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Um visor de 5″ serve de apoio aos vários sistemas do Ducato

A nova abordagem ao Ducato

Num negócio que evoca várias moedas antigas como dobrões, ducados, florins e talentos, a Fiat Professional, mostrou a nova abordagem aos furgões de passageiros e mercadorias. Com base num Ducato com poucas alterações estruturais e estéticas, os italianos propõem novas motorizações Euro 6D-Temp, sistemas destinados ao apoio à condução e segurança activa, conectividade mais intuitiva, e versão eléctrica com a possibilidade de chegar a todas as configurações. O gás natural perdura na gama de modelos/versões, e a chegada da transmissão auto de nove relações, é um dos agregados mecânicos que contribui para a nova abordagem, em especial no transporte de passageiros.

 

Nas dimensões e carroçarias em termos estruturais, os Ducato continuam a ser apresentados com as características que os têm definido. Os compartimentos de carga e as linhas direitas, concedem boas relações entre as cotas exteriores e interiores, enquanto as várias alturas de tectos e distâncias entre-eixos, permitem encontrar diversas volumetrias, nestes furgões de tracção dianteira. O gasóleo continua a imperar e alimentar os blocos 2.3 (2.287 cc) para 120, 140 e 160 cv, sendo novidade na motorização, a transmissão automática de nove relações, construída com base ZF.

Nos interiores, um visor táctil de 5” permite aceder à navegação, áudio e “uconnect”, complementados por portas usb e comandos “bluetooth” no volante. No capítulo da segurança e sistemas de apoio à condução, destacam-se os “airbag” para quem conduz e passageiros, controlo de estabilidade ESP, acelerador automático com limitador de velocidade, travagem de emergência autónoma, aviso de saída de faixa de rodagem, entre outros.

 

Ao mesmo tempo que mostraram as renovações nos Ducato, a equipa da Fiat Professional, desvendou o eléctrico que estará disponível no próximo ano. Disponível para todas as configurações entre os 10 a 17 m³ e com valores de carga útil próximos das versões Diesel, os Ducato eléctricos são apresentados com autonomias entre os 220 a 360 quilómetros (ciclo NEDC), e potência de 90 kW (122,4 cv) com um binário máximo de 280 Nm, ou seja um valor mais baixo do que os 320 Nm do 120 cv a Diesel.

Dos breves contactos ao volante, destacamos a suavidade e bom escalonamento da transmissão automática de nove relações, além das boas cotas de habitabilidade e acessos conseguidos na versão de passageiros, que conta com muito espaço para bagagens. Com ligeiras diferenças nas acelerações e reprises e sem atingir o brilhantismo de algumas versões Diesel, o Ducato a gás natural tem sido uma alternativa interessante, apesar das limitações que alguns mercados apresentam, incluíndo o nacional, onde muita gente acha este combustível alternativo mas ninguém consegue explicar por que não se encontra mais difundido. Por fim mas não menos importante, a transmissão manual de seis relações e a potência de 140 cv, deixou-nos a melhor das impressões, quando conduzimos o L2H2 de 11,5 m³ parcialmente carregado com 600 kg. É um facto que ao comparar com outras soluções existentes no mercado, ao Ducato ainda faltam alguns elementos. No entanto, vamos ter de esperar pelo último trimestre e analisar as tabelas de preços/equipamentos, para chegar a uma conclusão. E quanto ao eléctrico, só para o ano.

A nova abordagem ao Ducato