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A segurança activa e o conforto de rolamento foram alguns dos pontos em que a Mazda fez evoluir os CX-3 agora apresentados com nvos detalhes estéticos

A renovação dos CX-3 da Mazda 

Quando vistos do exterior, os renovados CX-3 são apresentados com alguns detalhes estéticos que os diferenciam face ao anterior modelo. Em termos de “design” exterior, os melhoramentos incluem grelha redesenhada, adopção de “led” nas ópticas traseiras, novas jantes de liga leve de alumínio e, em estreia absoluta na gama CX-3 de 2019, a cor Soul Red Crystal, exclusiva da Mazda. Todavia, é no interior que se revelam as mudanças mais significativas, tanto no aspecto visual, como ao nível das percepções, em especial as percebidas por quem se sentar ao volante. No habitáculo, os materiais traduzem a melhor qualidade dos materiais e o apuro na finalização, algo que depois de termos visto o novo Mazda 3, entendemos como tendência a seguir pela marca japonesa. A consola central foi redesenhada e concede melhor gestão de espaço para arrumações, o travão de estacionamento passou a ser eléctrico, mas o mais importante reside nos ganhos relativos à segurança activa. Para isso contribuem o “advanced smart city brake support” com a possibilidade de detectar peões à noite. Além desta função, o sistema detecta veículos a velocidades entre 04 e 80 km/h e peões entre 10 e 80 km/h. Outro sistema é o “Mazda radar cruise control” que serve de suporte ao acelerador automático adptativo, e o retrovisor com função anti-encandeamento.

Em Portugal a gama Mazda CX-3 2019 compõe-se dos habituais níveis de equipamento Evolve e Excellence, com características e conteúdos distintos, onde novidade é a edição especial Advance. Dependendo das versões, o modelo pode ver-se complementado por um sistema de tracção integral –iAWD e caixa automática skyactiv-drive, em conjunto ou separadamente. Sem despesas administrativas e em cores sólidas, os preços do Mazda CX-3 2019 iniciam-se nos 27.032 € para as variantes com motor skyactiv-D 1.8 e nos 29.358 € para as unidades equipadas com o bloco skyactiv-G 2.0 litros.

 

Gasolina ou gasóleo

As motorizações e equipamentos concedem uma ampla e versátil escolha da versão mais adequada

Com transmissões manuais ou automáticas e tracção dianteira, a Mazda disponibiliza as motorizações a gasolina, enquanto no gasóleo, a escolha inclui a transmissão integral, sempre com a escolha entre as manuais ou automáticas de seis relações. Depois de analisadas as características técnicas e as evoluções destes motores, um breve contacto ao volante revelou curiosos resultados. No Diesel AWD obtivémos 7,7 litros/100 km enquanto no gasolina de tracção dianteira, obtivémos 7,2 litros/100 km. Em ambos os casos, circulámos em circuito urbano e estradas nacionais. Ao volante, são perceptíveis as melhorias no comportamento dinãmico, em automóveis que estão mais silenciosos e mais confortáveis. Uma nova afinação das suspensões (taragem mola+amortecedor), pneus de nova geração e o uso de uretano nos assentos dianteiros, a par de alterações nos motores, contribuem para uma condução agradável e equilibrada, sendo esta última conseguida mediante interacção do “g-vectoring”. Associado à gestão do motor e sistema de travões, o sistema diminui a tendência de rolamento lateral da carroçaria, ou seja contribui para a melhor estabilidade direccional, concedida através dos renovados CX-3. No entanto e face ao exposto, qual a versão a escolher?

 

Ao volante os CX-3 concedem bons níveis de conforto e dinâmica nos 115 ou 121 cv

Em nossa opinião, a primeira escolha tem a ver com o gosto pela condução. O 2.0 litros a gasolina concede melhores acelerações e uma faixa de utilização mais ampla em termos de rotações, enquanto o 1.8 litros a gasóleo, permite melhores reprises e é um pouco mais ruidoso face ao gasolina. No que diz respeito às transmissões, ambas nos pareceram bem escalonadas, concedendo agradável grau de utilização, com destaque para a automática com a possibilidade de efectuar pré-selecção sequencial. Por outras palavras e respeitando a sequência natural da transmissão (em vez do tradicional ‘H’) podemos explorar os regimes ou ir em busca de menos rotações e mais economia. Caso existam grandes ambições em circular por estradões, neve, fora-de-estrada, ou efectuar esforços de tracção como os exigidos por atrelados ou caravanas, a escolha integral (AWD) permite enfrentar todas estas situações com tranquilidade. Para quem não tenha estas exigências, a tracção dianteira é mais do que suficiente. Quanto aos equipamentos como a navegação, sensores de estacionamento, estofos em couro, entre outros, a marca japonesa propõe cinco conjuntos de equipamentos entre os 400 € da navegação, aos 2.100 € a que correspondem assentos em couro com memória do banco condutor e aquecimento dos bancos dianteiros e áudio Bose.

Gostámos –Gostámos +
– acessibilidade e habitabilidade posterior– Comportamento dinâmico

– Conforto de rolamento

– Suavidade e eficiência da AWD

– Equipamento de série e segurança activa

– Versatilidade na escolha modelos/versões

Características técnicas

Mazda CX-3

motores

Skyactiv- G, 4 cil, 1998 cc, ID, SCR

Skyactiv -D, 4 cil, 1.759 cc, ID, TGV, SCR+DPF

potência kW(cv)/rpm

89,0 (121,0)/6.000

85,0 (115,0)/4.000

binário Nm (kgm)/rpm

206/2.800

270/1.600~2.600

transmissão

dianteira, M6 ou A6

dianteira ou AWD M6 ou A6

jantes – pneus

18” – 215/50 R 18

18” – 215/50 R 18

A renovação dos CX-3 da Mazda