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A eficência na utilização do veículo, a multiplicidade de escolhas nas carroçarias, motorizações e sistemas de apoio, e a modernidade das soluções profissionais, contribuiram para atribuição do troféu.

Da fábrica de Mangualde que faz parte da sexagenária de Vigo, sairão os novos modelos galardoados com o troféu “International Van of the Year 2019”. Os franceses ficaram contentíssimos com a conquista deste prestigiado troféu, de igual forma como aconteceu com os alemães, cuja ligação inglesa se mantém. No mercado global e até Maio, venderam-se 38,6 milhões de unidades que representam uma aumento de 3,8% face a homólogo período no ano transacto. Em termos de Grupo, o PSA (Citroën, DS, Opel, Peugeot e Vauxhall) encontra-se na nona posição, com 1,88 milhões de automóveis vendidos, enquanto nas marcas, a Citroën lidera as vendas do Grupo com 9,1% de quota. Este é panorama do Grupo que, anos atrás, equacionava encerrar fábricas. E naquele passado recente, nuvens mais negras, pairaram no horizonte. No entanto, o português Carlos Tavares e a sua equipa, transformaram as rosas em pão. E não, não há engano ao ‘plagiar’ o milagre da Rainha Santa Isabel.

 

No passado recente, a DS chegou ao mercado e consolidou posições. As Peugeot e Citroën alargaram a gma e entraram em novos segmentos de mercado. A Opel foi integrada e passará a contribuir para o desenvolvimento de novos modelos, em especial neste segmento . E por fim mas não menos importante, nos ligeiros de passageiros/mercadorias, começam a aparecer os resultados das sinergias do Grupo francês que afinal é poliglota.

 

 

Para o segmento dos ligeiros de passageiros/mercadorias, as três marcas contam com quatro produtos distintos: as Citroën e Opel continuam a apresentar os Berlingo e Combo, enquanto a Peugeot declina o modelo em Rifter e Partner. Mediante esta redefinição, a marca francesa pretende enfatizar a diferenciação de utilizações (passageiros/mercadorias) ainda que em termos estruturais, os modelos e versões partilhem a plataforma EMP2, as motorizações e silhuetas de carroçarias.

De início concebida para o 308, esta plataforma cedo se tornou numa fonte de elogios, tanto pela rigidez torsional como pela flexibilidade concedida. Em vez da tradicional arquitectura, a EMP2 é apresentada em forma de ‘gaveta’ e é daí que nasce o aumento da rigidez torsional. Este aumento, permite melhorar as zonas de deformação programada, contar com melhores valores de comportamento dinâmico e conforto de rolamento, e criar novas distâncias entre as vias dianteira e traseira, sendo que nestas se melhora o posicionamento das rodas, que ficam mais próximas das extremidades dos veículos. Desta característica decorrem a melhor manobrabilidade e as melhores cotas de habitabilidade e/ou volumetria de carga.

 

Numa altura em que as logística/distribuição se tornaram alvos fáceis, todos os sistemas contam, em especial os de apoio à condução.

Apesar do aproveitamento da plataforma, de início concebida para um automóvel de passageiros, a reformulação da parte posterior ou seja a partir do pilar ‘B’, garante algumas das necessidades, tanto nas versões de passageiros como nas destinadas ao transporte de mercadorias, em especial quando nestas últimas, existem versões que podem ir até à tonelada de carga útil. Ainda em relação a esta última e consoante versão, podemos encontrar um avisador de ecesso de carga. Se a estas características se juntarem as silhuetas 4.400 ou 4.750 mm de comprimento total, encontramos espaço para a tal tonelada de carga, mas também conseguimos alojar sete lugares. Face aos antecessores, os novos modelos cresceram nas dimensões e evoluíram no posicionamento. Por outras palavras, aproximaram-se dos modelos do sub-segmento seguinte.

 

Todavia, uma das mais importantes partilhas, tem a ver com os sistemas destinados à assistência na condução, apoio nas funcionalidades, e evolução nos padrões de segurança activa. Por outras palavras, estamos em presença de um novo automóvel, que é também um automóvel novo! No conceito, que traz muito dos automóveis de passageiros, permite novas abordagens na utilização. Nas configurações, haverá muito por onde escolher e com um calendário que se estenderá aos princípios de 2019. Nas cinemáticas, tanto as especificações dos motores como os desempenhos das transmissões, evidenciam um enquadramento com futuro.