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Com base num limpa-neves com basculante, o Transit acrescentou mais uma aplicação às muitas conhecidas

Numa viagem pelo tempo, a 66ª edição do IAA, mostrou os clássicos do passado, enalteceu as soluções do presente, e levantou o véu sobre o que poderá ser o futuro.

A convite da Ford fomos a Hanover-Alemanha, para ver a 66ª edição do certame dedicado aos ‘comerciais’ organizado pela VDA. Além do pavilhão chinês dedicado aos acessórios e agregados mecânicos chineses, que no tocante aos materiais empregues e finalização, nos fez viajar no tempo e recordar pormenores dos anos 80, também encontrámos elementos “made in Taiwan” e com a certificação TÜV. Em contraste com o brilho dos novos, um pavilhão reservado aos “oldtimers” permitia uma outra viagem no tempo a alguns dos mais icónicos camiões e furgões, oriundos da colecção do museu-fundação Speicher (www.ps-speicher.de).

 

Bernhard Mattes, Chairman Ford of Europe, News conference at Ford stand, IAA 2016 Hannover, Germany, 21th.Sept.2016

No espaço da Ford o destaque recaiu sobre o Ecoblue. Com base no dois litros de quatro cilindros, o novo bloco constitui a abordagem actualizada para os Diesel Euro 6, a pensar no Euro 6.2 que chegará dentro de alguns anos. Para avaliar as características do novo motor, foi-nos proporcionado um breve contacto ao volante, mediante condução do Transit Custom Tourneo, no qual pudémos avaliar outras duas novidades: a suspensão traseira pneumática, e a transmissão automática.

Apesar da importância destas novidades, em especial a transmissão automática, demos mais atenção ao 2.0 Ecolube, concebido de raiz e a pensar numa utilização global. E neste caso, globalizar, é interpretado em termos geográficos e de gama. Por outras palavras, veremos este Ecoblue 2.0 em vários continentes, e em vários modelos – automóveis de passageiros incluídos, tanto os de tracção dianteira como traseira.

 

Um motor com futuro

Ford stand, IAA 2016 Hannover, Germany, 21th.Sept.2016

O novo Diesel 2.0 Ecoblue é mais um elemento a globalizar. Muito em breve chegará a outros continentes e modelos da marca, garantindo o enquadramento Euro 6. A nova arquitectura e sistemas de injecção permitem pensar no próximo passo ou seja o Euro 6.2

Se pensarmos na miríade de aplicações deste novo motor, percebemos de imediato as exigências e a razão pela qual a Ford, optou por um motor completamente novo, que pode ser montado transversal ou longitudinalmente, que pode ter diversas potências, ser acoplado a transmissões manuais, automatizadas ou automáticas, cumprir com as exigências ambientais e expectativas associadas à novidade. Uma destas tem a ver com a redução dos ruídos e vibrações (NVH – Noise, Vibration, Harshness) e para isso, na arquitectura deste 16 válvulas, a cambota está desviada do eixo vertical, a injecção de combustível é efectuada no sentido dos ponteiros do relógio em dois cilindros, enquanto nos outros dois é efectuada no sentido contrário. Os injectores contam com oito orifícios e seis fases de injecção por cada ciclo. Para se ter uma ideia melhor do que estamos a falar, cada orifício do injector de combustível, tem o diâmetro de um cabelo, e a quantidade de combustível injectada por cada ciclo, é a equivalente a um grão de açúcar. E no tocante às pressões de injecção, estas atingem valores 100 vezes superiores às encontradas nas mangueiras utilizadas pelos bombeiros.