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Num acto de amor e na mais romântica das atitudes, Bertha Benz pegou no automóvel do marido e fez-se ao caminho de Mannheim a Pforzheim. Volvidos 125 anos, na Mercedes-Benz, tomaram a decisão de fazer o mesmo percurso, mas desta vez com um S 500 dotado de todos os dispositivos que permitiram a condução autónoma. Com este piloto automático, a marca alemã tornou-se na primeira a conseguir, de forma autónoma, efectuar um trajecto misto (estradas, auto-estradas e circuitos urbanos).
É evidente que o pioneirismo da condução autónoma remonta aos anos 50, quando se começaram a ensaiar os primeiros com recurso ao magnetismo. Nos anos 70, os japoneses foram os primeiros a utilizar sistemas ópticos. Nos anos 90, os americanos introduziram a o controlo da distância para o veículo da frente. A 4º geração veio da Google, que colocou um cego ao volante, tirando partido da legislação do Estado do Nevada nos Estados Unidos que, como noutras situações, têm dificuldade em aderir às convenções, seja a de Viena ou Kyoto.