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Nos finais de 2006, Michael Schumacher, deixou a Fórmula 1 com um invejável palmarés, com 91 vitórias em GP, 68 “poles” e sete títulos mundiais. Em muitas destas conquistas, a marca Brembo aparece associada e seria difícil de antever que o filho, na altura com sete anos, viria a fazer parte do historial dos Schumacher. Aliás, dois anos depois, o pequeno Mick começou a despertar atenções no Karting. Após um processo evolutivo, Mick Schumacher volta a ser notícia, ao sagrar-se campeão Europeu de Fórmula 3. Dos 10 circuitos onde se disputaram as provas do europeu de F3, alguns foram utilizados pela F1, daí que tenha sido possível comparar as “performances” dos travões Brembo.

 

Em vez do Carbono utilizados na F1 os discos da F3 são em ferro fundido

Enquanto na F1 Michael usou discos de carbono, por uma questão de controlo de custos, na F3 utilizam-se travões em ferro fundido, que beneficiam os custos mas apresentam um desempenho muito diferente, face aos utilizados na F1. Entre estas duas fórmulas, a passagem à F2 já permite alguma habituação aos discos de carbono, e embora Michael Schumacher não tenha passado nesta disciplina, teve contacto com este tipo de travões, antes de entrar na F1, quando contratado pela Mercedes (1990) e pilotar o C11, um Sport-Protótipo de 905 kg e 730 cv.

 

Tal como o pai Mick Schumacher começou no Karting, e sagrou-se campeão europeu de F3 esta época

Em 1991, quando Eddie Jordan proporcionou a estreia de Michael Schumacher na F1, no GP da Bélgica em Spa-Francorchamps, já o piloto alemão estava habituado aos Brembo de carbono, que contribuíram para a primeira vitória na F1, que veio a acontecer aos comandos de um Benetton em 1992. Volvidos 26 anos e no mesmo circuito belga, Mick Schumacher conquistou a sua primeira vitória. No entanto, apesar das diferenças na tecnologia e regulamentos, existe um denominador comum nestes dois pilotos. O arrojo de travar nos limites e aproveitar ao máximo as diferenças de aderência. Ainda no tocante aos regulamentos, enquanto na F1 Michael podia trocar de travões, Mick é obrigado a manter o mesmo conjunto durante as corridas a disputar no final-de-semana. Esta diferença regulamentar, permitia a Michael Schumacher optar por um pedal de travão com um curso curto, mais exigente sob o ponto de vista do esforço físico, mas com a vantagem de ser bastante reactivo.

 

 

Em vez de perfurados os travões dos F3 dispõem de lamelas que favorecem a ventilação

Outra das diferenças tem a ver com o desgaste dos travões, com os da F3 a desgastarem-se muito menos face aos de carbono de maior espessura. Na F3 os discos têm 18 mm, enquanto os de carbono são de 32 mm, e quando foram alteradas as dimensões dos pneus, alteraram-se os diâmetros nos discos de carbono. Na ventilação dos discos também existem diferenças, com os de carbono a terem 1.400 orifícios que resultam das 12 a 14 horas de maquinação para cada disco, enquanto os discos dos F3 estes são sólidos com 24 ou 48 lamelas consoante a utilização.