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A pensar nos europeus

Clicar para começar e parar a reprodução das imagensNuma gama já muito diversificada, passa a existir o Canter 4X4 que entre outras características, duplica os ângulos de ataque e saída face aos 4X2. O bloco é o 3.0 com todas as exigências europeias, sendo este um dos argumentos da expansão de um modelo, que nasce à beira do Tejo.
Nos 4X2 apreciámos o diâmetro de viragem e apanhámos maçãs.

Se há situações em que a imagem exterior não transmite as características e respectivos benefícios de um produto, o Canter é um desses casos. As razões são fáceis de explicar! A primeira é que o Canter é um veículo de trabalho e tanto os ligeiros como os pesados de mercadorias, são adquiridos por motivações racionais. A segunda é que nem sempre os compradores são os utilizadores. A terceira tem a ver com a essência do negócio. Mesmo aqueles para quem o transporte é o negócio principal, estão mais focalizados na entrega da mercadoria, do que nas características ou enquadramentos normativo do veículo.

Obrigações europeias

Quando começou a ser comercializado em 1963, o pequeno Mitsubishi foi identificado com a força e resistência de um cavalo: Canter. A segunda geração (1968) trouxe a generalização dos motores Diesel e cinco anos depois, foi apresentada a terceira geração, que cedo se tornou a referência portuguesa da marca dos três diamantes.
Em 1978 a designação passa a FE e aparecem as cabinas de maiores dimensões, mas foi preciso esperar até 1993, para comemorar os 30 anos do modelo e os Diesel de injecção directa. Em 2001 e com a sexta geração, uma nova imagem acompanhava as exigências europeias do Euro 3 e ABS. Em 2005 e com os Canter TD, a sétima geração permitiu mostrar novas cabinas, motores Euro 4 e os sistemas de conduta comum “common rail”. Em 2009 uma equipa dedicada, apresentou o Euro 5 com recurso à tecnologia Bluetec, que conhecemos dos Mercedes-Benz, cuja dona é a Daimler.

O Canter “made in Portugal”

A comercialização do primeiro Canter com transmissão automatizada (de duplo disco de embraiagem) aconteceu o ano passado e para além de ter reforçado a presença da marca entre nós, serviu para mostrar o empenho do Grupo na evolução da fábrica. Mediante 50% de integração europeia e 320 colaboradores, a unidade do Tramagal, monta 600 Canter por mês, destinados essencialmente ao mercado nacional, mas também aos europeus, onde os alemães querem aumentar as quotas, planificando para breve a comercialização em 34 países.
E para o conseguir, existe uma nova versão do Canter: a 4X4

Do 4X2 ao 4X4

Num breve contacto ao volante, utilizando para isso a mesma pista onde são testados os Unimog, tivemos um primeiro contacto com a 4X4 cuja ligação se pode fazer num botão colocado no painel. Isto significa que também pode ser utilizada em 4X2 e nesse caso, consegue-se beneficiar dos bons ângulos de ataque e saída, que duplicam as capacidades face aos modelos 4X2. No entanto, como em todos os 4X4, os cubos dianteiros têm de ser ligados e neste caso, manualmente. Ao volante, percebe-se o efeito do travão de escape, muito mais eficiente face ao anterior modelo.
Quando passámos ao volante das 4X2, aproveitaram a oportunidade para nos mostrarem a cabina estreita (1,70 m) e as potencialidades deste modelo. Para isso, montaram uma pequena gincana e para nos mostrarem o percurso, utilizaram primeiro um Smart. A Canter com cabina estreita e curta distância entre-eixos, concede uma excelente manobrabilidade e notáveis diâmetros de viragem. Depois de fazer o tradicional 8… ainda dava para apanhar a maça.

Gostámos Mais

  • Posição de condução
  • Eficiência travão de escape
  • Euro 5
  • Comportamento dinâmico 4X4
  • Transmissão automatizada

Gostámos Menos

  • Ligação manual cubos dianteiros
  • Espaços para arrumos