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Os interiores da Hilux primam pela ergonomia e escolha de materiais

Um dos mais icónicos modelos da Toyota, celebrou há pouco tempo os 50 anos da designação. Ao longo destas décadas, muito se evoluiu num veículo que continua fiel a algumas soluções técnicas – igualmente partilhadas por outro ícone da marca, o BJ 40. A base continua a ser um chassis de longarinas e travessas, enquanto na traseira vamos encontrar o feixe de molas semi-elípticas, assim designadas pela configuração do diagrama de esforço. Numa versão mais popular, estas molas também são conhecidas por molas de carroça, por em tempos se aproveitarem os eixos traseiros dos camiões e respectivas molas, para construir as carroças, puxadas a jerico. No entanto, não podemos negligenciar a sabedoria popular, que nos avisa quando diz: nem tudo o que parece é, e as aparências iludem.

Para conhecer a nova Hilux, é preciso abrir o capot e ficar a conhecer o motor e respectivos agregados, além de identificar as suspensões independentes. Ao abrir a porta damos conta da inexistência do pedal de embraiagem, característica que nos fez ‘saltar’ para o interior e fazer uns quilómetros, nos mesmos trajectos onde evoluiam os novos RAV4. A primeira das surpresas na Hilux tem a ver com a suavidade da suspensão traseira, sem o habitual ‘saltitar’ das “pick-up” quando sem carga. Outra surpresa tem a ver com a suavidade da transmissão automática, num veículo que concede três modos de tracção: 4×2 ou 4×4 e 4×4 com redução. Para estas últimas é necessário parar a Hilux, enquanto a passagem de tracçaõ traseira para integral, se pode fazer em movimento, beneficiando do automatismo da transmissão.