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Como acontece com os subsídios em Portugal, os atribuídos às viaturas eléctricas são difíceis de entender, tanto nos critérios de atribuição como na equidade na distribuição dos montantes

Mobilidade eléctrica em Portugal

Portugal é um dos países em que a electromobilidade mais cedo se desenvolveu desde 2008. Nesse ano, o Governo deu os primeiros passos e assinou um acordo – agendando três anos – para criar uma rede nacional para Veículos Zero Emissões. Isto contribuiu para a criação da Rede de Mobilidade Eléctrica – uma rede integrada de electromobilidade, que instalou em Portugal, uma infraestrutura para carregamento de veículos. Mas qual é a situação actual? A construção dessa rede manteve o ritmo de crescimento do parque de automóveis eléctricos?

No que respeita ao desenvolvimento da electromobilidade, Portugal pode ser visto como um exemplo para os países mais desenvolvidos da Europa. Com um PIB “per capita” de 19.500 € em 2018, a quota de veículos eléctricos em Portugal, é de 3,4%. Países como a Alemanha, com um PIB “per capita” de 41.000€, tem uma quota de 2%. A França, com um PIB “per capita” de 36.200€, apresenta uma quota de 2,1%. Por outro lado, a Espanha, com um PIB “per capita” de 26.200€, possui uma quota de mercado de veículos eléctricos de 0,9%. Na Europa Central e de Leste, a electromobilidade só recentemente começou a ser desenvolvida. Enquanto em Portugal, existem subsídios para apoio à compra de veículos elétricos desde 2010 (embora com algumas interrupções), na Polónia, a criação de subsídios é uma medida que estando prevista, ainda não foi implementada. Infelizmente, a quantidade de postos de carregamento e emissão de cartões, ainda é insuficiente quando comparada com as indicações da EU. Esta instituição recomenda 1 posto por cada 10 carros eléctricos, mas o actual número de veículos por posto de carregamento, é de 12. Não está distante do ideal, mas ainda causa inconvenientes aos utilizadores, não tanto pela falta de postos mas pela desproporcionada rede/localização dos referidos pontos de carregamento, muitas das vezes, a ocupar espaço de estacionamento tarifado. Como atrás referimos, a emissão de cartões que permitam o acesso a postos de carregamento, é igualmente condicionada. E uma vez que a venda de carros eléctricos continua a crescer a um ritmo interessante, enquanto não aparecerem medidas adequadas, a situação só pode piorar.

 

 

Mobilidade eléctrica em Portugal