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A conjugação do Diesel de 136 com a transmisão DCT contribuem para a facilidade de condução

Sem os atributos estéticos dos i20 Active ou Kauai, a Hyundai manteve as linhas discretas no Tucson (aqui apresentado como “MY 16”), preferindo evoluir nas dimensões e características dos grupos ópticos com “leds”. No capítulo das motorizações e para o mercado nacional, estas estão centralizadas nos blocos 1.6 a gasolina ou gasóleo. Na configuração CRDi que conduzimos e além dos 136 cv, o destaque recai no desempenho da transmissão automatizada de sete relações DCT. Como curiosidade histórica, ficámos a saber que este tipo de transmissão, terá sido ‘inventado’ pelo francês e engenheiro militar Adolphe Kégresse, que nos finais dos anos 30 nunca chegou a industrializar o projecto, mais tarde desenvolvido por uma marca de camiões.

 

A instrumentação e equipamento de série concedem fácil leitura e intuitiva utilização

No entanto, esta solução mecânica, apresentava um pequeno detalhe porquanto exigia a utilização das duas mãos para conseguir o efeito da dupla embraiagem, e por isso mesmo a solução foi abandonada. Foi preciso esperar pelos anos 80 para o DCT aparecer associado à hidráulica e à electrónica, que foram evoluíndo de forma considerável. Exemplo disso é a aplicação neste Tucson, apresentado em três versões Diesel DCT: a Executive aqui apresentada, a Premium e a Premium+”pack” pele com este último a custar 650 € e a permitir a escolha entre pele vermelha ou cinzenta. Neste automóvel que se aproxima dos quatro metros e meio (4.480 mm) a volumetria da bagageira vai dos 513 aos 1.503 litros mediante rebatimento dos assentos traseiros.

preço-base

isv

iva

despesas

pvp

iuc

24.000,93

5.393,38

6967,76

900,31

37.267,38*

179,05

*inclui sgpu e despesas

 

Com boas acessibilidades e boas cotas de habitabilidade, tanto dianteiras como traseiras, o Tucson encontra-se bem posicionado no segmento dos SUV médios, em especial quando analisamos os equipamentos de série e os dedicados à segurança activa. Sem conceder notoriedade nos materiais empregues e finalização, tem no espaço para arrumos e no visor central de informação, dois dos pontos dignos de destaque. Um pela funcionalidade que permite, o outro por estar mais intuitivo em relação à localização e activação dos menus e sub-menus. Aos comandos e relativamente ao habitáculo, demos conta de uma boa filtragem, tanto em termos de vibrações como de ruído. Ao volante e logo nos primeiros quilómetros, demos conta de alguma disponibilidade do motor, melhor nas reprises do que nas acelerações. No entanto, o escalonamento e a suavidade da transmisão DCT contribuem para uma agradável e fácil condução, que permite a pré-selecção das sete relações. Ainda ao volante, demos conta de um agradável equilíbrio dinâmico conseguido através das suspensões e travões, com destaque para estes últimos, tanto pelo desempenho como pela assistência à condução. Num breve contacto ao volante, obtivémos um consumo médio de 5,6 litros/100 km, num percurso misto (AE+EN+Urbano) com uma média de 52,4 km/h.

Gostámos –Gostámos +
– posicionamento de alguns comandos

– eficácia da cliamtização

– Comportamento dinâmico

– Equipamento de série e segurança activa

– Acessos e habitabilidade

– Conforto de rolamento

– Bagageira e modularidade

Características técnicas

Hyundai Tucson 1.6 CRDi DCT
motor4 cil, 1.598 cc, 16V, DOHC,
potência kW(cv)/rpm100,0 (136,0)/4.000
binário Nm (kgm)/rpm320,0 (31,4)/2.000~2.250
transmissãodianteira, sete relações automatizadas
jantes – pneus18” – 225/55 R 18