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Com base no OM 471 Euro 6, a marca alemã evoluiu na simplicidade mecância e na eficácia dos resultados.

Por vezes, o seis cilindros funciona como um todo, enquanto noutras alturas é um 3+3 que acaba sendo igual a seis.

Os custos de aquisição dos veículos pesados, são significativamente inferiores aos de exploração no transporte rodoviário de mercadorias, sendo o consumo de combustível uma das mais importantes parcelas, com quotas a rondar os 30%. Por isso mesmo, quando a MB apresentou o compromisso de reduzir em 3% o consumo de combustível, aceitámos o repto. A base desta evolução é o OM 471 Euro 6, que passará a estar disponível com cinco potências (421, 449, 476, 510 e 530 cv) e muitas alterações no tocante ao funcionamento dos diversos agregados mecânicos, em torno do seis cilindros de 12,8 litros, agora dividido em ‘dois’ para algumas funções.

 

Em trajectos breves deu para perceber a evolução dos sistemas em torno do renovado OM 471 Euro 6

Em dois camiões (450 e 530 cv) efectuámos dois trajectos (137+128 km), que não permitiram aferir se os novos Actros consomem menos 3% face ao actual modelo. Todavia, comprovámos que as rotações de funcionamento são inferiores e que, face a estas, são mais evidentes a eficácia do binário e a disponibilidade da potência. Pudémos avaliar a nova escolha da transmissão automática com função económica, e ficámos a saber que existe uma nova relação final de 2,53:1 sendo esta uma das que contribui (3,1%) para reduzir os regimes de funcionamento do motor.

 

 

 

Com o motor a funcionar entre as 1.000~1.500 rpm é evidente a disponibilidade de binário e reserva de potência

3+3 = 6

Para conseguir a anunciada redução no consumo de combustível, os alemães efectuaram diversas alterações nos agregados mecânicos. A segunda geração do X-Pulse, permite aumentar a pressão de injecção na conduta comum (“common rail”) de 900 para 1.160 bar, e assim se consegue pressões de 2.700 bar nos injectores de oito orifícios. A taxa de compressão, passou de 17,3: 1 para 18,3:1 e foi reduzida a recirculação de gases de escape (EGR). Estas alterações, permitem reduzir o consumo mas contribuem para o aumento do Nox, pelo que existiu a necessidade de alterar o funcionamento do conversor catalítico, mantendo o consumo do Adblue (5%) aos níveis do registado nos motores Euro 5. Outra das características que contribui para a redução do Nox, tem a ver com a utilização parcial dos gases de escape. Ao turbo e directamente, chegam os gases de escape provenientes dos cilindros 4,5 e 6, enquanto os gases dos cilindros 1,2 e 3 vão para a recirculação (EGR) cujas condutas foram alongadas para melhor gestão de débito e temperatura.

Nas fases de regeneração do filtro de partículas, em três dos cilindros, o EGR funciona para elevar a temperatura dos gases de escape, enquanto nos outros três é reduzida ou cortada a alimentação de combustível. De acordo com os alemães, esta evolução tecnológica, foi conseguida retirando alguns componentes e tornando a mecânica mais simples.

Um olhar virtual

Com o recurso a um radar e ao GPS, o PPC – Predictive Powertrain Control consegue antever as medidas a tomar, quer nas passagens de relações na transmissão, quer na utilização do Ecoroll que deixa o motor à volta das 500 rpm. Para o renovado OM 471 Euro 6, a MB propõe uma transmissão que passa a ter três modos em vez dos anteriores dois. Assim sendo, passa a existir: o modo manual; o modo automático, e o modo automático com função de economia.

Neste breve contacto ao volante, constatámos a eficácia de cada um destes sistemas, ainda que os percursos tivessem diferentes perfis. No percurso do 450 cv, rolámos das montanhas em direcção ao mar, saíndo de Lubliana com 12º e chuva. No trajecto do 530 cv, saímos do nível do mar em Portoroz em direcção às montanhas, com Sol e 22º. Como já referimos por diversas vezes, para testar um camião, precisamos rolar perto dos 1.000 quilómetros. Por outras palavras, este breve contacto ao volante dos Actros, não foi um teste. Todavia, recolhemos alguns dados, que nos permitem avaliar o desempenho destes conjuntos com 40 toneladas de peso bruto, nas diversas situações, que nos permitiram obter resultados parciais. Por vezes, obtivémos valores parciais de 60,9 litros, noutras ocasiões e em 3,3 quilómetros em plano e a descer, conseguimos baixar a média de consumo em 1,9 litros/100. Para informação mais detalhada, consulte na secção Pesados o Comparativo de longa duração

 

Actros 450 cv

Actros 530 cv

Km/h

L/100 km

Km/h

L/100 Km

00:15

56,0

38,9

42,0

53,9

00:30

65,0

33,9

59,0

60,9

00:60

71,0

37,1

68,0

50,1

01:20

68,0

32,0

74,0

36,0

Distância km

137

128