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O sucesso das “pick-up” no mercado americano, levou os japoneses da Mitsubishi a elaborar um modelo com designação latina. Assim nasceu a Forte em Setembro de 1978. Com alguns elementos e inspirações estéticas no automóvel de passageiros Galant, a Forte podia ter vários motores entre os gasolina 1.6, 2.0 ou 2.6 e em alterantiva o Diesel 2.3 litros. Na altura e na via dianteira, a marca japonesa já propunha discos de travão e suspensões independentes com braços triângulados, enquanto a experiência nos jipes tornava disponível a transmissão às quatro rodas, através de uma caixa de transferência accionada por corrente.

Comercializada em 1986 a segunda geração ultrapassou o milhão de unidades

Em meados da década de 80 e com profundas alterações, a Mitsubishi colocou no mercado a segunda geração da L200 e deu início ao logo “Strada”. Nas silhuetas e além das cabinas simples, passaram a existir as “Club Cab” e “Double Cab” com escolhas de 4×2 e 4×4. Consoante os mercados, os motores erama gasolina com 2.0 e 2.6 litros, enquanto o Diesel era apresentado com 2.5 litros. A cabina dupla “Strada” passou a ter várias designações. Entre nós foi a L 200 Strada, mas no mercado americano foi designada como Dodge RAM 50 ou Mighty Max, enquanto na Austrália era a Triton. A segunda geração teve muito mais sucesso, com a produção a ultrapassar o milhão de unidades (1.146.000) produzidas no Japão e Tailândia.

A terceira geração começou a ser produzida na Tailândia em 1995, reflectindo as profundas alterações estruturais e estéticas em particular na cabina, na qual o conforto e o requinte se aproximavam do encontrado nos automóveis de passageiros. Nas motorizações o Diesel ganhava expressão e o 2.5 pasava a contar com sobrealimentação (turbo+intercooler). A evolução tecnológica estendeu-se à motricidade através do “Easy Select 4WD” que permitia o engrenamento 4×4 em movimento, bem como a passagem a 4×2. Um diferencial auto-blocante (LSD) e o anti-bloqueio de travões ABS figuravam neste modelo que também ultrapassou o milhão de unidades produzidas (1.046.000). A comercialização estendeu-se ao Médio Oriente e África.

Nas 4×4 e além dos sistemas Easy Select apareceram os Super Select

Volvidos 10 anos e novamente com profundas alterações face ao modelo anterior, apareceu a 4ª geração da L 200 que começou a ser comercializada na Tailândia e dali chegou a 150 países. Desenvolvida sob três vectores a “pick-up” da Mitsubishi destacava-se pelas performances, qualidade dos materiais empregues e apuro na finalização e por fim mas não menos importante, uma ampla variedade de configurações finais, para assim chegar a uma maior diversidade de clientes. Na mecânica, a existência do sistema de conduta comum “common rail” a injecção directa, a redução de ruído e emissões poluentes, ajudavam a criar uma nova imagem da “pick-up”, cujos sucessos desportivos no Dakar se traduziam em versões como a “Strakar”. Com os novos Diesel de 2.5 e 3.2 litros e uma estratégia de globalização bem definida, esta geração da L 200 bateu todos os recordes até ali atingidos, através da produção de 1.423.000 veículos.

Em 2014 e com a 5ª geração, a marca dos três diamantes continuou a propor três cabinas: a “Single Cab”, a “Double Cab” e a “Club Cab” de quatro portas. Aos motores de 2.5 litros Diesel e 2.4 litros a gasolina, juntou-se o novo 2.4 MIVEC apresentado como um Diesel ‘limpo’ mediante redução dos consumos de combustível e emissões poluentes. Além destas características e pela primeira vez, existe a escolha da transmissão automática de cinco relações. Ainda ao nível das transmissões, continuam a existir os “Easy Select 4WD” e o “Super Select 4WD -II” com maior integração e controlo electrónico.  Com a mesma altura ao solo da 4WD foi criada uma configuração de duas rodas motrizes designada como “High Rider”.