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Face às versões ‘térmicas’ este eléctrico é mais pesado, mas torna-se fácil e divertido de conduzir, sendo necessário gerir a condução em prol da autonomia

Pouco tempo depois da comercialização (1983) o 205 cedo se tornou uma referência nos diversos segmentos de mercado. No presente e se pensarmos nos clássicos, o automóvel vendido até 1998 voltou a ser referência. Face a estes pergaminhos e tendo em conta que o 208 é o “Car of the Year” europeu em 2020, será que é um digno sucessor ou a prova que a história se repete? Face ao anterior modelo e com pouco mais de quatro metros de comprimento total (4.055 mm) o novo 208 está mais comprido e mais baixo. Todavia, a nova silhueta não veio beneficiar as acessibilidades, tanto aos lugares da frente como aos traseiros, enquanto a forma da estrutura e perfil da carroçaria, colocam mais alto o acesso à bagageira, cuja volumetria vai dos 311 a 1.035 litros, mediante rebatimento dos assentos posteriores. Para quem se sentar ao volante e devido à presença do “i-cockpit”, os diversos ajustes da coluna, volante e assento, concedem várias escolhas que, por vezes, conflituam entre a ergonomia e visualização do painel de instrumentos.

Valores

preço-base

isv

iva

despesas

pvp

iuc

> 31.170,00

Financiamento

Entrada

Prazo

Km

Revisões

Docs

Pneus

Seguro

Renda €

0%

48 meses

100.000

sim

sim

sim

sim

*

* iva incluído

 

Mais caro face ao ‘térmicos’ o eléctrico concede reduções consideráveis nos custos de utilização e manutenção

É um facto que a versão eléctrica do 208 custa perto do dobro da mais acessível das escolhas da marca francesa. Todavia, os custos de utilização também são um argumento importante. E o mesmo acontece com os custos de manutenção. Em relação a estes últimos e face às versões com motores de combustão interna, não temos um conjunto de fluídos e agregados mecânicos para manter. No que diz respeito aos custos de utilização, é agradável saber que uma carga (entre 1,0 a 2,0 €) permite fazer 300 km. No entanto, esta distância ainda tem os alguns aspectos a considerar. Por outras palavras, tanto na utilização como na manutenção, com este e outros modelos eléctricos, precisamos de gerir a distância. E parte dessa gestão, passa pela forma e onde se conduz.

 

 

De igual forma como acontece nos gasolina e gasóleo, a autonomia do e-208 é validada através do WLTP. Neste caso são 340 km

Em termos práticos e sempre com os 300 km como referência, se ao longo do dia conduzir entre Setúbal e Torres Novas, em percursos mistos (AE+EN+Urbano) a regeneração de energia, verificada sempre que se desacelera ou trava, contribui para chegarmos ao final do dia sem preocupações. Se desejar sair de Lisboa e ir directo a Albufeira (AE a 120 km/h), beneficiando do ar condicionado e utilizar mais alguns consumos periféricos, é natural que neste e em muitos outros eléctricos, ou não chega ao destino, ou a parte final do trajecto causa sérias preocupações, mesmo se considerarmos a autonomia validada (WLTP) nos 340 quilómetros. Por outro lado, não podemos esquecer que estamos em presença de um automóvel que ronda os 1.500 kg pronto a rolar, e que perfaz dos 0-100 km/h e 8,1”. O 208 (gasolina) de 130 cv com transmissão automatizada precisa de 8,7” para chegar dos 0-100 km/h.

 

 

Como atrás referimos, tanto a utilização do automóvel como a condução, exigem outras abordagens se pensarmos nos 208 a gasolina ou gasóleo. Conforme constatámos e tendo como referência o 130 cv a gasolina, o e-208 é ligeiramente mais potente (+ 6 cv) e concede melhores acelerações. Como acontece com os eléctricos, o binário máximo está disponível logo no arranque, e esta característica torna divertida a condução deste automóvel. Na travagem ou desaceleração, conseguimos aproveitar a energia que, neste caso, é de reaproveitar e quanto mais melhor, pois disso depende a autonomia. Neste ponto a transmissão permite dosi níveis de retardamento, ou seja um efeito de travão-motor. Na posição ‘D’este efeito é semelhante ao de um gasolina, enquanto na posição ‘B’ se torna mais eficente que um Diesel, com a vantagem de quase se imobilizar o automóvel, sem que o motor se ‘engasgue’ quando chegamos a andamentos muito lentos (< 10 km/h). Uma nota final para a eficiente climatização/ventilação deste e-208.

 

Gostámos –Gostámos +
– Acessibilidade posterior e bagageira

– Leitura da instrumentação

– Comportamento dinâmico

– Equipamento de série e segurança activa*

– Conforto de rolamento

– Conectividade e informação

– Facilidade de utilização/condução

* 4 estrelas EuroNCAP Outubro 2019 – 208 1.2 Puretech

 

Características técnicas

Peugeot e-208
motor

eléctrico

potência kW(cv)/rpm

100,0 (136,0)/3.673 a 10.000

binário Nm (kgm)/rpm

260,0 ~300,0 (25,5 29,4)/3.673

transmissão

Dianteira

jantes – pneus

17” – 205/45 R 17

Novo e-208 da Peugeot