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Sinfonia com três andamentos

Clicar para começar e parar a reprodução das imagensComo numa sinfonia, esta proposta tem vários andamentos. Um mais tranquilo e a contribuir para pureza das emissões poluentes: “Pure”. Um outro que torna esta V 60 Hybrid num veículo de tracção integral: “Hybrid”. Um terceiro andamento, para os que preferem explorar a potência do Diesel: “Power”.
A V 60 Plug-In Hybrid consiste num três em um, sendo muito fácil passar a cada um destes andamentos, através de botões colocados na consola central. No painel de instrumentos, e além das diversas informações da viagem e do automóvel, também é possível encontrar o modo Eco, em especial para os que são menos sensíveis ao ronronar do bloco. Nestes andamentos, esta V 60 pode ser um tracção à frente, ter propulsão traseira, ou ser um daqueles automóveis com tracção integral sem ser um 4×4.
No que diz respeito ao preço final, este rondará os 63 ou 65.000 euros, numa carrinha Summum ou R Design, ou seja com níveis de equipamento superiores. A boa notícia, está no OE para 2015.


Enquadrado na ecologia

Com o início do ano e depois do festim, já se tornou habitual uma catadupa de más notícias, em particular no sector automóvel – que continua a contribuir com mais de 25% dos valores sacados em taxas e impostos. Como se tal não bastasse, o tal OE também inclui o aumento do ISP (20 €/1.000 litros) e desta vez nem o gás escapou. É reintroduzido o incentivo fiscal ao abate de veículos em fim de vida, traduzido na redução do ISV até à sua concorrência, quando aplicável, na atribuição de um subsídio que pode variar entre € 1.000 e € 4.500 consoante a característica do veículo novo adquirido, sendo dada primazia aos veículos eléctricos, ou na atribuição de “vales de transporte público colectivos no montante de € 2.000. Nas viaturas eléctricas ou com motores híbridos e “plug-in”, o IVA poderá ser deduzido.
Do lado da Volvo o ano começou com significativas motivações, tanto no apuramento das vendas, como na evolução positiva que se verifica há 18 meses. Com a Nova Europa (ou se preferirem o ex-Leste) e a China a serem os ‘motores’ da conquista de mercado, as vendas chegaram às 465.866 unidades.

Atestar ou carregar

Para além da diferença de peso (+250 kg) face à V 60 Diesel, esta versão híbrida conta com uma redução da volumetria na bagageira, devido à colocação das baterias de Lítio – tecnologia semelhante à dos telemóveis. Basta imaginar o espaço necessário para arrumar 100 baterias de telemóvel e o sistema de arrefecimento das baterias, com este último a garantir maior eficácia no funcionamento das baterias. No que diz respeito ao carregamento, este é feito através de cabo específico, que fica ligado ao automóvel enquanto carrega e para o retirar, só com recurso à chave de ignição. Na outra extremidade, liga-se a uma ficha convencional (220 V + terra) estando no cabo os reguladores de tensão e de temperatura. Quanto ao tempo de carga, este é proporcional à amperagem escolhida, podendo ir de sete horas e meia a 6A a pouco mais de quatro horas a 10 Amperes. No tocante a custos, estimamos que este ‘atestar’ se situe entre os 0,85 a 1,50 €.
Na condução, em função do acidentado do percurso e das funcionalidades que estivermos a utilizar, o consumo eléctrico deste Plug-In Hybrid de 50 kW, concede uma autonomia a rondar os 50 quilómetros com emissões zero, se pensarmos em emissões provenientes do escape. Deste, também podem sair gases de escape provenientes do Diesel de 158 kW (215 cv) acoplados à transmissão de seis relações.
Para a gestão das potências nesta V 60 tudo está entregue à electrónica, mas é no pé de quem conduz, que reside a opção final. Antes disso e como pré-selecção, pode-se programar esta versão para: pure; hybrid; power.

Consumos em sintonia

Este é mais um dos casos em que para além de falarmos de preço, precisamos de avaliar outros itens como a manutenção programada (revisões) e os consumos de combustível. De acordo com os dados do construtor e na utilização mais branda, com o motor eléctrico a ajudar o Diesel, o consumo poderá chegar aos 1,8 litros/100 km. Numa primeira análise, a questão que se poderá colocar é a seguinte: de que forma um automóvel de pouco mais de quatro metro e meio (4.635 mm) e perto de duas toneladas de peso, poderá fazer este consumo?
Da nossa parte e sem preocupações de fazer consumos reduzidos, chegámos aos 2,8 litros/100 com uma média de velocidade de 31 km/h. Todavia, se por um lado temos peso, também temos inércia. E no tocante ao Diesel, os 2.400 cc chegam à potência máxima às 4.000 rpm, mas o binário máximo encontra-se logo às 1.500 rpm. Se a isto juntarmos o S&S e um motor eléctrico a ajudar… é provável que não se chegue a este número quase laboratorial.
Nos custos de manutenção, a parte eléctrica está isenta, enquanto a mecânica tem os mesmos custos da versão convencional.
Em percursos urbanos e com média de 47 km/h os consumos chegaram aos 6,9 l/100, enquanto em estrada e auto-estrada, o melhor valor foi de 6,8 l/100 à média de 80 km/h.
Este é uma daquelas situações em que ao adquirir um automóvel, podemos contar com três utilizações: uma mais silenciosa e económica, ideal para levar os miúdos à escola, enquanto mostramos o painel verde; uma outra mais despreocupada e já com o painel em cinza, enquanto se deixa o cônjuge no emprego; uma terceira para quando “a solo” exploramos o painel vermelho indicativo da performance. No fim do dia e depois do percurso inverso, não se esqueça de ligar a ficha, para garantir a sinfonia completa… com todos os andamentos.

Gostámos Mais

  • Versatilidade de andamentos
  • Custos controlados
  • Refinamento dos interiores
  • Comportamento dinâmico
  • Equipamento de série

Gostámos Menos

  • Acessibilidade e volume bagagens