriquecido com o Honda Sensing que inclui travagem activa e alarme sonoro+visual no painel de instrumentos; avisador de saída da faixa de rodagem; atenuador de saída da faixa de rodagem; acelerador auto adaptativo com limitador de velocidade; reconhecimento dos sinais de tráfego; aviso de tráfego no ângulo-morto e a visualização da marcha-atrás, projectada no visor de 7”. O ABS+EBD+BA no sistema de travagem, o controlo de estabilidade, e a assistência no arranque em subida, complementam o “cocktail” de equipamentos de apoio à condução.

 

Aos comandos, o 1.6 Diesel revelou grande disponibilidade de binário e alguma elasticidade nas acelerações, quando acima das 1.500 rpm. A progressividade das acelerações, é acompanhada por um equilibrado comportamento dinâmico, para o qual também contribuem as suspensões independentes. Bem filtrado no tocante a ruído e vibrações, este Civic Diesel, concedeu um consumo de 4,8 litros/100 km à média de 52,0 km/h, num percurso misto (AE+EN+Urbano) no qual utilizámos quase sempre a tecla Eco. Quando desligada a função Eco, o motor revela um pouco mais de estaleca, mas esta é pouco perceptível. Para sentir as potencialidades do bloco de quatro cilindros, é necessário recorrer à transmissão, quanto a nós, bem escalonada e agradável de utilizar.

Gostámos – Gostámos +
– acessibilidades ao habitáculo – Comportamento dinâmico e segurança activa

– Economia de combustível

– Conforto de rolamento

– Habitabilidade e arrumos/bagageira

– Materiais empregues e finalização

Características técnicas

Honda Civic 1.6 i-DTEC
motor 4 cil-16 V, 1.597 cc, Euro 6, TGV, EGR, SCR, FP
potência kW(cv)/rpm 88 (120)/4.000
binário Nm (kgm)/rpm 300 (29,4)/2.000
transmissão Dianteira, manual de seis relações
jantes – pneus 17” – 235/45 R 17