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A Fuso apresenta o primeiro chassis-cabina com motorização eléctrica

A evolução da logística urbana tem vindo a ser condicionada por dois vectores. Por um lado, o desenvolvimento tecnológico tem de estar em linha com a rentabilidade das soluções, enquanto por outro lado, as directrizes legislativas, condicionam uma grande parte do processo evolutivo. Com décadas de existência, a discussão sobre os combustíveis alternativos, tem vindo a registar os mesmos resultados, que o carrossel de argumentos que confronta os diversos tipos de transporte, com os ferroviário e rodoviário a liderarem as discussões.

As questões políticas continuam a liderar as soluções tecnológicas e qual cereja em cima do bolo, a mais recente descoberta de alguns iluminados do velho continente, aponta para os malefícios do gasóleo. Por outras palavras, apetece dizer que o poder político está determinado em acabar com os Diesel. Em termos práticos e num futuro próximo, existem duas soluções: os combustíveis alternativos, e os eléctricos.

 

 

A baixa produção ainda condiciona o custo de aquisição do E-Canter. No entanto, face ao Diesel apresenta algumas vantagens

Um futuro electrificado

No segmento dos automóveis de passageiros, são cada vez mais as soluções com motorizações híbridas, híbridas “plug-in” ou motores eléctricos. Nos ligeiros de mercadorias/passageiros (vulgo comerciais) a energia eléctrica, é hoje uma escolha com poucas as propostas no mercado, que começou por ter furgões. Nos chassis-cabina, o E-Canter é pioneiro e como qualquer outro veículo, esta motorização apresenta desvantagens e vantagens.

Nas primeiras, este Fuso concede reduzida autonomia, elevado custo de aquisição, e um conceito que já acusa o peso dos anos, quando se analisam o acesso, a habitabilidade e conforto.

Do lado das vantagens, os baixos custos de utilização e manutenção, a significativa redução de ruído e vibrações, e por fim mas não menos importante, a ausência de emissões poluentes. A aposta da Daimler Trucks neste modelo, tem nas emissões zero o principal argumento. No presente, este argumento ainda não capta muitas atenções, mas num futuro a breve prazo (2019-2020) esta solução poderá marcar a diferença, entre conseguir entrar em algumas cidades, ou ficar nas periferias.

 

 

O eléctrico em números

Face ao Diesel e em termos de custo por km/ton transportada, a versão eléctrica apresenta um benefício de 50%, enquanto em termos de manutenção os ganhos representam 45%, sempre com o Diesel e configuração semelhante como termo de comparação. É um facto que a autonomia ronda os 100 quilómetros. Todavia, neste capítulo é necessário avaliar dois pontos: estamos a falar apenas em distribuição urbana; à medida que se vão processando as descargas, o consumo energia é menor e a regeneração é mais eficaz. Existe ainda um terceiro ponto que se revela importante. A forma como é gerida a energia da rede (corrente alterna) com os diversos modos do veículo (corrente alterna/contínua) contribuem para o bom desempenho e carga do veículo. Com esta gestão, as cargas rápidas são mais eficientes e quando se carrega o veículo a 80%, isto significa que temos esta carga para todas as utilizações.