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A habitabilidade e volumetria da bagagiera são dois pontos fortes no renovado HR-V

Honda renova HR-V

Para um segmento que continua a ter um notável dinamismo, e no qual chegaram recentemente dois rivais a considerar, o HR-V continua a ser o modelo com a silhueta mais ‘convencional’ da marca. Com menos de quatro metros e meio de comprimento (4.335 mm) e pouco mais de dois metros de largura (2.019 mm com espelhos) este Honda não chega ao metro e oitenta na altura (1.772 mm) e concede uma generosa bagageira com 470 litros, moduláveis até aos 1.553 litros mediante rebatimento dos assentos traseiros. Nas motorizações e além do 1.5 turbo e 1.6 Diesel, a proposta da Honda consiste no 1.5 litros i-VTEC (Variable Timing and Lift Electronic Control) equipado de controlo eletrónico e variável da abertura das válvulas) e VTC (Variable Timing Control)destinado ao controlo variável da distribuição. Na versão que conduzimos fomos encontrar a transmisão manual de seis relações, existindo em alternativa o sistema de variação contínua CVT.

preço-base

isv

iva

despesas

pvp*

iuc

22.357,62

2.439,10

5.703,25

30.505,14

168,98

* inclui eco tax no valor de 5,17 €

 

Mediante alterações na grelha e grupos ópticos este HR-V ganhou em modernidade

Com boas acessibilidades ao interior e bagageira, o HR-V concede boas cotas de habitabilidade, e uma boa climatização. No tocante à habitabilidade, destaque para os espaços para as pernas, tanto à frente como na traseira, enquanto a posição de condução beneficia os ângulos de visibilidade frontais e laterais. Para a traseira e na versão que conduzimos, a visibilidade para a traseira é conseguida através da visualização da marcha-atrás, sensores de estacionamento e visualização de quadrantes em volta da carroçaria, ou seja acaba por ter um 360º simplificado. No que diz respeito à climatização, a colocação das saídas e particularmente a do lado do passageiro, asseguram uma boa distribuição no habitáculo. Outro dos pontos que gostámos tem a ver com a modularidade interior, a facilidade com que rebatem os assentos traseiros que deixam um piso totalmente plano, e a possibilidade de aproveitar espaço de arrumos sob o piso da bagageira.

 

Com uma ampla faixa de utilização do motor, é possível obter uma condução rápida sem penalizar o conforto de rolamento. Em destaque a eficácia do volante e precisão no mauseamento do selector da transmissão

Ao volante deste gasolina, a primeira impressão que temos, é a de um bom isolamento de ruído e vibrações, entre a motorização e habitáculo. De curso longo e suave, a embraiagem obriga a habituação, muito facilitada pela gestão do motor, e escalonamento da transmissão manual de seis relações. No entanto, foram muitas as vezes em que ficámos a pensar no CVT, e no que seria conduzir um automóvel sem pedal de embraiagem, com este motor de 130 cv, e com esta gestão que até permite ‘passagens de caixa’ com o acelerador automático accionado. Na condução, gostámos do desempenho da direcção e toque no volante, ambos a contribuirem para a facilidade com que se conduz o HR-V e boa manobrabilidade. Ainda no capítulo da dinâmica, bom sistema de travões e bom desempenho das suspensões, cuja taragem é sensível aos pisos mais degradados, algo que os japoneses desconhecem mas, entre nós, é coisa do quotidiano. Num breve contacto ao volante, obtivémos um consumo de combustível de 6,6 litros/100 km à média de 31,0 km/h.

 

Gostámos –Gostámos +
– taragem das suspensões em pisos degradados

– ruídos aerodinâmicos acima dos 90 km/h

– Comportamento dinâmico

– Equipamento de série e segurança activa

– Habitabilidade e modularidade

– Conforto de rolamento

– Economia de combustível

Características técnicas

Honda HR-V 1.5 i-VTEC Executive Connect Navi

motor

4 cil, 1498 cc, DOHC, Euro 6 d-Temp

potência kW(cv)/rpm

96,0 (130,6)/6.600

binário Nm (kgm)/rpm

145,0 (14,2)/4.600

transmissão

dianteira, manual de seis relações

jantes – pneus

17” – 215/55 R 17

Honda renova HR-V