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No exterior existem 31 conjugações possíveis

A renovação do C4 Cactus tornou o automóvel mais discreto e porventura mais consensual face ao anterior modelo. Com diversas escolhas de motorizações, entre gasolina e gasóleo com transmissões manuais ou automáticas, o C4 Cactus tem uma panóplia de soluções, cujos preços oscilam entre os 19 e os 28.000 €. No entanto, existem três versões “feel business” balizadas entre os 20 e os 23.000 € cuja orientação empresarial, torna o automóvel francês mais apelativo. E mesmo na versão “Shine”, com que efectuámos um breve contacto ao volante, o pvp está no limiar do tecto fiscal imposto (25.000 €).

 

preço-base

isv

iva

despesas

pvp

iuc

17.653,87

2.427,43

4.619,99

24.706,89*

145,05

* inclui ecovalor +ecolub

 

Com um comprimento total abaixo dos quatro metros e meio (4.170 mm) e menos de metro e meio de altura (1.480 mm) o C4 Cactus é apresentado com ⅓ da superfície coberta de vidro. Com boa acessibilidade ao interior, tanto aos lugares dianteiros como nos traseiros, o habitáculo concede melhores cotas nos da frente, enquanto as primeiras impressões relativas ao conforto são boas, ainda que alguns revestimentos, nos tenham deixado a impressão de serem pouco agradáveis ao toque. Na traseira, a bagageira concede 358 litros expansíveis a 1.170 litros, mediante rebatimento dos assentos traseiros.

 

 

O regresso do conforto hidráulico

O novo C5 Aircross apresentado em Paris e o renovado C4 Cactus, partilham a tecnologia designada como “Butées Hydrauliques Progressives” que, na mais linear das traduções, podemos considerar como ‘Batentes Hidráulicos Progressivos’. Nos sistemas convencionais, que a marca francesa ainda usa noutros modelos, o conjunto mola+amortecedor tem no topo superior, um batente elástico, destinado a receber os impactos mais violentos, que obrigam as suspensões a irem ao limite do curso. Como qualquer elemento elástico e depois de comprimido, este expande retomando a forma inicial. No caso das suspensões do C4 Cactus, este efeito de batente-limitador, está entregue a um ‘amortecedor’ dentro do amortecedor que suaviza os movimentos, tanto de compressão como de expansão. O resultado é traduzido no comportamento dinâmico e na estabilidade direccional, ou não fosse este sistema de ‘batentes’ derivado dos que utilizam os Citroën utilizados no WRC.

 

Num breve contacto ao volante e conforme já referimos, é fácil entrar no C4 Cactus e encontrar uma boa posição de condução. Os ângulos de visibilidade são agradáveis e consoante versão, encontramos 12 ajudas à condução. Ao colocar o motor em funcionamento, demos conta de uma boa insonorização e de uma boa filtragem das vibrações ou irregularidades do piso, em parte devido às suspensões, conforme explicado anteriormente.

Quanto à motorização e sem atingir a genica de outras versões, esta revelou-se eficaz para quem vai utilizar este automóvel sem grandes preocupações no capítulo das “performances”. No entanto, para quem se preocupe com outros números, aqui ficam algusn interessantes. Num breve contacto ao volante, efectuámos um consumo de 5,4 l/100 km a 37,0 km/h de média horária, conseguidos no habitual traçado misto (AE+EN+Urbano). Outro pormenor que apreciámos foi a facilidade de condução, na qual só destoa a eficácia e precisão do selector da transmissão manual, que nos deixou as melhores impressões no tocante ao engrenamento e relações escolhidas.

Gostámos –Gostámos +
– Alguns revestimentos no habitáculo

– Precisão do selector de transmissão

– Comportamento dinâmico

– Conforto de rolamento

– Economia de combustível/autonomia

– Equipamento série e segurança activa

– Ergonomia e habitabilidade

 

Características técnicas

Citroën C4 Cactus Blue Hdi 100 Shine
motor4 cil, 1.499 cc, turbo D Euro 6 D
potência kW(cv)/rpm75,0 (100,0)/3.750
binário Nm (kgm)/rpm250,0 (24,5)/1.750
transmissãoDianteira, manual de seis relações
jantes – pneus17” – 205/50 R 17