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A carroçaria bicolor que conjuga o branco sólido com o tejadilho em preto é um dos opcionais no Compass, que nos deixou boa impressão no equipamento de série, segurança activa e cinco estrelas EuroNCAP

As semelhanças com o Cherokee são muitas, tanto no exterior como no interior. No entanto, este modelo intermédio, conjuga as características de um SUV com as de um jipe. Mesmo na classificação nas portagens, tanto pode ser classe 1 ou 2, na maior parte dos casos dependente da existência de via verde. Em termos de garantias são cinco anos, enquanto nas manutenções e com intervalos de 20.000 estas chegam aos 75.000 km.

No que diz respeito ao preço final, achamos que este é um dos casos que merece explicação, para que se perceba o ‘efeito capicua’ ou como é que um automóvel de 24 passa a 42… mil euros e mais qualquer coisa. Devido à dupla tributação e num país em que o imposto paga taxa, 17.880,84 € são devidos aos ISV e IVA. Estes números servem também para explicar a diferença de sucesso deste modelo, quando comparamos o mercado nacional com outros países europeus.

preço-base

isv

iva

despesas

pvp*

iuc

24.902,27

9.879,76

8.001,08

1.150,00

42.229,61

181,25

*inclui sgpu de 5,25 €, com 2.610,00 € opcionais e 4.500,00 € campanha

 

No caso do Compass e como acontece na generalidade dos SUV as acessibilidades são boas, tanto nos lugares da frente como para os traseiros. No tocante à habitabilidade, gostámos das cotas à disposição, num automóvel com menos de quatro metros e meio (4.390 mm) que conseguiu as cinco estrelas nos testes EuroNCAP. Na bagageira, a volumetria chega aos 438 litros quando se opta por não ter roda de reserva, ficando a modularidade interior, garantida mediante rebatimentos dos assentos traseiros. Ainda no habitáculo, destacamos nos equipamentos de série, o rádio com serviços “Live Uconnect” (mp3, aux, usb, bluetooth) tomada 230 V, chave autónoma, alarme, assistência no arranque em subida, controlo de estabilidade para veículo (ESP) e atrelado (ERM), aviso de transposição de faixa de rodagem, faróis de nevoeiro com iluminação em curva, aviso de aproximação e risco de colisão frontal, sistema dinâmico de aviso de velocidade e indicador de pressão dos pneus. Na versão conduzida, fomos encontrar como opcionais: a pintura bicolor 1.400 €; ar condicionado automático+visualização marcha-atrás+visor multimédia de 8,4” 1.150 €.

 

Depois de rodar a chave o Mjet 1.6 Diesel deixou-nos a impressão de estar bem filtrado, quer em termos de ruído como de vibrações. E quanto aos 120 cv disponibilizados, gostámos da forma como estão ‘divididos’ pelas seis relações da transmissão manual, bem escalonada e de fácil manuseamento. As suspensões, deixaram a impressão de serem demasiado firmes, característica que se evidencia nos pisos mais degradados ou mais exigentes como acontece com o empedrado. No entanto, o bom apoio dos assentos, acaba por conceder um satisfatório nível de conforto de rolamento, num habitáculo que concede poucos espaços de arrumos e alguns ângulos-mortos em termos de visibilidade. Todavia, neste Compass, a existência de sensores e visualização das manobras de marcha-atrás, mitigam as dimensões dos pilares ‘C’.

Num breve contacto ao volante e utilizando um percurso misto (AE+EN+Urbano) obtivémos um consumo de 5,5 litros/100 km à média de 53,7 km/h, valores agradáveis para um SUV a Diesel com quase 1.500 kg.

Gostámos –Gostámos +
– ausência de sensores na frente

– espaços de arrumos

– Equipamento de série e segurança activa

– Modularidade interior

– Conforto de rolamento

– Conectividade e sistemas multimedia

– Comportamento dinâmico

Características técnicas

Jeep Compass 1.6 Multijet

motor

4 cil-16 V, 1.598 cc,

potência kW(cv)/rpm

88,0 (119,7)/3.750

binário Nm (kgm)/rpm

320,0 (31,4)/1.750

transmissão

dianteira, manual de seis relações

jantes – pneus

18” – 225/55 R 18