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O campeonato mundial de “Superbikes”começou em Phillip Island-Austrália, circuito inaugurado em Dezembro de 1956. No entanto, foi necessário esperar até 1990 e contar com a contribuição das SBK, para que o circuito junto ao Pacífico e único no hemisfério Sul, figure como dos mais utilizados com 51 provas disputadas. Devido à localização e com a prova marcada para Fevereiro, isto significa o pino do Verão, amenizado pela proximidade do Mar. As temperaturas do ar rondam os 30 a 31º, enquanto as do asfalto, oscilam entre os 36 a 42º. Mesmo assim e de acordo com os técnicos da Brembo, Philip Island é um dos circutos menos exigentes em matéria de travagem. Numa escala de um a cinco, os transalpinos consideram este circuito como estando no primeiro nível de dificuldade, a par do holandês em Assen.

Com 12 curvas e 4.445 metros de extensão, o circuito obriga a sete travagens, ou seja obriga os pilotos a travar durante 20 segundos, com o pico de desaceleração a chegar aos 1,4 g. Das sete travagens efectuadas, seis são médias e uma é ligeira, mas não podemos deixar de considerar que as velocidades máximas, chegam a superar os 300 km/h. A título de exemplo, Na primeira travagem efectuada no final da recta da meta, passa-se dos 312 km/h para os 198 km/h em 2,6 segundos ao longo de 173 metros de travagem.

Dos 21 participantes no mundial de SBK, 17 pilotos utilizam os travões italianos, que venceram em 51 das 52 provas disputadas. Quando comparados com os travões em Carbono utilizados no Moto GP, os travões das “Superbikes” contam com maiores diâmetros, e só podem apresentar até 2% de carbono. Enquanto no Moto GP os travões têm 320 a 340 mm de diâmetro, os das “SBK” contam com 328 a 336 mm, sendo os discos mais estreitos (6,5 a 7,1 mm) face aos utilizados em Moto GP. E quanto a pastilhas de travão, os pilotos das “Superbikes” utilizam as Z04 porventura conhecidas dos frequentadores das “track days”.