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Desde 1992, que um grupo europeu de jornalistas, vota o mais prestigiado prémio do sector – O Furgão Internacional do Ano. Oriundos de 25 países, os editores e jornalistas dedicados ao sector dos ligeiros de mercadorias/passageiros, avaliam os modelos a concurso, sendo que nesta última década, este sector tem sido fértil em novidades, muitas destas a serem comercializadas além das fronteiras europeias, como acontece em mercados como a China ou América do Norte. De acordo com a opinião generalizada dos elementos do júri, os recentes vencedores, como o IVECO Daily em 2015 e o Ford Transit Connect em 2014, são referências no tocante à orientação e desenvolvimento dos “vans”. Num passado recente, demos conta do empenho dos construtores em cumprir com a normativa Euro 6, mas também em entarem em novos segmentos de mercado, nos quais existem novos clientes, novos modelos, e novas marcas. Exemplos disso são o Hyundai H 350 e o planeado regresso da LDV.

A disputa do International Van of the Year 2018 envolve cinco marcas, com o vencedor a ser anunciado no certame francês Solutrans-Lyon a realizar no próximo dia 22 de Novembro.

Por ordem alfabética, a Ford apresenta a segunda geração do Transit Custom, que se evidencia por evidentes alterações estéticas nas dianteira e traseira, além das significativas melhorias ao nível dos interiores, nos quais se destaca o visor de 8” e as potencialidade de conectividade, que também serve para avaliar as novas performances.

A Iveco lançou recentemente a geração Daily Blue Power, mediante três abordagens com denominador comum: reduzir as emissões com ênfase no carbono. Deste modo, as propostas assentam no 2.3 Euro 6 RDE (Real Driving Emissions) um Diesel que espelha as condições reais de condução, com uma visão de futuro a três anos. Um 3.0 a gás natural, pela primeira vez apresentado com a transmissão automática Hi-Matic, enquanto o eléctrico tem por base a variante de cinco toneladas de peso bruto.

A MAN entra pela primeira vez neste prémio, ainda que o modelo a concurso, tenha por base o Crafter da VWVC. O modelo construído na Polónia, configura chassis-cabina e furgões das 3.0 às 5,5 toneladas de peso bruto, utilizando motores 2.0 Euro 6 do Grupo VW com potências entre os 102 a 180 cv. As escolhas de tracção variam entre as dianteira, traseira ou integral, enquanto nas transmissões se encontram escolhas manuais ou automáticas.

A Renault Pro + reviu o Kangoo ZE Eléctrico, comunicando um aumento de autonomia para 270 quilómetros (um acréscimo de 120 km face ao anterior). As baterias de maior capacidade, um motor melhorado (agora com 33 kW) e melhorada conectividade, associam-se aos valores de carga útil 640 kg que permanece inalterada face ao anterior modelo.

O quinteto de candidatos fica completo com o Caddy TGI a gás natural (CNG). Com o 1.4 Euro 6 que concede 200 Nm de binário e 110 cv de potência, este modelo da VWVC concede uma autonomia de 630 quilómetros, com emissões reduzidas face ao Diesel. De momento, o Caddy é proposto com volante à esquerda, mas tudo indica que a evolução do gás natural, venha a justificar outras versões europeias.