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Através do “allgrip” o Vitara ganha em versatilidade de utilização

Um SUV pleno de versatilidade

Para os que se habituaram a ver no Vitara um jipe a gasóleo, a quarta geração da marca nipónica, apresenta um suv a gasolina. Num automóvel que em pouco ultrapassa os quatro metros (4.170) o Vitara concede um generosa bagageira que vai dos 375 aos 1.120 litros, esta última volumetria conseguida com os assentos traseiros rebatidos, deixando um comprimento útil que vai um pouco além dos dois metros (2.090 mm). Ainda no interior, que concede bons acessos, demos conta de boas cotas de habitabilidade, em especial nos envolventes assentos dianteiros, com dois níveis de aquecimento.

 

A instrumentação conta com um painel de 4,2″ para informar qual a escolha de tracção, entre outros dados

 

Na parte central do painel, um visor de 7” serve de apoio à viaulização das manobras de marcha-atrás, num automóvel que é apresentado com bons ângulos de visibilidade para a frente e satisfatórios no tocante à visibilidade lateral, em especial para quem se sentar ao volante e precisar de manobrar para a direita. A dimensão dos encostos de cabeça nos assentos dianteiro e traseiro e largura dos pilares ‘B’ e ‘C’ criam vários ângulos-mortos, daí a importância da visualização da marcha-atrás e retrovisores exteriores com função de detecção de ângulo-morto. No entanto, ao nível do habitáculo, o destaque recai para o elevado número de sistemas que contribuem para a segurança activa. Além do acelerador automático adaptativo, este Vitara GLX é apresentado com travagem autónoma, controlo de fadiga, aviso de saída da faixa de rodagem, indicação sonora e visual de aproximação de obstáculo à frente e controlo de velocidade em descida. Em termos de segurança passiva, nos “airbag” encontramos os dianteiros, os laterais, os de cortina, e os de protecção dos joelhos para quem conduz.

preço-base

isv

iva

despesas

pvp*

iuc

25.508,00

171,18

*considerando campanhas, pintura metalizada e sem despesas administrativas

 

Na versão GLX os assentos dianteiros e a modularidade no habitáculo, merecem destaque

Para quem se sentar ao volante, o Vitara proporciona diversas sensações, desde o sistema “allgrip” que disponibiliza quatro modos de utilização (auto, sport, snow e lock). O modo “Auto” é utilizado em condições normais de condução para uma maior optimização do consumo de combustível, porquanto o sistema activa as 4WD se for necessário. O modo “Sport” está configurado para uma condição mais desportiva, melhorando as acelerações e reprises do Vitara. O modo “Snow” é adequado para a condução sobre a neve ou superfícies com pouca aderência, optimizando a motricidade e proporcionando maior estabilidade em superfícies deslizantes. No modo “Lock” a tracção integral permite retirar o veículo de situações mais críticas como lama, neve ou areia, sendo que em todas estas a escolha de pneus é crucial. A 60km/h o sistema muda para modo Snow.

 

No que diz respeito ao motor, os 140 cv do “Boosterjet” concedem uma ampla utilização logo acima das 1.500 rpm. Bem escalonada, a transmissão manual de seis relações, permite explorar a versatilidade de utilização deste gasolina com turbo, que concede boas reprises e acelerações. Em termos dinâmicos, gostámos mais do desempenho da travagem do que das suspensões, com estas últimas a deixar a impressão de excessiva firmeza, sem contudo penalizar o conforto de rolamento, em especial para quem utiliza os assentos dianteiros.

Como atrás referimos e na linha do que já analisámos noutros modelos da gama, o Vitara tem muito equipamento de segurança. A estes junta-se a estrutura auto-portante TECT – Total Effective Control Technology, uma estrutura de deformação programada, que contribui para a rigidez torsional e segurança passiva. E para que não restem dúvidas, este Suzuki conquistou as cinco estrelas Euro NCAP.

 

Sentados ao volante, demos conta de um selector da transmissão manual pouco preciso, e de alguma disparidade nos diversos materiais empregues. A título de exemplo e ao olhar para os assentos dianteiros, a qualidade e ergonomia destes, é distinta dos materiais e finalizações no painel ou espaços de arrumos. No entanto, na longa lista de equipamentos e sistemas, até a navegação por controlo de voz fomos encontrar e, num breve contacto ao volante, utilizando vários percursos (AE+EN+Urbano) o consumo de combustível oscilou entre os 6,3 a 6,8 litros/100 km, números elucidativos da tecnologia utilizada neste SUV a gasolina – 1.4 VVT.

Gostámos – Gostámos +
– Precisão do selector da transmissão

– Firmeza das suspensões

– Versatilidade de utilização “allgrip”

– Comportamento dinâmico

– Desempenho da motorização/consumos

– Sistemas de assistência à condução

– Modularidade habitáculo/bagageira

Características técnicas

Suzuki Vitara 1.4 VVT 4×4 GLX
motor

4 cil-16 V, VVT, 1.373 cc, inj.directa,

potência kW(cv)/rpm

103,0 (140,0)/5.500

binário Nm (kgm)/rpm

220,0 (21,6)/1.500~4.000

transmissão

dianteira ou integral, manual de seis relações

jantes – pneus

17” – 215/55 R 17

Um SUV pleno de versatilidade