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Rapidez e suavidade

138475_Swedish_icons_Volvo_Cars_Zlatan_Ibrahimovi_and_Max_Martin_celebrate_SwedenSe há coisas que resistem ao tempo e sem passar de moda, uma destas é a XC 70 da Volvo. Do lado da estética, tem recebido alterações pouco significativas, mas suficientes para garantirem a modernidade. Por outro lado, as evoluções mais relevantes e profundas não se encontram à vista. É o caso dos sistemas de segurança activa ou dos que contribuem para a condução defensiva. Todavia, o mais importante elemento desta renovação, é o novo motor de 181 cv. Tem menos um cilindro que os referenciais blocos de 2.0 e 2.4 litros e por isso concede outras características. E se por um lado se perdeu o felino ronronar dos cinco cilindros, o que se ganhou, justifica plenamente a opção.


Modularidade e equipamentos

Volvo XC70 Black Edition

Com uma silhueta que tem resistido aos anos, o interior da XC tem vindo a ser actualizado nos equipamentos de segurança

Com uma bagageira que pode ir dos 575 aos 1.600 litros de volumetria, a possibilidade de transformar – com simplicidade – dois dos assentos traseiros em cadeiras de criança, e o facto de conceder um bom nível de conforto e habitabilidade, o interior da XC 70 é, em nossa opinião, mais cativante que a carroçaria, cuja silhueta dos finais dos anos 90, vai resistindo aos consensos da moda. A este respeito e como é evidente, temos que considerar as alterações estéticas desta carrinha, mas é preciso voltar ao interior, para enaltecer mais alguns elementos que achamos merecedores de destaque. É caso do sistema de detecção de peões e ciclistas, ou o “city safety” que minimiza e nalguns casos obvia o embate com a viatura da frente. O Sensus Connect Touch é outro dos sistemas que nos cativou a atenção, não só pelas funcionalidades, mas também pela facilidade com que se estabelece a conexão entre a viatura e essas mesmas funcionalidades.

O novo tetra D4

Volvo XC70

A racionalização das motorizações trouxe à XC 70 um dos argumentos mais esperados: o novo D4

Com este novo bloco 2.0 os suecos optaram por conjugar soluções. Por isso mantiveram o sistema de conduta comum (“common rail”), agora com a possibilidade de fazer até 2.500 bar de pressão de injecção, com injectores-bomba que analisam – cilindro a cilindro – as melhores condições de combustão. A sobrealimentação bi-turbo e a adopção de novos materiais, melhora consideravelmente a potência específica deste Diesel, que também se evidencia por ser menos poluente, chegando a existir uma versão de 99 g/km de CO².
Pensado para cumprir (mediante pós-tratamento de gases de escape) com as exigentes normas Euro 6 , o i-ART – Intelligent Accuracy Refinement Technology, que podemos interpretar como inteligente, precisa e refinada tecnologia, é um dos dois motores destinados a substituir oito escolhas até aqui existentes. No entanto, na XC 70 que conduzimos, existe um outro agregado mecânico que não deixa os créditos por mãos alheias: a nova transmissão automática de oito relações.

Seis escolhas ao volante

Volvo XC70

O novo bloco D4 concede melhorias significativas nos consumos de combustível e suavidade de funcionamento

A XC 70 que conduzimos estava equipada com transmissão automática, que concede quatro modos para conduzir o novo motor D4. Um destes consiste na condução em modo totalmente automático, enquanto o outro permite a condução em modo de selecção manual (+ ou -) transformando o pequeno selector num “joystick”. A terceira escolha consiste na utilização das patilhas ao volante (+ ou -) e as restantes três, levam-nos a utilizar os três modos de gestão do motor. Um mais orientado para a economia de combustível, outro intermédio, e um terceiro mais orientado para as prestações do motor, ou seja para explorar ao máximo, os 400 Nm ou 181 cv.
No entanto e como atrás referimos, a nova transmissão automática de oito relações, torna notável o comportamento dinâmico desta carrinha. A suavidade da resposta nas acelerações e reprises, a rapidez de resposta face às solicitações do acelerador, o bom escalonamento da transmissão e relação final, tornam entusiasmante a condução. Outro dos aspectos que nos agradou tem a ver com os consumos conseguidos. Num breve contacto ao volante e à média de 52 km/h conseguimos chegar aos 7,2 litros aos 100 km.
Em alternativa à transmissão automática, e para quem goste do comando manual ou pretenda reduzir os gastos de aquisição, existe a possibilidade de escolher a transmissão manual de seis relações.

Gostámos Mais

  • Comportamento dinâmico
  • Suavidade da transmissão auto
  • Acelerações e reprises
  • Conforto de rolamento
  • Espaço e habitabilidade

Gostámos Menos

  • Patilhas no volante