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A terceira geração do ZOE permite diferentes abordagens em relação à utilização da energia

Em Portugal, o Renault ZOE representou quase 6% do total de vendas de automóveis de passageiros da marca. Em Junho e, no final do primeiro semestre de 2020, as vendas de automóveis eléctricos da marca registaram um crescimento de 11,8%, num contexto de mercado negativo (- 48,2% passageiros + comerciais ligeiros). Além desta perspectiva e volvidos oito anos de existência do modelo, podemos constatar a inversão de algumas características e evolução de outras. A terceira geração permite ligar o automóvel à rede energética, e alimentar o circuito em vez de obter deste o habitual carregamento. Mais potente e melhorado nos sistemas de regeneração, o ZOE concede mais autonomia face a anteriores gerações. Entre as coisas que pouco ou nada mudaram, o automóvel continua a ter pouco mais de quatro metros (4.084 mm) e quase chega aos dois metros (1.945 mm) quando se trata da largura medida nos retrovisores. A altura ultrapassa o metro e meio (1.562 mm) enquanto a bagageira regista 338 litros, moduláveis a 1.225 litros mediante rebatimento dos assentos traseiros.

Valores em €

preço-base

isv

iva

despesas

pvp

iuc

28.243,90

00,00

6499,35

34.740,00*

* campanhas em vigor+incentivo retoma

Financiamento

Entrada

Prazo

Km

Revisões

Docs

Pneus

Seguro

Renda €

0%

48 meses

100.000

sim

sim

sim

sim

491,90*

* iva incluído

 

De início orientado para utilização citadina em função da autonomia, o ZOE ganhou maturidade e pode ser olhado como um automóvel apto para enfrentar a estrada. Em termos de autonomia e com dados WLTP, esta ronda os 400 km. Todavia, em nossa opinião, o mais importante está na boa regeneração de energia, conseguida nas desacelerações (D e B) e na eficiência com que se consegue carregar o veículo, ainda que neste capítulo e no mercado português, continue a reinar a confusão que só prejudica os consumidores, tanto nos valores das cargas como nas possibilidades de acesso aos pontos de carga.

 

E por falar em acessos, aos lugares dianteiros chega-se de forma satisfatória, sendo mais difícil chegar ao lugares traseiros. Na bagageira e quando comparamos com o Clio, o acesso é menos agradável e a altura ao solo (742 mm) pode colocar maiores dificuldades, em especial quando se pretende utilizar o espaço sob o piso da bagageira. Em termos de habitabilidade, esta é satisfatória mas estamos sempre com a impressão de estarmos a avaliar um citadino e não um automóvel multifacetado em termos de utilização, em especial num mercado em que um automóvel serve para todo o serviço.

 

Sem os padrões de ergonomia e conforto que encontramos no Clio, este eléctrico concede boas reprises e acelerações, com estas últimas a permitirem entrada no clube dos automóveis que perfazem menos de 10 segundos dos 0-100 km/h (9,4 seg), num veículo que está limitado a 140 km/h de velocidade máxima. No que toca a desacelerações, o modo ‘D’ concede bons valores, mas é o modo ‘B’ que transforma a eficácia da desaceleração em energia para carregar as baterias, sendo esta função visível no painel de instrumentos, ou visor central de 9,3” que através do R-link, permite um conjunto alargado de informações, valores e indicações sobre a utilização do veículo e viagem.

Aos comandos cedo percebemos que os valores de autonomia estão mais fidedignos face a anteriores gerações. Aliás, desde que a preponderância da utilização recaia nos percursos urbanos e com uma condução atenta, tanto nas acelerações como nas desacelerações e travagem, até se consegue ultrapassar os valores de autonomia certificados pelo WLTP. Num breve contacto ao volante, nos primeiros 100 km consumimos 25% de carga, chegando aos 42% nos 200 km. Em percurso misto (AE+EN+Urbano) registámos um consumo médio de 14,7 kWh à média de 4,4 km/h.

Gostámos – Gostámos +
– Acessos bagageira e lugares traseiros

– Falta regulação em altura para condutor

– Facilidade e dinâmica na condução

– Regeneração de energia/autonomia

– Equipamento de série/segurança activa

– Custos de utilização

– Eficiência modo ‘B’

5 estrelas Euro NCAP em 2013

Características técnicas

Renault ZOE Intens 135
motor

eléctrico sincro + bateria iões de lítio

potência kW(cv)/rpm

100,0 (136,5)/11.000

binário Nm (kgm)/rpm

245,0 (24,0)/1.500

transmissão

dianteira, relação fixa

jantes – pneus

16” – 195/55 R 16

Renault ZOE acompanha evoluções