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A marca é japonesa mas o Swift foi o primeiro modelo europeu

O Swift é um daqueles modelos com dupla identidade. Pertence a uma marca japonesa, mas foi desenvolvido em território europeu e a pensar nos consumidores do velho continente. Próximo dos quatro metros de comprimento (3.890 mm) pode ser considerado um citadino, com ambições de estradista e familares. As quatro portas e cinco lugares assim o corroboram, ainda que o lugar do meio nos assentos posteriores, condicione várias cotas de habitabilidade. Nos lugares da frente, tanto o acesso como a habitabilidade são boas, e o mesmo acontece com o nível de equipamento de série na versão GLX que tivémos oportunidade de conduzir. Na traseira, a bagageira evolui dos 265 para os 579 litros, mediante rebatimento dos assentos traseiros. No tocante aos espaços para arrumos, gostámos do aproveitamento das portas dianteiras, mas consideramos escassos outros aproveitamentos, como acontece com o porta-luvas.

preço-base

isv

iva

despesas

pvp

iuc

15.704,00*

*campanhas, pintura metalizada e sem despesas administrativas

 

Bem equipado de série o GLX beneficia a utilização intuitiva

No que diz respeito aos equipamentos de série e sistemas de segurança activa, esta versão destaca-se pela existência de ABS+EBD, “airbags” frontais, laterais e de cortina, o “DSBS – Dual Sensor Brake Suport” que inclui alerta de saída da faixa de rodagem, aviso de fadiga que resulta da passagem de vários traços contínuos e tracejados, e travagem autónoma coordenada com o acelerador automático adaptativo. Sublinhe-se que associado a este último, existe um alerta sonoro e visual que é accionado sempre que a aproximação à viatura da frente assim o justifique. Um painel de instrumentos com visor de 4,2”, um painel central intuitivo e táctil (semelhante a um tablet) complementam os dispositivos dedicados à informação e configurações várias. Os assentos dianteiros aquecidos, destacam-se pela eficiência. Em pouco mais de 500 metros, já se sente o aquecimento, tanto no “backside” como nas pernas.

 

Aceder ao interior do Swift é tarefa fácil, mais aos lugares dianteiros do que aos traseiros. Os assentos dianteiros, concedem melhor apoio e conforto, enquanto nos traseiros, a existência de três lugares, condiciona a habitabilidade do lugar central. No entanto, se quisermos sentar quatro adultos com 1,80 metros, as cotas de habitabilidade para as pernas e cabeça, estão perto dos limites. No entanto, será bom não esquecer que estamos em presença de um automóvel com menos de quatro metros. E para quem se senta ao volante, a instrumentação garante muita informação, tanto a relativa ao veículo como a relacionada com a viagem, enquanto a existência de um visor central (tipo tablet) melhora a informação e concede intuitiva operacionalidade. Sob o capot, o quatro cilindros evidencia a tecnologia e concede alguma vivacidade, com os 4 cv do motor eléctrico, a darem uma preciosa ajuda à transformação da gasolina em 90 cv. Em termos práticos, através de uma das funções do painel de instrumentos, é fácil seguir a intervenção do motor eléctrico e respectivos gasto/regeneração da pequena bateria de 3 kW/h.

 

Ao volante, são evidentes algumas das vantagens das tecnologias aplicadas neste Swift de 1.242 cc. O sistema start&stop concede a supressão de ruído e vibrações por alguns segundos e a cada paragem. Em pouco mais de oito horas de utilização (08:06:35) o motor ‘calou-se’ quase uma hora (00:51:52). O silêncio dos quatro cilindros resultou na poupança de 0,393 litros de combustível. Por outro lado, a arquitectura do motor e respectiva gestão, permitiram chegar aos 4,9 litros/100 km à média de 32,5 km/h efectuados em percurso misto e sem auto-estrada (EN+Urbano).

No que diz respeito ao desempenho dinâmico, gostámos mais da eficiência do sistema de travagem do que das suspensões, com estas últimas a terem um bom desempenho dinâmico, mas a filtrarem pouco as irregularidades do piso.

Com uma ampla faixa de utilização no motor, a transmissão deixou-nos a impressão de estar bem escalonada nas cinco relações, que contribuem para o bom desempenho e amplitude de utilização do regime do motor. Acima das 2.000 rpm a motorização já revela alguma vivacidade, que pode ser explorada até às 6.000 rpm, tanto nas acelerações como nas reprises.

Gostámos –Gostámos +
– Ângulos de visibilidade na traseira– Economia de combustível

– Equipamento de série e segurança activa

– Instrumentação e informação intuitivas

– Desempenho da motorização híbrida 90+4 cv

– Conforto de rolamento

Características técnicas

Suzuki Swift 1.2 GLX SHVS
motor4 cil 16 V 1.242 cc, Euro 6 + motor eléctrico 4 cv
potência kW(cv)/rpm66 (90)/6.000
binário Nm (kgm)/rpm120 (11,8 )/4.400
transmissãoDianteira, manual de cinco relações
jantes – pneus16” – 185/55 R 16