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Com três versões distintas os Ioniq concedem utilizações muito diversificadas

Noutro local já abordamos o Kauai como referência da marca e, por isso mesmo, desta vez não hesitamos em voltar à comparação. Mesmo sabendo que estamos a correr alguns riscos, porventura injustiças. Por um lado o SUV está na moda e reflecte a modernidade da marca, enquanto o cinco portas que não chega aos quatro metros e meio (4.470 mm) já conta com cinco anos de existência. Isto significa que ao pensar em comparativos, as actualizações podem ser encontradas nas conectividade/informação e três escolhas de motorizações (híbrida, “plug-in”, eléctrica).

Com a largura (1.820 mm) a exceder por pouco os dois metros (2.045 mm) quando medido nos topos dos retrovisores, o Ioniq não chega a metro e meio de altura (1.450 mm). E se esta cota não interfere no bom acesso aos lugares dianteiros, o mesmo não podemos dizer do acesso e até da habitabilidade nos lugares traseiros, condicionados pela inclinação dos pilares ‘C’ quase a imitar os “Coupé”. Na bagageira, a modularidade permite transformar os 443 litros em 1.505 litros mediante rebatimento dos assentos traseiros

Valores em €

preço-base

isv

iva

despesas

pvp

iuc

26.967,07

1.447,56

6.535,37

868,54

35.818,54*

137,14

* iva incluído (3.520 € opcionais)

Financiamento em €

Entrada

Prazo

Km

Revisões

Docs

Pneus

Seguro

Renda €

0%

48 meses

100.000

sim

sim

sim

sim

—*

* iva incluído

A conectividade, a informação e a facilidade com que se conduz, fazem do Ioniq um automóvel actualizado.

Com boas acessibilidades aos lugares dianteiros, os Ioniq concedem boa habitabilidade na frente, enquanto na traseira, a habitabilidade é bem melhor do que o acesso, um pouco pela acentuada inclinação do pilar ‘C’. Para quem conduz, as formas da carroçaria proporcionam vários ângulos-mortos, em especial na traseira. Além de um óculo de reduzidas dimensões e inclinado, uma barra transversal, inibe a visibilidade, neste caso mediante pela existência de sensores e visualização demarcha-atrás, projectada no visor central de 10,25” no qual vamos encontrar outras funções de conectividade e informação, tanto do veículo como da viagem. No entanto, demos conta que o EV está mais elaborado no habitáculo face ao Hybrid. A visualização das funções, a informação e até a iluminação dos comandos nas portas, estão melhor apresentados face ao híbrido, com este último a ser muito mais eficiente no tocante à autonomia, sendo este um dos pontos em que o Ioniq EV se afasta do Kauai. Enquanto SUV quase chega aos 500 km, o Ioniq EV regista 311 km (WLPT).

 

Apesar de pouco evidente, o modo “sport” associado à utilização manual e selectiva da transmissão, concede outro tipo de utilização

Ao volante e depois de carregar no botão, encontramos muitas diferenças que traduzem a realidade dos números. No entanto, as percepções nem sempre correspondem às diferenças numéricas. Apesar de ser menos potente (136 cv) o eléctrico concede melhores acelerações e reprises face ao híbrido (141 cv) conjugados entre o motor eléctrico e o 1.6 a gasolina. No conforto de rolamento, podemos considerar o empate como um resultado justo, atribuíndo às suspensões independentes um bom desempenho. Todavia, no comportamento dinâmico, ficamos com sérias dúvidas sobre qual escolher. A condução e o desempenho da travagem deixaram indicadores de maior eficiência no eléctrico, em especial quando contamos com a capacidade de retardamento. Por outro lado, o custo por quilómetro é um dos aliciantes, mesmo num automóvel que é mais dispendioso na aquisição face ao híbrido. Mais acessível na aquisição, o híbrido conta com uma gama de utilização mais ampla. Por um lado devido à existência de uma transmissão automatizada, que por vezes parece fazer ‘deslizar’ os dois motores até que a conjugação seja perfeita. Por outro lado, apesar de ser pouco perceptível e não contar com a intervenção de quem conduz, é quantificável a existência da motorização eléctrica ‘auxiliar’. Num breve contacto ao volante e em trajecto misto, utilizando por diversas vezes o AC e o modo “Sport” (AE+EN+Urbano) obtivémos 5,4 litros/100 km à média de 59,0 km/h de média.

Gostámos –Gostámos +
– Visibilidade para a traseira

– Acesso aos lugares traseiros

– Economia de combustível/autonomia

– Facilidade de condução

– Conectividade e informação

– Equipamento de série/segurança activa

– Conforto de rolamento

5 estrelas Euro NCAP em 2016

Características técnicas

Hyundai Ioniq HEV 1.6 Gdi 6 DCT
motor

4 cil, 1.580 cc-DOHC, inj dir, Turbo, CO+FP, Euro 6 D temp

potência kW(cv)/rpm

105,0~141,0 (77,2~103,7)/5.700

binário Nm (kgm)/rpm

147,0~265,0 (14,9~25,9)/4.000

transmissão

dianteira, automatizada seis relações

jantes – pneus

17” – 225/45 R 17

Hyundai Ioniq Hybrid – Uma de três