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Quando a dinâmica importa

Para os que gostam de ter espaço sem abdicar da dinâmica, a MB propõe um modelo que chega quase aos cinco metros de comprimento. Para os que gostam das formas “Coupé” e não se importam de ceder nos acessos ou visibilidade, o CLS pode ser uma proposta. E por fim mas não menos importante, para quem aprecia a silhueta de carrinha, a Shooting Brake é uma alternativa ao já existente modelo, construído sobre a base do E e com as motorizações já conhecidas. Por um período limitado estará disponível umaa versão especial designada por Edition 1.


A essência do Coupé

No comprimento total faltam 44 milímetros para chegar aos cinco metros (4.956 mm) e tem menos de metro e meio de altura (1.416 mm) ou seja por estas cotas, torna-se fácil de advinhar que aceder ao interior desta CLS não é das tarefas mais fáceis, apesar de os assentos e a posição de condução, compensarem a tarefa anterior, em especial quando os comandos do assento de quem conduz, são activados electricamente. O mesmo acontece com os espelhos, enquanto o volante também é fácil de ajustar, tanto em inclinação da coluna como profundidade do volante. Um pouco mais exigente em termos ergonómicos é o comando de abertura do capot, colocado na parte inferior do painel e bem lá na frente, ou seja é mais fácil de aceder do lado de fora do que confortavelmente sentado.
No entanto, quando analisamos os ângulos dos pilares “A” constatamos as dificuldades que se podem ter ao entrar e sair da CLS Shooting Brake.

Bagageira generosa

Entre os vários opcionais à disposição, um dos que avaliamos como sendo de grande funcionalidade é o comando de abertura (eléctrica 400 €) da 5ª porta. Colocado dentro do porta-objectos do lado de quem conduz, não estará no mais ergonómico dos lugares, como aliás acontece com outros comandos desta Shooting Brake. Por exemplo, o rebatimento dos assentos posteriores não é das operações mais intuitivas… ou fáceis de descobrir. Uma vez aberta a bagageira, concede 590 litros de capacidade e para os mais exigentes, o piso pode ser revestido a cerejeira americana, deixando sempre as úteis calhas em alumínio (1.050 €), onde se fixam as práticas redes. Depois de rebatidos os assentos posteriores, a volumetria pode chegar aos 1.550 litros, com melhor acessibilidade através das portas traseiras, do que mediante a posterior. O comprimento da bagageira (1.158 mm) é um dos impedimentos para se chegar aos ‘fundos’ que mediante rebatimento dos assentos traseiros, ficam ainda mais distantes… a quase metro e oitenta (1.739 mm).

Mecânica conhecida

De acordo com a opinião dos alemães, o primeiro automóvel a ser equipado – de série – com iluminação por “leds”, tem nas motorizações, as já conhecidas CDI BlueEfficiency . No caso português, primam as 250 de 204 cv obtidos no bloco de quatro cilindros em linha (2.143 cc), e as 350 conseguidas mediante o bloco V6 (2.987 cc) de 265 cv. De qualquer das formas e em nossa opinião, o toque de Midas nestas cinemáticas tema ver com as transmissões 7G-Tronic Plus. A rapidez de resposta e a suavidade de progressão nas sete relações é notável. Mesmo quando decidimos optar pelo modo econónimo. Nos restantes dois, a resposta ainda mais rápida do “S” ou a pré-selecção do modo “M” fazem as delícias de quem vai à procura de sensações mais fortes e de condução rápida. E quando o contacto ao solo é efectuado por pneus /30 montados em jantes 19” só falta mesmo carregar no botão “sport” da suspensão e abdicar da outra escolha: conforto. No entanto, não temos de abdicar totalmente! Os assentos e as suspensões desta CLS fazem maravilhas e sem perder o controlo do automóvel, garantido pelos vários sistemas de segurança activa, como o ESP+ABS+BAS.

Condução requintada

Ao volante da CLS 350 CDI a primeira impressão com que se fica, é a de que estamos em presença de um automóvel muito bem filtrado, tanto ao nível das vibrações como do ruído vindo do exterior. Começámos por circular em cidade e das primeiras impressões recolhidas, vão inteiramente para a manobrabilidade desta CLS SB. Apesar dos quase cinco metros de comprimento total, entre-passeios, esta carrinha vira em 10,4 metros, ou seja em menos do que muitos dos familiares de quatro metros de comprimento. Em termos de visibilidade não é dos automóveis mais fáceis de estacionar e por isso mesmo damos por bem empregues os 1.050 € do sistema de estacionamento activo, que nos transmitem informação visual e sonora.
Como já referimos, a transmissão automática é de notável suavidade e entusiasmante progressão, evidenciado uma rapidez de resposta invulgar nos automáticos. Em modo manual, precisamos de recorrer às patilhas colocadas atrás do volante e em nossa opinião, este sistema não é dos melhores, já que o volante dá mais do que uma volta. Em competição as patilhas funcionam, mas neste caso achamos que não. Preferimos os sistema de selector no centro da consola. Outro dos pontos de que gostámos nesta CLS SB tem a ver com o conforto de rolamento, apesar dos pneus /30 e das jantes 19”. Nas irregularidades do piso, as suspensões reagem com firmeza e rapidez, nunca se perdendo o refinamento concedido ao volante, de um automóvel que está perto dos 2.000 kg. Num breve contacto ao volante (AE+EN) à média de 58 km/h chegámos aos 8,8 litros/100 km com parciais de 8,6 litros/100 km.

Gostámos Mais

  • Condução dinâmica
  • Conforto de rolamento
  • Transmissão 7G-Tronic Plus
  • Acelerações e reprises 350 CDI
  • Sistemas de segurança activa

Gostámos Menos

  • Acessibilidade e ângulos visibilidade
Modelo/Versão MB CLS SB 350 CDI Bluefficiency 7G-Tronic Plus
Potência 195 kW (265 cv)/3.800 rpm
Binário 620 Nm (60,7 kgm)/1600-2400 rpm
Consumos Urb: 7,5; Ext: 6,4; Combinado: 6,1
CO2 159 g/km
Médias 8,8 l/100 à média de 58 km/h
Preço Base 56 151,85 €
ISV 19 236,63 €
IVA 20 955,28 €
Ecotaxa 6,00 €
Documentação 900,00 €
€ chave na mão 112 065,20 €
IUC 538,43 €