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O negócio continua a ser familiar e o Comendador Rui Nabeiro,afirma-se como um jovem com muitas ideias

História do café na fronteira

Entrar no Centro de Ciência do Café, é viajar no tempo e fazer parte da história. Entre saberes e sabores, ficámos a conhecer um pouco mais sobre o café e, entre várias definições, escolhemos a de Maurice Telleyrand: negro como diabo, quente como o inferHistória do café na fronteirano, puro como um anjo e doce como amor.

Numa rápida visita e por breves instantes, trocámos umas impressões com o Comendador Rui Nabeiro e cedo percebemos, as razões do sucesso e do ‘brilhozinho nos olhos’ de muitos dos colaboradores que, de uma forma ou de outra, contribuem para o sucesso deste modelo de negócio, entretanto alargado a outros produtos. Dá gosto… e ainda não estamos a falar de café. Entre lendas e estórias contadas na primeira pessoa, ficámos a saber que terão sido as cabras a alertar o pastor, para os efeitos energéticos das bagas. Mais tarde e para o velho continente, Marco Polo terá trazido os valiosos grãos, que se tornaram moeda de troca. Alias, num passado mais recente, estes mesmos grãos foram, em muitos casos, uma garantia da vida ou da liberdade.

 

Por esse mundo fora são conhecidas cerca de 120 espécies de café, mas apenas três são mais conhecidas. A robusta, a arábica e a moca. O tipo robusta é normalmente oriundo das plantações asiáticas, africanas e brasileiras, é mais fácil e rentável no plantio, enquanto no tocante à cafeína, chega a ter o dobro face ao tipo arábica. Mais aromático face ao robusta, o arábica teve origens na Etiópia e tem no aroma e diversidade de sabores, os principais factores de diferenciação. Quanto ao moca, deriva do tipo arábica e caracteriza-se por o fruto ter apenas uma semente.

 

 

Com duas novas referências a Delta estende as intensidades a 12 e 14 com os Qharisma e EpiQ

Além da geografia, o clima e a altitude também têm interferência no grão, de igual forma como acontece com as misturas e torrefação, com esta última a aparecer nas embalagens para dar indicação da intensidade de sabor. Para alargar a gama de sabores, a Delta propõe duas novas intensidades: a de nível 12 Qharisma, caracterizada por mistura intensa e encorpada, com uma acidez presente, um aroma notável e com notas de cacau e avelã torrados; e a EpiQ de intensidade 14 como mistura mais intensa, que dá origem a um expresso encorpado e com notas de nozes torradas, proporcionando um sabor marcante aos verdadeiros apreciadores de café. Por fim mas não menos importante, as novas cápsulas da Delta são formadas por Milho, Mandioca e Cana-de-Açúcar, abandonando assim o plástico, apesar deste ser também reciclado.

 

Como atrás referimos a nossa visita foi muito breve, sendo necessária mais do que uma hora para percorrer os 3.500 m², apreciar os mais de 1.000 objectos que fazem parte do acervo museológico, e aprender um pouco sobre aromas, sabores e bebidas à base do café, neste caso, habilmente transformado pelas gentes raianas. E no tocante ao dinamismo em torno da bebida tão bem definida por Telleyrand, a partir de Outubro passam a ter uma academia do café, na qual poderemos encontrar dois campeões nacionais baristas: Pedro Marmelo titular em 2017 e Vanessa de Almeida, campeã “open” em 2018.

 

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