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No agitado segmento SUV e a nível mundial, o passado recente (2016-2017) registou a subida do CX-5 no “ranking” ou seja passou de 10º para 6º lugar. Contudo, como estamos a falar do CX-3 é necessário justificar esta abordagem. Por um lado e muito em breve, o CX-5 poderá tornar-se num dos adversários directos do CX-3 mediante o mesmo enquadramento em classe 1. Por outro lado, o SUV que não chega aos quatro metros e meio (4.275 mm) e concede uma bagageira entre os 350 a 1.260 litros, partilha conceitos e agregados mecânicos como o sistema AWD e não um 4×4. Mediante este sistema, o CX-3 é um tracção dianteira que, consoante as condições de aderência ao piso, se torna no tal ‘todas as rodas motrizes’ em vez do 4X4. A configuração por nós conduzida, vinha equipado com transmissão automática que, beneficia a gestão dos 105 cv do Diesel, torna o escalonamento mais progressivo e a condução muito suave.

preço-base

isv

iva

despesas

pvp chave mão

iuc

21.418,91

6.480,94

6.608,83

830,00

35.342,88*

179,05

*35.742,88 € com pintura metalizada

 

Os equipamentos de série e opcionais estão mais orientados para a segurança activo do que para a performance

Conceitos e sistemas

Já aqui apresentámos por diversas vezes os conceitos “kodo” e as tecnologias “skyactive” que a Mazda utiliza nas estética e mecânica. Por isso, focamos a nossa atenção em dois sistemas que contribuem para melhores sensações, para quem se senta ao volante do CX-3. Um aproveita a gestão do motor, e sensores existentes para o controlo dinâmico do veículo, enquanto o outro permite disponibilizar tracção em todas as rodas. Ambos os sistemas contribuem para uma condução mais eficiente. Um com interferência no conforto de rolamento, porquanto o “G-vectoring” contribui para diminuir a oscilação lateral nas curvas, enquanto o AWD coloca as rodas traseira em tracção, sempre que se detecte uma perda de aderência nas da frente. Basta imaginar uma saída de garagem com uma curva e subida mais angulosas, para imaginar a eficência do sistema que faz a gestão adequada da tracção.

Aos comandos destes 105 cv é evidente que não existem significativas emoções quando avaliamos as reprises ou acelerações, provenientes do 1.5 Diesel, no qual a Mazda centrou a tecnologia para cumprir com as normas anti-poluição. Por outro lado e com base no “activesense” a marca japonesa propõe uma vasta lista de equipamentos para melhorar a condução e a segurança activa.

 

A presença do G-vectoring é um dos itens que ajuda a diferenciar a experiência de condução no CX-3

O adaptador de luzes “led” nos máximos, permite ligar ou desligar os máximos para evitar encandeamento de quem circula. A esta iluminação juntam-se os faróis de berma de largo feixe. Ao sistema de detecção de veículos à frente ou atrás do CX-3, adiciona-se a função de detecção de peões, mediante uma nova câmara dianteira que substitui a anterior geração de detecção por infravermelhos. Entre os 04 e 80 km/h e com acção autónoma dos travões, o sistema permite evitar os embates ou minimizar os efeitos do impacto. Para trás o efeito verifica-se entre os 02 a 08 km/h, utilizando para isso os sensores de estacionamento, muito úteis devido aos ângulos fechados na visbilidade, tanto lateral como traseira. O reconhecimento dos sinais de trânsito, o alerta para a saída da faixa de rodagem e o aviso de fadiga para quem conduz são mais alguns dos sistemas que já conhecíamos da anterior geração, mas que agora aparecem mais eficientes.

Gostámos –Gostámos +
– visibilidade lateral e traseira– Comportamento dinâmico

– Equipamentos de série e segurança activa

– AWD com accionamento selectivo

– Materiais empregues e finalização

– Economia de combustível/autonomia

Características técnicas

Mazda CX-3 1.5 Skyactiv-D 105 cv AWD Excellence HT Leather White Navi AT
motor4 cil, 1.499 cc DOHC 16 V, Euro 6, SCR, FP
potência kW(cv)/rpm77,0 (105,0)/4.000
binário Nm (kgm)/rpm270,0 (26,8)/1.600~2.500
transmissãoDianteira ou integral, transmissão automática seis relações
jantes – pneus