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Nissan X-Trail 1.6 DCi X-Tronic

137791_1_5Com a saída de cena do Qashqai+2 e para os que procuram um SUV de 7 lugares, a Nissan propõe o X-Trail. Face ao modelo de sucesso da marca japonesa, o X-Trail leva muitos sinais + a começar pelo preço. Todavia, além dos muitos argumentos a favor e versões à escolha, o X-Tronic concede outro tipo de apostas.

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O X-Trail é a proposta de 7 lugares entre os “crossover” da Nissan. A generosa volumetria e um simples rebatimento de assentos, concedem funcionalidade.

O Qashqai é um dos sucessos evidentes dentre o fenómeno SUV, e um dos modelos que desde o lançamento, tem vindo a crescer na procura.No entanto, ao descontinuar o Qashqai+2, a Nissan passou para o X-Trail a possibilidade de contar com sete lugares, num automóvel com maior bagageira face ao Qashqai (+15 litros). No entanto, ao rebater a fila central de assentos, a volumetria do X-Trail passa a 1.982 litros, ou seja + 484 litros e com generosas dimensões (comprimento – 935 mm e 1.142 mm de largura). Com altura e largura próximas quando medido no exterior, é no comprimento (+266 mm) que o X-Trail vai buscar a ‘volumosa’ vantagem, e as melhores cotas de habitabilidade. Ainda neste capítulo, o banco central também disponibiliza ajuste longitudinal, e um simplificado rebatimento dos assentos.

137792_1_5Contudo, face às versões de transmissão manual, este 4×2 perde no valor de peso rebocável com travões (1.500 kg). E para acabar com as comparações com o Qashqai, o X-Trail ganha 5 litros no depósito de combustível, com os 60 litros a favorecerem a autonomia. Como é evidente, esta beneficia dos consumos moderados que conseguimos atingir, tanto no X-Tronic como na manual de seis relações. É um facto de que a cinemática é conhecida, daí que nos tenhamos concentrado nas performances das transmissões. Se por um lado a manual nos deixou a impressão de ser mais rápida e de agradar mais a quem tenha o gosto pela condução, a X-Tronic agradou-nos pela suavidade de funcionamento, facilidade de utilização, e a possibilidade de efectuar a pré-selecção. Nos consumos, utilizando os habituais percursos mistos (AE+EN+Urbano) conseguimos 6,3 litros/100 km a 53 km/h na versão manual, e 7,2 litros/100 km a 51 km/h no X-tronic.

118688_1_5Ao volante, ficámos com a sensação de que o X-Trail é mais estradista do que urbano. Ao analisar os ângulos de visibilidade, tanto para a frente como para a traseira, as dimensões dos pilares, reduzem a visibilidade, crucial para as manobras citadinas. Na traseira, esta pode ser mitigada mediante a projecção da camera no visor colocado no painel, enquanto na frente é necessária habituação ao posicionamento dos pilares e dimensão dos espelhos retroviosres. Nas versões 360º tudo muda de figura, embora o sistema precise de alguma habituação. Todavia, a possibilidade de ver o X-Trail como se estivesse de pé em cima do tejadilho, é muito funcional.

137796_1_5O conforto de rolamento é bom, e para isso contribuem as suspensões independentes, auxiliadas em termos dinâmicos, pela adopção das jantes de 19”. Sem o refinamento que seria de esperar de um automóvel balizado entre os 35 e 40.000 €, o X-Trail concede uma condução suave, e com os comandos bem posicionados. No tocante à relação peso/potência, gostámos do equilíbrio concedido entre o peso do X-Trail e os 130 cv do 1.6 Diesel. Em nossa opinião, nesta motorização, o duplo X assenta que nem uma luva.

Gostámos –

Gostámos +

– Ângulos de visibilidade em condução urbana

– Conforto de rolamento

– Espaço e habitabilidade

– Consumos moderados

– Funcionalidade e ergonomia

– Sistema 360º