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DSC_6619A multinacional de Torino mostrou a mais recente proposta para o longo curso e, em torno da quarta geração do Stralis, os transalpinos mostraram as evoluções do XP, a alternativa NP e a renovada fábrica madrilena, na qual 20% são mulheres.

De acordo com um alto responsável da marca, uma das razões pela qual aumentaram a quota feminina nas instalações madrilenas, tem a ver com dois objectivos: elevar os padrões de qualidade e reduzir o número de acidentes. E tanto no primeiro como no segundo, os resultados têm sido os desejados. Na vertente industrial, existem outros objectivos que a IVECO pretende atingir, contando para isso com três Stralis: o padronizado, que do exterior e em termos estéticos pouco difere do anterior modelo; o XP cuja designação deriva da sigla eXtra Perfomance; e a mais arrojada aposta com o NP que deriva do “Natural Power” ou seja gás natural. Em relação a este último, as especificações do camião e tecnologias envolventes, serão abordadas noutro artigo. Por agora, apresentamos o modelo que os multinacionalistas apelidam de campeão do TCO2 , numa sigla que aglutina os custos operacionais (Total Cost Ownership) com as emissões de CO2. Por forma a conseguir estas optimizações, a cadeia cinemática foi renovada em todos os pontos. Um destes tem a ver com a disponibilidade de uma nova relação final 2,47:1 que permite reduzir em 100 rpm o regime do motor, quando em plano e a 80 km/h. Todavia, como nem todos os tipos de transporte ‘aguentam’ esta relação final, a escolha varia até à relação final de 3,36:1.

 

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No Stralis XP as evoluções mais significativas estão na cadeia cinemática

Durante a apresentação dos novos modelos e face aos anteriores, chegou-se a falar de economias de combustível que podem chegar aos 11%, e de 5,6% nos custos operacionais. E como também é habitual neste tipo de apresentações, ficámos sem saber quais são os valores anteriores e quais os projectados. No entanto, diga-se em abono da verdade que todas as alterações, agora disponíveis no Stralis, têm como fim a optimização da utilização e redução de custos, que normalmente se sobrepõem aos aumentos justificados pela evolução tecnológica. Por outras palavras, um camião mais caro pode, de facto, sair mais barato. Até por que o preço de um camião, representa entre 20 a 30% dos custos operacionais a quatro anos. No mesmo período de tempo, 60% dos custos estão em combustível e salários. Os restantes 10 a 20% são, entre outros, distribuídos por custos de manutenção programada, seguros e pneus.

 

Iveco Stralis XP

A quarta geração do Stralis concede um novo patamar de gestão do veículo e comunicação de dados, tanto do camião como da viagem

Colocado no mercado em 2002, o Stralis foi profundamente remodelado em 2012 mediante a versão Hi-Way, no ano seguinte galardoada com o título de Camião do Ano Internacional – 2013. Agora e para cumprir com o Euro 6, para obter as reduções propostas, existe uma nova transmissão automatizada de 12 relações (Hi-tronix) que concede várias funções, como “a hi-cruise” e a “ecoswitch” além de permitir a monitorização do “smart EGR” aplicado apenas nos Cursor 11 de 480 cv e Cursor 13 de 570 cv. E de acordo com os responsáveis da marca, esta função EGR destina-se a reduzir os consumos de combustível e não as emissões, já garantidas através da tecnologia (HI-SCR). A utilização do EGR traz benefícios devido ao avanço da injecção e a comprovar esse facto, só 8% dos gases de escape são orientados para a recirculação (EGR). No tocante ao “hi-cruise” esta função garante que o motor passa a ralenti, sempre que se justifique, estando esta função conjugada com o acidentado do terreno, sinuosidade do percurso, condições de carga, e acelerador automático adaptativo. No caso do “ecoswitch” estamos em presença de um gestor dos esforços de rolamento, sendo que este é conjugado com a presença de pneus específicos fornecidos pela Michelin.

 

DSC_6571Mediante esta gestão da cinemática e monitorização do veículo, torna-se possível transmitir informação, tanto do veículo como da viagem. A primeira terá mais interesse para os gestores de frota ou transportadores, enquanto a segunda se torna num precioso auxiliar para quem conduz. Em ambos os casos, o manancial de informação pode ser transmitido na hora, no dia ou à semana. Além de todas estas soluções, nos serviços, a IVECO também propõe alterações significativas e que podem chegar ao veículo de substituição. E caso exista indisponibilidade para substituir o veículo, uma nova fórmula de manutenção programada e reparações, prevê a entrega do veículo em 24 horas, desde que este seja assistido num dos pontos que a marca disponibiliza nas principais vias europeias.