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A renovação do Outlander PHEV incidiu em alguns detalhes estéticos no exterior e interior, mas as mais significativas visam a eficácia e versatilidade do sistema híbrido

A renovação do Mitsubishi Outlander PHEV

Apesar de pouco divulgadas na marca e nos mercados, as motorizações híbridas e eléctricas, têm um historial vasto. Nos anos 90 e perante o cepticismo da administração, um departamento de engenharia desenvolveu a Canter eléctrica e deu os primeiros passos para a versão híbrida. No caso do Outlander e beneficiando do histórico nestas tecnologias, a segunda geração é apresentada com algumas alterações estéticas e diferenças na motorização. A capacidade da bateria foi aumentada em 15% permitindo aumentar a velocidade máxima para 135 km/h em modo EV. O novo motor a gasolina 2.4 com ciclo Atkinson (variação nas válvulas) concede melhores binário e potência, sendo mais silencioso e eficaz face ao anterior 2.0 litros. Ao nível do painel de instrumentos é agora possível saber o estado de regeneração da bateria, enquanto em alguns dos comandos, alguns continuam a estar colocados em zonas de difícil acesso e pouco ergonómicos.

No que diz respeito às opções de carga, o construtor preconiza 03:00 horas com a ficha específica (AC 230 V 16 A) e 05:30 horas com ficha convencional (AC 230 V 10 A/monofásica). Em termos de autonomia e mediante medição NEDC, o construtor adianta 54 quilómetros, para este classe 1.

preço-base

isv

iva

despesas

pvp

iuc

34.879,63

1.530,70

8.374,38

44.784,71

204,218

 

Na condução existem várias escolhas entre a performance sport e a eficácia ambiental da escolha eco

Com bons acessos e cotas de habitabilidade, este Outlander com mais de quatro metros e meio (4.695 mm) concede espaço para cinco adultos, enquanto na bagageira a volumetria chega aos 719 litros. Num automóvel com três modos de condução (eléctrico, híbrido em série, híbrido em paralelo) a condução é centrada nas escolhas  das cinco formas de explorar a motorização (sport, eco, normal, snow, lock) todas com intervenção de quem conduz. Através de botões colocados na consola central, é possível seleccionar cada função e benefícios. Num breve contacto ao volante, as que mais utilizámos foram as “sport” e “eco” por razões evidentes. Por um lado tínhamos curiosidade em perceber a razão de uma tecla “sport” neste SUV de 1.880 kg. Por outro lado, havia a curiosidade da nossa parte, em perceber o sucesso comercial deste Mitsubishi, e até que ponto um 2.4 a gasolina poderia conceder economia.

 

Depois de uns quilómetros aos comandos, ficámos surpreendidos em ambas as situações. As reprises e as acelerações são notáveis em modo “sport” enquanto nos restantes modos, um “kickdown” no pedal do acelerador, concede interessantes performances. Do lado da economia – a essência objectiva deste automóvel – um primeiro trajecto e com 23 km de autonomia no painel, permitiu chegar aos 28 km em modo eléctrico. Em termos de regeneração de energia e recarregamento das baterias através do motor a gasolina, esta é pouco significativa quando a circular em plano e a 90 km/h. A descer e num trajecto de cinco quilómetros com 5% de pendente média, foi possível recuperar três quilómetros de autonomia eléctrica. Depois de totalmente carregadas, as baterias permitiram um trajecto (Urbano+AE+EN) que chegou aos 49 km, face aos 54 apresentados pelo construtor. No tocante a consumos de combustível, estes estiveram balizados entre os 10,2 e os 5,7 litros/100 km.

 

Na versão que conduzimos, destacamos os apoios à condução, a segurança activa e a visualização 360º

Como a generalidade dos híbridos, este Outlander PHEV concede uma condução diferente, com desaceleração e travagem, a contribuir para regenerar energia. Além disso, o funcionamento do motor a gasolina, também contribui para carregar as baterias com garantida por oito anos ou 160.000 quilómetros.

Em termos de conforto de rolamento, é perceptível a firmeza das suspensões e o pouco apoio lateral dos assentos, em especial nos pisos mais degradados. No que diz respeito à dinâmica da condução, apreciámos a eficácia do conjunto suspensões/travões e o bom desempenho da direcção. Nos apoios à condução e segurança activa, conduzimos uma versão bem equipada, com acelerador adaptativo automático, visualização da marcha-atrás e 360º, ambos muito úteis, em especial na circulação urbana.

Gostámos –Gostámos +
– firmeza das suspensões em pisos degradados– Eficácia e versatilidade do sistema híbrido

– Comportamento dinâmico

– Equipamentos e segurança activa

– Habitabilidade e modularidade

– Conforto de rolamento

Características técnicas

Mitsubishi Outlander PHEV

motor

4 cil-16V, 2.360 cc, DOHC, MIVEC

potência kW(cv)/rpm

99,0 (135,0)/4.500+ 60 kW frente+90 kW atrás

binário Nm (kgm)/rpm

211,0 (21,5)/4.500+137 Nm frente+195 atrás

transmissão

automatizada dianteira a gasolina+eléctrico e eléctrico traseira

jantes – pneus

18” – 225/55 R 18

A renovação do Mitsubishi Outlander PHEV