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Uma rétro para a cidade

2015_YAM_XC115S_EU_VDOM1_STA_005_03No mercado europeu e por que as 125 cc podem ser conduzidas com a carta da categoria B, o sucesso das duas rodas representa 60% das vendas, que são essencialmente “scooter”. Face a este cenário, a Yamaha apresenta um vasto leque de modelos, aos quais se vem juntar a nova D’elight. Suave na estética rétro e ligeira no peso, a mais recente “scooter” da Yamaha, chega a superar algumas 50 cc no tocante à mobilidade, em especial nos circuitos urbanos, que são o terreno de eleição deste novo modelo.

Imagem de simplicidade

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A existência do amortecedor traseiro do lado esquerdo torna fácil a identificação desta scooter

Se olharmos para a D’elight pelo lado direito, deparamos com duas características que a tornam única e fácil de identificar. Não tem amortecedor e um enorme ventilador junto ao motor. No tocante à suspensão, a marca japonesa optou por colocar apenas um amortecedor do lado esquerdo, e na estrutura tubular, colocou o motor de 114 cc arrefecido a ar. Mediante tais soluções, foram buscar simplicidade mecânica e leveza do conjunto. Se a estes adicionarmos um banco que está a 755 mm do solo, temos uma “scooter” ligeira no peso (98 kg), estreita nas dimensões e económica de utilizar. Esta economia, reflecte-se na aquisição e utilização, já que a D’elight não paga ISV ou IUC. Como é evidente, os valores pagos pelas 125 são baixos, mas neste caso são 0 (zero).

 

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A D’elight está essencialmente vocacionada para o trânsito citadino

Face às dimensões e proporcionalidades, a posição de condução é tipo banco de cozinha, com as pernas a fazerem um ângulo de 90º ou próximo disso. No entanto, existe um outro factor que intervém na condução! O motor desta D’elight é um 4 tempos de 114 cc e arrefecido a ar, com o sistema YMJET-FI e binário máximo de 7,7 Nm às 5.500 rpm, ou por outras palavras, é um motor sensível ao peso de quem conduz. Como atrás referimos, a D’elight está essencialmente desenhada para o trânsito citadino. Como é evidente, pode aventurar-se em percursos urbanos ou mesmo em estrada, mas não é esse o terreno de eleição deste modelo rétro e inspirado na estética das “scooter” dos anos 60.

Citadina por excelência

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Esta 125 pode levar dois passageiros mas na essência está configurada para um. A volumetria dos arrumos é exemplo disso

Equipada com jantes de 12” e travão de disco na frente (180 mm)a D’elight é muito fácil de conduzir e apesar de as acelerações ou reprises não serem fulgurantes, o motor responde bem às solicitações do acelerador. No tocante ao comportamento dinâmico, tanto as suspensões como os travões, concedem uma resposta pronta e eficaz. Em resumo e num olhar de relance, esta Yamaha não transmite de imediato o que de facto é. Parece uma “scooter” frágil, mas a condução demonstrou que está bem construída. Pode não parecer adaptada a todos os cenários, mas cumpre sempre com o que se exige, apesar de ser o circuito citadino, o terreno de eleição. Pode levar dois passageiros, mas na essência e pelo que vemos, habitualmente a utilização individual é a mais frequente, e neste ponto, achamos que a D’elight cumpre com o que se espera de uma utilitária.

 

Gostámos Mais

  • Economia de combustível
  • Custos aquisição/utilização
  • Fácil de conduzir em cidade
  • Simplicidade da instrumentação

Gostámos Menos

  • Espaço de arrumos sob o banco