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Pela habitabilidade traseira, este Civic é ideal para deixar os miúdos na escola. Os assentos dianteiros, encantam a mulher a caminho do spa e quando sozinho, os 182 cv permitem tirar partido daquelas curvas que não pudémos fazer quando fomos levar os sogros.

Há quatro décadas a Honda lançou-se na conquista do mercado europeu. Na altura e face aos concorrentes japoneses, o Civic já contava com diferenças na tracção, carroçaria e potência do motor, que ajudavam a posicionar o modelo de forma diferente. Ao longo do tempo e mesmo correndo o risco de fugir à consensualidade, a estética foi sendo cada vez mais peculiar. Na 10ª geração do Civic, existem várias novidades e, como é habitual, algumas são visíveis e outras nem por isso. Uma das mais evidentes tem a ver com as dimensões exteriores. A largura aumentou (30 mm) e o Civic está mais baixo (20 mm). No entanto, a maior diferença está no comprimento total, agora muito próximo dos quatro metros e meio (4.497 mm), ou seja mais 127 mm face ao anterior modelo. A distância entre-vias também aumentou, enquanto na carroçaria, os pontos de fixação e soldadura aumentaram, mediante diminuição das distâncias entre-pontos. Estas e outras características concedem maior rigídez torsional à carroçaria (+52%) face ao anterior modelo.

Preço-base

ISV

IVA

Despesas

Chave na mão

IUC

26.076,10

3.200,32

6.733,58

1.175,00

37.185,00*

166,65

*campanhas em vigor: 1.500 € na retoma e 1.250 no crédito

pintura metalizada – 550 €

O novo Civic tem nova plataforma e cresceu nas três dimensões, com destaque para o comprimento total

As maiores cotas registadas na carroçaria, concedem melhor acessibilidade, tanto aos lugares dianteiros como traseiros. Na frente e face à anterior geração, ao analisar a ergonomia, demos conta de que o canto do painel no lado de quem conduz, deixou de ser tão intrusivo e os comandos estão melhor posicionados. Na traseira e para um passageiro com 1,80 metros, as cotas ao nível das pernas, anca e ombros são satisfatórias, mas a cabeça toca no tejadilho. Ainda na traseira, a bagageira disponibiliza 478 litros, sendo muito fácil rebater as costas dos assentos traseiros e remover a chapeleira, para aproveitar a volumetria total de 1.245 litros (VDA). No tocante aos espaços para arrumos, estes são vários e até sob o piso da bagageira pode existir um espaço com prática abertura. No tocante à posição de condução e por que o Civic está mais baixo, o ponto de apoio e rotação entre pernas e tronco, também se encontra mais baixo 35 mm face ao anterior modelo. No capítulo da visibilidade, esta é satisfatória para a frente e boa para as laterais, ainda que a dimensão dos espelhos retrovisores exija habituação, em especial nos cruzamentos desnivelados. Nos ângulos de visibilidade para a traseira e lateral-traseira, a Honda persiste na solução de um largo pilar ‘C’ (um dos elementos que contribui para o aumento da rigidez torsional) além de um óculo estreito e parcialmente tapado mediante barra transversal. Para mitigar estes ângulos-mortos, a visualização da marcha-atrás no visor de 7” e os sensores de estacionamento, deixaram-nos a impressão de serem muito funcionais e de grande utilidade.

Na versão Prestige que conduzimos, encontrámos o Honda Connect para smartphones, via Apple CarPlay e Android Auto. A integração com a Apple CarPlay permite agora juntar as funcionalidades do iPhone ao sistema Honda Connect com o interface disponível no visor central. Quem conduz pode receber as instruções de navegação, fazer chamadas, enviar e receber mensagens e ouvir música, tudo a partir do visor por toque ou usando os comandos por voz da aplicação Siri. O sistema CarPlay é compatível com o iOS 8.4 ou posterior e com o iPhone 5 ou posterior. As actualizações dos mapas são gratuitas durante 5 anos, uma oferta exclusiva da Honda. Ainda em torno dos comandos de quem conduz, demos conta que alguns estão duplicados, o que significa que para configurar o automóvel, precisamos de alguma habituação, mesmo se considerarmos a forma intuitiva como se acede e monitorizam os menus e sub-menus.

 

Na condução, este Civic evidenciou a versatilidade de utilização, que vais desde a condução suave e económica, ao aproveitamento dos 182 cv e sete escalões do CVT. De salientar, a progressividade do sistema de variação contínua, cuja prestação dinâmica melhorou bastante em relação ao modelo anterior. O comportamento dinâmico em acelerações e reprises, é praticamente semelhante ao das transmissões automáticas ou automatizadas, em especial quando recorremos à condução mais desportiva e modo ‘S’. E para enfatizar as performances da cinemática, este Civic permite a escolha do amortecimento adaptativo. Por outras palavras, a taragem da suspensão endurece, sem se perder sensibilidade ao volante. Aliás, neste capítulo, o trabalho desenvolvido pelos japoneses é notável. Com a adopção de alguns agregados mecânicos e melhoria de outros, reduziram o ruído/vibrações e melhoraram a percepção de refinamento na condução. Num breve contacto ao volante e num trajecto misto (AE+EN+Urbano) obtivémos um consumo de 6,6 litros à média de 60 km/h, com parciais a rondar os 9,5 ou 11,8 litros/100 km, provenientes de andamentos mais exigentes e também mais entusiasmantes. Por outras palavras, este Civic é ideal para deixar os miúdos na escola, levar a mulher ao spa e quando sozinho, tirar partido daquelas curvas que não pudémos fazer quando fomos levar os sogros. É um familiar muito versátil.

Gostámos –

Gostámos +

– habitabilidade traseira ao nível da cabeça

– algusn ângulos de visibilidade na traseira

– versatilidade nos modos de condução

– performance motor +transmissão CVT

– funcionalidade e segurança activa

– conforto de rolamento

– comportamento dinâmico

Ficha técnica

Honda Civic 1.5 CVT Prestige

motor

1.5 4 cil, DOHC 16 V, VTEC, Turbo

potência kW(cv)/rpm

134,0 (182,0)/6.000

binário Nm(kgm)/rpm

240,0 (235,2 )/1.900~5.000

transmissão

CVT com sete escalões

jantes – pneus

17″ – 235/45 R 17