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No modelo de negócio do 500, a marca italiana volta a apostar na personalização, com particular destaque para as escolhas nos interiores , diversidade de sistemas e funcionalidades

A evolução da memória no 500 C

Na altura em que o 500 foi colocado no mercado, estabeleceu novos padrões entre os citadinos e nos lucros da marca. No entanto, o sucesso foi de curta duração, porquanto a Fabbrica Italiana Automobili Torino, quando lançou o “cinquecento” já tinha quase pronto, aquele que se pode designar como o primeiro modelo global da marca italiana: O Fiat 600. De maiores dimensões face ao 500, e de consumos mais moderados face aos concorrentes, o 600 cedo se impôs mediante diversas declinações nas carroçarias. Volvidas seis décadas, é curioso verificar que a marca italiana voltou ao modelo de negócio dos anos 60 e, em nossa opinião, fez evoluir o modelo “rétro” da forma mais genuína, ao reproduzir o estilo, consolidar a imagem e diversificar as soluções.

 

Em termos de estilo tanto a silhueta como os perfis são dos que mais se aproximam do original. No tocante à imagem consolidada, os três milhões de unidades vendidas, a liderança nos citadinos e o modelo mais vendido no Grupo FCA, comprovam as vantagens de ter diversas soluções. As configurações SUV com o ‘X’ e carrinha com o ‘L’ , as performances do Abarth e os requintes do Gucci, entre outras, são alguns dos produtos que têm saído do Centro Stile Fiat do qual também saiu o “Collezione”.

Com pouco mais de três metros e meio de comprimento (3.571 mm) e menos de metro e meio de altura (1.488 mm), o 500 é apresentado com uma grelha de preços abaixo dos 25.000 €, sendo o “Collezione” um automóvel pequeno e simples em muitos outros aspectos. O diâmetro de viragem entre-passeios está muito abaixo dos 10 metros (9,3 m) enquanto a bagageira concede 185 litros com cotas de acesso algo condicionadas pela forma do automóvel.

preço-base

isv

iva

despesas

pvp

iuc

15.311,00

700,00

3.684,00

1.000,00

21.038,00

137,30

* inclui 4,2 € SIPU, 2.000 € campanha, e 2.202 € opcionais

Mediante o Uconnect e com o suporte de um visor de 7″ táctil é possível usufruir dos sistemas Bluetooth, Apple carplay, Android auto, áudio e uconnect link

No interior do duas portas, o acesso é bom aos lugares dianteiros, e mais exigente para quem se queira sentar nos lugares traseiros, cujo espaço para as pernas se encontra limitado. Os vários ajustes concedem uma agradável posição de condução e um painel de instrumentos simples, permite fácil leitura. No capítulo da visibilidade, esta é boa para a frente e laterais, mas algo condicionada para a traseira ou lateral/traseira, devido à forma e dimensão do largo pilar ‘C’. Ao abrir a capota na totalidade, o óculo traseiro deixa de cumprir as funções, ficando a ‘traseira’ entregue aos retrovisores e sensores de estacionamento. Em posição central o visor táctil de 7” de suporte ao “Uconnect”, os comandos dos elevadores eléctricos dos vidros, e o botão que transforma a sensibilidade da direcção, muito útil para circulação urbana ou citadina.

 

Sem a rapidez de processamento que encontramos noutros modelos do grupo italiano, a Dualogic concede suavidade no manuseamento e conforto na condução, mais orientada para a economia e conforto de utilização

Sob o capot da carroçaria pintada a dois tons, o 1.2 vem acoplado à transmissão “dualogic” que concede duas utilizações sem pedal de embraiagem: uma manual e outra automatizada. Num automóvel que não chega aos 70 cv e está perto da tonelada, as acelerações e reprises estão por isso condicionadas. No entanto, quer no manual como no automático, é possível usufruir da suavidade de funcionamento desta transmissão, em nossa opinião bem escalonada. É um facto que para usufruir da suavidade, esta transmissão exige alguma habituação, porquanto o processamento das passagens de ‘caixa’ é mais lento face ao que estamos habituados noutras transmissões automatizadas, como as do Alfa Romeo Stelvio ou Giulia. No modo manual, este permite passar +/- nas cinco relações e procurar a economia de combustível ou um pouco mais de potência e aceleração. No modo ‘automático’ é preciso dar algum tempo ao “start/stop” para que o motor esteja em movimento e pronto a acelerar, sendo possível o “quickdown” ou seja carregar no acelerador a fundo para ir buscar a relação abaixo, ganhar rotação e um pouco mais de reprise. Num breve contacto ao volante em percurso misto (EN+Urbano) obtivémos um consumo médio de 6,7 litros/100 km, à média de 29 km/h.

Gostámos –Gostámos +
– acesso e volumetria da bagageira

– visibilidade posterior

– Facilidade de condução “dualdrive”

– Versatilidade de utilização

– Transmissão “dualogic”

– Conforto de rolamento

– Comportamento dinâmico/segurança activa

Características técnicas

Fiat 500 C Collezione 1.2
motor4 cil-8V, 1.242, Euro 6D
potência kW(cv)/rpm51,0 (69,0)/5.500
binário Nm (kgm)/rpm102,0 (10,0)/3.000
transmissãodianteira, dualogic automatizada
jantes – pneus16 – 195/45 R 16

A evolução da memória no 500 C