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Os Ford até 2015

Clicar para começar e parar a reprodução das imagensEm jeito de antevisão e ambiente de festa, a Ford mostrou mais uma vez de que forma está a preparar o futuro da marca – e em vez dos 15 modelos – até 2015, a marca da oval azul, propõe-se comercializar 25 novos modelos, alguns dos quais, a permitir a entrada em novos segmentos e sub-segmentos de um mercado global. Para este e como centro das atenções, a Ford prepara o novo Mustang, que entre nós chegará em 2015. Muito depois dos Ka, Edge, Ecosport e do conceito de serviço Vignale.


25 novos modelos em dois anos

Um ano depois do Go Further em Amsterdam-Holanda, os executivos da Ford elevaram a fasquia – e em vez dos 15 – propõem-se apresentar 25 novos modelos até 2015. E se olharmos para o que foi apresentado na catalã e costeira cidade das Ramblas, a antevisão é favorável a uma gama mais rica, que inclui a entrada de novos modelos para o mercado europeu. O novo Ka (por enquanto Ka Concept) é disso um exemplo, e o mesmo acontece com o Ecosport. Noutro segmento e com maiores dimensões, o SUV terá a designação Edge, que reflecte alguns gostos americanos face ao que deve ser um cinco lugares espaçoso e requintado.
Nos ligeiros de passageiros/mercadorias, a designação Transit passa a servir para identificar a gama/marca de furgões de mercadorias e passageiros, sendo estes últimos identificados pela sigla Tourneo, como acontece com os Custom, Connect e Courier, todos estes expostos em Barcelona.
O actual Mondeo será o primeiro a ter honras de promoção e entrar no conceito Vignale, mas o centro das atenções no Go Further 2013 foi o icónico Mustang, disponível nos mercados europeus em 2015.

O Mustang global

Um primeiro olhar sobre as silhuetas Cabrio e Coupé, permitem apreciar apreciar o notável trabalho efectuado! Face aos condicionalismos ambientais, às exigências na escolha dos materiais recicláveis, às restritivas normas de segurança activa e passiva, sem esquecer os apertados cadernos de encargos, às quais se juntam as imposições dos accionistas, os americanos conseguiram manter a identificação Mustang, em especial na traseira. Na frentes, há detalhes que diferenciam o Coupé do Cabrio, mas sem perder o traço que permite a rápida identificação. De comum e a pensar nas vendas globais, dois blocos de alumínio: o novo 2.3 Ecoboost de 227 kW (309 cv) junta-se ao 5.0 V8 de 313 kW (426 cv). Com tracção traseira e transmissões de seis relações (manual ou automática) as versões Mustang partilham a largura (1.916 mm) e o comprimento a aproximar-se dos cinco metros (4.784 mm) enquanto na altura, o Cabrio tem mais 13 mm face ao Coupé (1.381 mm).

A primeira escolha de Bill

De acordo com as palavras do bisneto do fundador da Ford: – para ser políticamente correcto, deveria dizer que todos os Ford são os meus modelos favoritos. No entanto, o Mustang é o modelo de eleição, sublinhou Bill Ford.
Mais à frente chegou a justificação, comprovando que não há amor como o primeiro! Em 1975, um Mustang usado foi a primeira escolha de Bill Ford em matéria de automóveis e desde então tem tido sempre um… mesmo durante o tempo em que a Ford comercializou o Probe.
Se recuarmos no tempo, o primeiro Mustang de Bill Ford terá sido um da segunda geração, já que em 1978 e com um preço de 1.277 USD, era proposta a terceira geração do desportivo popular. No entanto, a terceira geração veria desaparecer o cavalo da grelha e outros traços icónicos. Foi preciso esperar pelos anos 90, para que a marca americana voltasse a colocar na grelha a silhueta do Mustang. Em 2005 e com uma nova plataforma, o traço de Sid Ramnarace, voltou a colocar os grupos ópticos redondos na frente do Mustang, retomando a estética dos anos 60.
Em 2015 e nos mercados europeus, já seremos capazes de avaliar se a chegada dos Mustang e seus cavalos, conseguirão ter o mesmo impacto que os cavalos Mustang tiveram no desenvolvimento dos americanos.