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O mundo na ponta dos dedos

42317_The_all_new_Volvo_V40As transmissões automáticas têm vindo a registar maior procura, mesmo quando se trata de modelos/versões menos potentes. Todavia, quando existem três programas de utilização, uma notável suavidade de funcionamento, e eficácia dinâmica que não se traduz num aumento significativo dos consumos de combustível ou emissões poluentes, fica então explicada a tal procura. No caso do V40, explorámos o 1.6 D com o Powershift e ficámos agradavelmente surpreendidos. Quase tanto como ao utilizar o Sensus Connected Touch.


A importância do Powershift

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A Powershift concede várias formas de utilização às quais correspondem cores no painel de instrumentos

Uma das abordagens conseguidas ao volante de um V40 foi com o potente D4. O cinco cilindros (1.984 cc) de 177 cv, concede andamentos muito rápidos e com o binário máximo às 1.750 rpm, transmite uma quantidade de força às rodas da frente… que exige habituação. Por um lado, este automóvel já se encontra no grupo dos que perfazem dos 0-100 km/h em menos de 10 segundos (8,6 seg) enquanto por outro e apesar de pouco mais de 1.500 kg de peso, a potência máxima chega às 3.500 rpm. Em termos práticos isto significa que a condução tem de ser muito suave, caso contrário dá a sensação que somos agarrados (e arrastados) pelo volante. No D4 com transmissão manual, nunca existe um ponto em que o V40 ou o CC hesitem um segundo a qualquer das solicitações, sejam do pé direito ou esquerdo.
Em termos de características técnicas, estamos a falar de um automóvel que perfaz 114 g de CO2 e consumos de combustível (normalizados) entre 5,3 a 3,9 litros/100 km.

Ao volante do D2

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A motorização D2 1.6 está essencialmente orientada para a economia de combustível

Ao conduzir esta motorização retivémos dois elementos comparativos em relação ao D4! O consumo extra-urbano é semelhante com 3,9 litros/100 km; as reprises são muito idênticas. Como é evidente – se falarmos de aceleração – o D4 leva de vantagem 3,5 segundos face ao D2. Mas no tocante às reprises, esta é uma das situações em que difícilmente ‘acreditamos’ que estamos a conduzir um 1.6 Diesel de 115 cv. No modo performance, no qual a instrumentação fica com fundo vermelho, e a indicação da velocidade passa a central e em tamanho grande, o comportamento deste D2 excedeu as nossas expectativas. É um facto que a acessibilidade e habitabilidade traseiras, são reduzidas e penalizadas pelas formas do V40. Também é verdade, que uma bagageira de 324 litros num automóvel de pouco mais de quatro metros (4.370 mm) não é das melhores do segmento.
Mas o comportamento dinâmico deste Volvo automático, em nossa opinião, é digno de realce. Por outro lado e com um depósito de combustível de 52 litros, a autonomia, foi outro dos pontos que nos agradou neste automóvel, no qual conseguimos fazer 5,4 litros/100 km à média de 49 km/h.
Se a este valor de utilização acrescentarmos os de manutenção programada (revisões) com custos entre os 1.570 a 2.520 €, começamos a constatar que os custos de utilização (€/km) são muito competitivos em termos de mercado.

Uma questão digital

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A utilização do visor SCT pode ser feita através de um ponteiro, ou de forma digital… ou seja com os dedos, mesmo que esteja de luvas

O Sensus Connected Touch, é uma das formas de chegar ao universo de informação global. Para proceder à ligação do SCT pode-se utilizar usar um smartphone, ligar através de computador Wi-Fi/partilha de internet ou através de uma uma pen (dongle) de banda larga 3G/4G USB, ligada directamente ao Sensus Connected Touch. Por ter uma grelha de infra-vermelhos, o visor do SCT pode ser accionado com os dedos, através de um ponteiro ou caneta, ou até de luvas.
Sempre com recurso à net e em www.volvocars.com/pt pode encontrar um extensivo guia de utilizador, com perguntas e respostas, sobre a configuração e utilização do SCT.
O Sensus Connect Touch pode ser adquirido por níveis: com ou sem solução de navegação integrada 3D iGO. A solução de navegação integrada pode ser usada  mesmo quando não se encontrar ligado à internet. O preço de lançamento até 31 de Dezembro 1.100 € (Instalação e Iva incluídos). Modo de navegação 3D iGO acresce 300 €. Em termos práticos o SCT permite seleccionar músicas e criar listas dos temas preferidos, encontrar e criar uma base de dados com os restaurantes que mais frequenta, verificar a meteorologia, ou por outra palavras, consegue fazer no seu automóvel, o que em casa faz com um telefone, computador e se calhar uma agenda.

Gostámos Mais

  • Suavidade do Powershift
  • Três modos de utilização no 1.6 D
  • Comportamento dinâmico
  • Funcionamento do SCT (opcional)
  • Qualidade materiais e finalização

Gostámos Menos

  • Acesso e habitabilidade traseira