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Alvimedica à conquista do Tio Sam

Abu Dhabi em movimentoAs equipas que saíram em 04 de Outubro, de Alicante-Espanha, disputam a 40ª edição da VOR. Além da presença dos turcos da Alvimedica, esta edição conta com outras novidades! Um casco mais curto, novas regras que impõem barcos iguais e a necessidade de partilhar experiências em vez de guardar segredos. A passagem por Lisboa está garantida, mas até lá ainda vamos dar mais notícias sobre esta espectacular regata.

 

Uma regata mundial

miss mundo escala mastro

Para além da presença feminina nesta 40ª edição da VOR a Miss Mundo 2014 escalou a um dos mastros de um 65

Enquanto a Miss Mundo sobe a um dos mastros do 65 da VOR, do lado das ambições, a Alvimedica aposta forte na juventude da equipa, mas existe outro objectivo não menos ambicioso! O de conquistar o mercado americano na área da cardiologia. Dito desta forma, parece nada ter uma coisa a ver com a outra, mas não é bem assim. A escolha dos turcos em disputar a VOR e promover a imagem da Alvimedica, tem a ver com a projecção mundial que esta regata concede. Por outro lado, a visibilidade da equipa e portanto da empresa, estendem-se por nove meses – o que parece ser um bom prenúncio.
Em números e referentes à anterior edição da VOR, estamos a falar de um investimento global em “media”, na ordem dos 182,6 milhões de euros. A audiência televisiva, chegou aos 1.550 milhões de espectadores. Na “web” as visitas rondaram os 41,58 milhões e no Youtube, as visualizações chegaram aos oito milhões. A outro nível e para os mais entendidos em vela, estamos a falar de 144.000 participantes. À medida que a regata decorre, é dada aos participantes a oportunidade de simularem as suas soluções e verem os resultados finais, comparados com o que realmente se passou. Por fim mas não menos importante e sempre a nível global, a Volvo vendeu 15.000 automóveis das edições especiais da marca.

De 70 para 65

banhoParticipar na VOR é um desafio a todos os limites pessoais. É um desafio transpessoal que obriga os participantes a serem bons velejadores, excelentes cooperantes, fortes na mente e resistentes no corpo, e com a capacidade de olhar, constantemente, por todos os outros membros da equipa. Apesar de ainda não haver números oficiais, já se tornou claro para muitos participantes que o Ocean 65 é um pouco mais ‘lento’ que o anterior modelo. Mas atenção, estamos a falar de veleiros que chegaram a fazer 45 nós de velocidade, ou seja pairaram sobre a água a… 80 km/h.
Isto significa que tudo se passa muito rápido, com particular destaque para o convés, quer seja para afinar velas, folgar ou puxar a multiplicidade de cordas, estar atento à ondulação, sem esquecer a tal trave… também conhecida por retranca. É a excelência a todos os níveis, até por que os marinheiros são dos poucos que pagam sempre pelos seus erros.
O dia-a-dia destes participantes é tudo menos monótono, mesmo quando o vento cai e as embarcações ficam ‘quase’ à deriva. Basta tomar como princípio de que um barco nunca está quieto. Se formos a uma marina e quando a água parece um espelho, todos somos capazes de jurar que os barcos estão imóveis. No entanto, basta olhar para os topos dos mastros, para perceber que não é assim e que as aparências iludem.

 

Três campos de ténis

pescadores em malaca

Um dos trajectos mais difíceis de passar é o Estreito de Malaca, não só pela abundância de lixo e detritos na água, como pela presença de barcos de pesca sem qualquer sinalização ou iluminação.

A formalmente designada “Whitbread Round the World Race” conta com 40 anos de existência e levará as equipas a percorrer 40.000 milhas náuticas, sendo que o Pacífico Sul será dos trajectos mais duros, como nos confidenciou um dos líderes da equipa, Charlie Enright de 29 anos. Para outro dos líderes desta equipa de 16 elementos, a adaptação ao novo Ocean 65 será rápida, já que os barcos são idênticos em muitos dos aspectos, até aqui diferenciados. Para Mark Towill, 25 anos, o facto de as embarcações serem idênticas vem enfatizar a competição, além de aproximar as equipas e respectiva troca de informação. Em vez de manterem uma postura quase secreta em relação às diversas afinações, todos beneficiam com a troca de experiências.
Os novos Volvo Ocean 65 (20,37 metros) são um pouco mais curtos que os monocascos da anterior edição. O mastro continua próximo da altura do Cristo Redentor no Rio de Janeiro, mas não deixa de ter vez e meia em altura, o que o casco tem de comprimento. Dos anteriores modelos, os 65 herdaram a construção em carborno, uma quilha móvel que pesa quase dois elefantes, e o impressionante aspecto de uma embarcação com uma área velica de 716 m², ou seja a área aproximada de três campos de ténis.