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Num automóvel com pouco mais de quatro metros é possível triplicar a volumetria da bagageira

Originalidade e personalização no DS3 Crossback

No caso da DS o conceito de “crossover” assenta que nem uma luva. O cruzamento de soluções, a versatilidade das escolhas, e a panóplia de motorizações e equipamentos, permitem encontrar e até ‘explorar’ vários automóveis numa configuração. É o que acontece no DS Crossback com o três cilindros a gasolina de 100 cv. Num automóvel com pouco mais de quatro metros (4.118 mm) de comprimento, é possível alojar quatro adultos, enquanto na bagageira a volumetria triplica (de 305 para 1.050 litros) mediante rebatimento dos assentos traseiros.

 

No tocante a valores e quando comparados com os dos pequenos “suv” que encontramos no mercado, os referentes ao DS3 Crossback são um pouco mais elevados face à média. No entanto, basta abrir as portas, para chegarmos à conclusão de que estamos na presença de um automóvel diferente. Por outras palavras, estamos perante o cruzamento de conceitos, a começar nos estéticos, passando pelos funcionais, sem esquecer os relativos ao desempenho.

preço-base

isv

iva

despesas

pvp*

iuc

24.434,83

566,06

5.751,87

30.759,46

102,81

* inclui sgpu no valor de 6,80 €

 

Para que se senta ao volante, é necessária a habituação ao posicionamento de alguns comandos, num habitáculo original e que concede um elevado nível de personalização

Uma vez instalados no interior, deparamos com um peculiar posicionamento dos comandos, menos convencional face à instrumentação ou visor central. Aliás, o automóvel exige alguma habituação para accionar os comandos dos elevadores eléctricos dos vidros, colocados na consola central, ou para accionar o acelerador automático, cujo comando se encontra atrás do volante e parcialmente escondido.

Com bons acessos e boas cotas de habitabilidade, este DS concede um bom nível de conforto, perceptível logo que nos sentamos nos assentos, em especial os dianteiros. Para quem se senta ao volante, os ângulos de visibilidade são bons para a dianteira e menos favoráveis para as laterais, ainda que os retrovisores cumpram eficazmente a função. Para a traseira e lateral traseira, os ângulos são mais fechados, e só os sensores de estacionamento/visualização da marcha-atrás, mitigam as questões da visibilidade, num habitáculo que se torna pouco luminoso devido à área vidrada.

 

O 1.2 de 100 cv é parcimonioso nas acelerações e suave nas reprises, concedendo um bom nível de refinamento na condução.

Ao volante as primeiras impressões apontam para um bom refinamento na condução, e boa filtragem das irregularidades da estrada ou funcionamento da motorização. Face a estas características, cedo percebemos que a sigla DS foi integralmente ‘respeitada’ e que este pequeno “suv” herdou alguns pergaminhos de outros modelos da gama.

O 1.2 a gasolina é parcimonioso nas acelerações e suave nas reprises mas, neste capítulo, não podemos esquecer que existem outras escolhas nas potências (130 ou 155 cv) e transmissões (AT8). E a propósito de transmissões, achámos a manual de seis relações, bem escalonada e suave no manuseamento, concedendo bons andamentos e médias. Num breve contacto ao volante obtivémos um consumo de 6,45 litros/100 km à média de 41,0 km/h.

Gostámos –Gostámos +
– Visibilidade traseira e lateral-traseira

– Luminosidade no habitáculo

– Comportamento dinâmico

– Refinamento na condução

– Equipamento de série e segurança activa

– Conforto de rolamento

– Originalidade e personalização

 

Características técnicas

DS3 Crossback 1.2 Puretech

motor

3 cil-12V, 1.199 cc, inj dir, turbo

potência kW(cv)/rpm

73,5 (100,0)/5.500

binário Nm (kgm)/rpm

205,0 (20,0)/1.750

transmissão

Dianteira, manual de seis relações

jantes – pneus

17” – 215/60 R 17

Originalidade e personalização no DS3 Crossback