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No 2.0 TDCI existe uma nova potência de 185 cv, enquanto o PHEV concede melhores valores de carga útil para a mesma volumetria no L1H1

Comerciais a gasolina PHEV

Em torno das questões ambientais e exigências europeias para reduzir as emissões poluentes, a Ford apresentou três soluções com base no Transit Custom/Tourneo: o EcoBlue Diesel; o EcoBlue hybrid technology; e o “plug-in” hybrid technology. Com base no 2.0 litros Diesel, os dois primeiros abordam de forma diferente, a utilização das tecnologias, potências, transmissões, e respectivas configurações nos modelos/versões, com uma destas a chegar aos 185 cv. O “plug-in” traz uma nova discussão ao universo dos ligeiros de mercadorias e passageiros. Ao utilizar o 1.0 Ecoboost a gasolina, a Ford causou surpresa por diversas razões. Uma destas tem a ver com o facto de não termos encontrado os habituais dados referentes à potência e binário do motor a gasolina. A razão é evidente, porquanto os responsáveis da marca, assumem que o motor a gasolina é alternativo e tem como funções, a produção de energia eléctrica para alimentar os 92,9 kW (126 cv) do motor eléctrico que disponibiliza 355 Nm de binário. A transmissão ‘automática’ e a inexistência do pedal do lado esquerdo, divide os gostos, enquanto a abordagem à condução/utilização, de certa forma, permitem antecipar um futuro que aponta para a automação.

 

Comerciais a gasolina

Se recuarmos umas décadas no historial das vendas, 99,9% dos ‘comerciais’ contam com motores a gasóleo. Face a este panorama, a questão que se impõe tem a ver com o futuro das soluções a gasolina para os ‘comerciais’. Ao longo deste último ano, alguns utilizadores-piloto nas cidades de Valencia-Espanha e na “city” de London no ainda Reino Unido, registaram importantes reduções nas emissões poluentes, melhorias nos consumos de combustível, e o facto de não estarem sujeitos a restrições de circulação nos centros urbanos.

 

No entanto, como acontece em todas as medalhas, toda esta tecnologia tem um reverso: o valor de aquisição. No que diz respeito aos custos de utilização e face às soluções Diesel, acreditamos que este PHEV seja vantajoso, porquanto temos essa experiência tanto nos gasolina como nos eléctricos. Num breve contacto ao volante (97,5 km) percorremos 35,4 km sem consumir combustível. Os primeiros consumos revelaram 0,6 l/100 km de média, enquanto no final do trajecto, obtivémos 5,8 l/100 km à média de 42 km/h.

 

 

Gasolina ou eléctrico

Ao abrir o capot deparamos com 1.0 Ecoboost a ocupar a parte superior da ‘caixa’ onde se encontra a motorização. Por outras palavras, as primeiras impressões apontam para uma solução com motor térmico. No entanto, quem tiver a possibilidade de visualizar a motorização de outro ângulo, dará conta que ao nível da via dianteira, se encontra o motor eléctrico, alimentado por um gerador colocado na parte posterior do motor a gasolina, colocado longitudinalmente. Nas laterais (a laranja na foto) encontramos duas unidades. Uma para o gerador transformar a corrente contínua em corrente alterna, e outra para gerir o motor eléctrico. Sob o piso e com base na tecnologia de iões de lítio, encontram-se as baterias que podem ser carregadas através de ficha própria e mediante um sistema de 16 Amperes. Neste caso, o tempo estimado de carga serão 02:42. Para quem utilizar um sistema doméstico 220 Volts/10 Amperes, o tempo estimado para carregar as baterias serão 04:18.

 

Mais dispendiosa face ao TDCI a escolha PHEV concede melhor valor de carga útil e menores custos de manutenção

Solução com futuro

Num futuro próximo e como solução, é possível que venhamos a ter motores de combustão interna (gasolina, gasóleo, gás natural ou outros) a funcionar como unidades estáticas, destinadas apenas a fornecer energia eléctrica. Como unidades estáticas e sem alguns dos agregados mecânicos, será possível reduzir a amplitude de regime do motor térmico ou fazer com que estes trabalhem a regimes constantes, ganhando assim vantagem nas reduções de emissões poluentes, como apontam as exigências europeias. Quanto a preços e recorrendo à tabela alemã, o valor deste “plug-in” está 20.000 € acima da versão L1H1 a Diesel, perante a qual mantém a volumetria de 06 m³, e concede melhor valor de carga útil – 1.130 kg em vez dos 610-810 kg da L1 H1 2.0 TDCI.

 

No Transit e além das soluções híbridas para o 2.0 TDCI, o furgão é apresentado com melhor gestão do espaço e arrumos na cabina

Fordpass pro

Quando se fala em gestão de frota ou de veículos, a primeira imagem que aparece é a de uma sala com secretárias, mapas, computadores e respectivos operadores. Em alternativa e para quem precisa de gerir até cinco veículos, a Ford propõe uma aplicação que pode colocar no “smartphone”. Através deste é possível saber a localização de cada viatura, útil para a gestão dos trajectos e essencial em caso de assalto, furto ou roubo do veículo. Outra das funções permite trancar/destrancar o veículo de modo remoto, além de acesso a dados como nível de combustível, AdBlue, estado do filtro de partículas, pressão dos pneus, entre outros. A aplicação também permite efectuar o agendamento de acções de manutenção programada (revisões) ou reparações.

Comerciais a gasolina PHEV