Download PDF

O regresso dos Corolla

As exigências ambientais no que diz respeito à redução das emissões poluentes, têm provocado alterações na forma de construir automóveis, em particular nas motorizações. E apesar de ser discutível – e comparando os gasolina, gasolina+híbridos e gasóleo – qual a melhor escolha entre as diversas alternativas, é um facto que as motorizações a gasolina voltam a estar na moda. As cilindradas voltaram a aumentar, enquanto à Toyota também regressa a designação Corolla, para os europeus em geral e portugueses em particular.

 

Apesar do Diesel ocupar 70% de quota no mercado de passageiros, a Toyota aposta nos motores a gasolina e híbridos de 116, 122 e 180 cv

Em termos de mercado, a “Dieselização” que se verificou durante 15 anos, tende agora a confluir com as soluções a gasolina, com o gasóleo a representar 47% e a gasolina 46%. No entanto, quando olhamos para o sub-segmento dos automóveis familiares entre nós (32% do mercado nacional) no qual se inclui a 12ª geração do Corolla, as motorizações a gasóleo ainda representam 70% do mercado. Contudo, para este modelo que os japoneses apresentam como global e mais ‘europeu’ as motorizações disponíveis serão os gasolina e gasolina+híbrido. Por outras palavras, e sempre a pensar no sub-segmento de automóveis familiares, nestes últimos dois anos (2017 e 2018) a procura dos gasolina cresceu 31%, enquanto a procura dos gasolina+híbrido teve um incremento de 68%. Isto significa que a Toyota, de igual forma como acontece com outras marcas, aponta soluções para a gasolina, preterindo os Diesel e o sucesso conseguido com os D4-D.

 

 

Na nova plataforma TNGA a distância entre-vias aumentou 100 mm, num automóvel que cresceu 58 mm no comprimento total. Medidas entre os pontos “pivot” das ancas nos lugares dianteiros e traseiros, estes últimos ganharam 58 mm de espaço para as pernas.

As melhorias da TNGA

A sigla identifica a nova plataforma nipónica – Toyota New Global Architecture – apresentada com um centro de gravidade mais baixo (- 10 mm), melhor rigidez torsional na carroçaria (+ 60%), maior distância entre-vias (+ 100 mm), num automóvel que tem mais 58 mm no comprimento total. Isto significa que as vias estão mais afastadas entre si, mas as rodas estão mais próximas dos topos da carroçaria, alargando assim a área de incidência do automóvel, ou seja o contacto com o solo através dos pneus. Face ao anterior modelo (Auris) e tomando como referência a Touring Sports, a nova Corolla está mais baixa (- 25 mm) e mais larga (+ 30 mm) concedendo melhores cotas de habitabilidade, em especial nos lugares traseiros. Entre os pontos “pivot” das ancas nos lugares frente/atrás, estes últimos ganharam 58 mm de espaço para as pernas. No que diz respeito à configuração da gama de modelos/versões, enquanto os primeiros são três (Hatchback, Sedan e Touring Sports) as versões, estas são vastas.

 

 

 

 

Com uma campanha 360º o início da comercialização dos Corolla decorre nos meses de Março e Abril

Num brevíssimo contacto ao volante com as diversas silhuetas, percebemos que existe um Corolla para quem goste de um comportamento mais firme das suspensões e mais reactivo do automóvel. Existe outro Corolla para quem dê prioridade ao conforto e à funcionalidade. E por fim mas não menos importante, também existe um Corolla para quem aprecia o espaço, a habitabilidade, o requinte, a visualização de sistemas e manobras, e a performance. E sobre esta última, os nipónicos propõem o novo 2.0 Dynamic Force de 180 cv, além dos 1.8 de 122 cv e 1.2 Turbo de 116 cv. No que diz respeito a pvp, estes começam nos 21.299 € do Hatchback Active 1.2 Turbo e vão evoluíndo até chegarem aos 33.215 € da carrinha Exclusive. Com uma campanha 360º a decorrer, a comercialização decorre nos meses de Março e Abril.

O regresso dos Corolla